Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?

Este post faz parte do ciclo Debates Ambientais do Faça a Sua Parte.

Picada de cobra se cura com veneno de cobra.

Consumo consciente e atitudes eco compatíveis são fundamentais a uma necessária nova política ambiental, mas o comportamento humano é moldado aos poucos e produz uma forte resistência às mudanças. Sem o intervento da ciência será impossível reverter a atual situação de degrado e poluição.

Como instrumento, a ciência não pode ser a vilã da devastação dos recursos naturais, nem da crescente pobreza e marginalidade de boa parte da população mundial. Um crescimento que vem acompanhado de novos e equivocados padrões de consumo e produção, o que só faz aumentar o desperdício dos recursos, além de gerar resíduos e substâncias poluentes. O problema se dá porque ciência e tecnologia não são politicamente neutras. Mas não só: a atual dinâmica de competição, com ganhadores e perdedores, só faz aumentar a crise sócio-ambiental, transferindo todas as reservas e esforços à busca do crescimento econômico.

Na situação que vivemos de desigualdade social, onde uma minoria consome a maior parte dos recursos naturais, reflete uma distribuição heterogênea de renda e de ativos produtivos e acaba restringindo as políticas de desenvolvimento dos países pobres. Esse problema não pode ser resolvido com soluções tecnológicas. É preciso ação política. E é nesse ponto que podemos fazer a diferença, debatendo, propondo – exigindo! – o fluxo de tecnologia e pressionando os regimes políticos atuais, fortemente orientados na lógica do mercado e ao crescimento a qualquer preço. É necessário que o poder político retome para si a responsabilidade do crescimento, que hoje encontra-se nas mãos de agentes externos.

A ciência terá grande participação nessa nova ordem mundial que começa a se formar, aprimorando e difundindo o correto manejo dos recursos disponíveis. Para tanto, o sistema de competição deve ser substituído por um outro, o da cooperação. De pouco tem servido as intermináveis reuniões internacionais sobre o meio ambiente. A despeito da argumentação dos donos do poder econômico, de que faltam inequívocas evidências científicas do efeito da produção sobre os problemas ambientais, o meio ambiente não pode ser excluído dos conceitos econômicos, políticos e sociais. O desenvolvimento sócio-econômico depende exclusivamente de quem controla os recursos disponíveis e não do volume desses recursos. Isso está errado.

A ciência sem política é uma ciência para poucos.

3 Replies to “Tecnologia e Meio Ambiente: há futuro na ciência?”

  1. Olha ai.
    Muito post, avalanche, tsunami di posts e eu tinha passado reto por esse aqui. Posso assinar embaixo. O que tem de cientista prostituido nao é mole.
    Existe atè uma pesquisa cientifica na area da psicologia (nao me pergunte onde ou quem, apenas li e me lembro) que conclui que pesquisadores patrocinados pela iniciativa privada tendem (consciente ou inconscientemente) a corroborar teses pre estabelecidas a favor do patrocinador. Por isso que uma semana divulgam que café faz mal, na outra que é um remédio, e assim sucessivamente, uma guerra de marketing, mais que ciencia.

  2. Boa noite!
    O domínio da Tecnologia é o que diferencia o homem dos outros animais, sem ela ainda estariamos vagando pelas savanas da África, caçando e coletando meios de subsistência. Somos dependentes das tecnologias pois graças a elas é que a sociedade humana atingiu o atual patamar de “desenvolvimento” – pelo uso dos facilitadores tecnológicos (do fogo ao foguete)- mas, como na analogia do veneno de cobra, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Portanto, o mal provocado pela tecnologia torna-se um paradoxo pois, é um mal produzido pelo bem em excesso, ou seja, o homem está explorando demais o planeta para obter confortos e facilidades e, em sua busca pela matéria prima e/ou no uso destas matérias primas, provoca sérias feridas no Meio ambiente.
    Os cientistas realmente estão divididos entre os éticos e os sem escrúpulos. E aí está o maior problema, a ganância! Foi ela que nos levou a acelerar o processo de transformação do planeta, foi a ciência que nos colocou neste “saco de gatos” e sómente ela, através de programas de governo e cientistas sérios, é quem vai nos tirar desta enrascada climática. Mas, o tempo é curto! Segundo a ONU só temos 7 (sete) anos para resolver o problema do aquecimento global.
    Um forte abraço!
    Proteja Gaia! Quem ama preserva.
    Renato Cesar

  3. Boa noite!
    O domínio da Tecnologia é o que diferencia o homem dos outros animais, sem ela ainda estariamos vagando pelas savanas da África, caçando e coletando meios de subsistência. Somos dependentes das tecnologias pois graças a elas é que a sociedade humana atingiu o atual patamar de “desenvolvimento” – pelo uso dos facilitadores tecnológicos (do fogo ao foguete)- mas, como na analogia do veneno de cobra, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Portanto, o mal provocado pela tecnologia torna-se um paradoxo pois, é um mal produzido pelo bem em excesso, ou seja, o homem está explorando demais o planeta para obter confortos e facilidades e, em sua busca pela matéria prima e/ou no uso destas matérias primas, provoca sérias feridas no Meio ambiente.
    Os cientistas realmente estão divididos entre os éticos e os sem escrúpulos. E aí está o maior problema, a ganância! Foi ela que nos levou a acelerar o processo de transformação do planeta, foi a ciência que nos colocou neste “saco de gatos” e sómente ela, através de programas de governo e cientistas sérios, é quem vai nos tirar desta enrascada climática. Mas, o tempo é curto! Segundo a ONU só temos 7 (sete) anos para resolver o problema do aquecimento global.
    Um forte abraço!
    Proteja Gaia! Quem ama preserva.
    Renato Cesar

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