COP15

Pois é,

Entre os dias 7 e 18 de dezembro deste ano ocorre a 15ª Conferência das Partes (COP15), da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, na capital do Reino da Dinamarca, Copenhague.

Tri-legal, D. Afonso, que bom saber disso. Afinal, eu sequer sabia que já ocorreram outras 14 dessas tais convenções. Mentira, né? Uma pelo menos todos conhecem: a COP3. Tá, talvez conheçam mais pelo resultado dela, o tal famoso Protocolo de Quioto, ou Kyoto como é mais conhecido. Aliás, diga-se de passagem, o filho se tornou mais conhecido que a mãe (a Convenção) e que a avó (a RIO92). Da bisavó (ESTOCOLMO, 1972) seque há que falar, de tão esquecida que anda…

Dizem que quem sai aos seus não degenera. Não é o caso. Bem que o menino tentou crescer e vingar. Até contou com a ajuda de um monte de tios e amiguinhos, mas não houve jeito. Está fadado à morte por inação dos seus grandes irmãos. Ou, melhor dizendo, por asfixia causada pelos grandes.

Pensando bem, acho que o guri não degenerou. Afinal, nem  a bisa, a avó e nem mãe deram certo na vida. Só para relembrar (os menos preguiçosos podem ler o texto integral no link acima) os ensinamentos da bisa que, parece, foram para o brejo preparar o terreno para o netinho, cito o princípio 6, que tem tudo a ver com a COP15:

“Princípio 6 – Deve-se por fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outras matérias e à liberação de calor, em quantidade ou concentrações tais que não possam ser neutralizadas pelo meio ambiente de modo a evitarem-se danos graves e irreparáveis aos ecossistemas. Deve ser apoiada a justa luta de todos os povos contra a poluição”.

Uma breve pausa para uma continha elementar: 1972 – 1982 – 1992 – 2002 – 2012 = 40 anos.

Putz, metade dos meus cinco leitores – não, é melhor achar que tenho seis, senão vai dar quebrado, né? – sequer tem essa idade. E devem estar se perguntando: PQP, tiveram 40 anos para melhorar e só fizeram piorar?

É véio, a bisa falou e disse! Pena que poucos deram bola pra ela. Mas a bisa queria porque queria preservar o sangue da família. Mocinha crescida, já com seus vinte anos, casou e teve uma filhinha, a ECO92. Beleza de filha. E não poderia ter nascido em melhor lugar: a cidade maravilhosa, símbolo dos símbolos da natureza. E a filhinha, bem educada que foi, repetia os ensinamentos da mamãe Estocolmo. De tanto falar, deu à luz a mais uma mulher: a Convenção para o Clima (dentre outras maninhas: a Carta da Terra, a Convenção sobre Biodiversidade e a Convenção sobre Desertificação, além de uma filha enjeitada, a Agenda 21).

Parece que o Reino das Boas Intenções Humanas estava fadado a não ter um filho varão. Mas eis que a Convenção para o Clima, a mais rebelde das filhas da ECO92, resolveu por um fim nessa longa cadeia feminina que parecia não estar dando certo. Fuçou, fuçou com as partes até que no terceiro encontro gerou seu filho macho: o Protocolo de Quioto.

Eis a breve história do futuro defunto (se bem que alguns sempre disseram que era um nati-morto).

Querem saber a moral da história? É que para dezembro esperamos o parto do filho do Protocolo de Quioto. Ou ao menos que ele arranje uma namorada até lá e que possamos, em 2012, ter um sucessor à altura do Reino.

E que preste! Senão…

Os sinais estão aí, só não vê quem não quer. Mas mais do que ver, há que fazer. Como por exemplo, acompanhar as ações, notícias, sites, blogs e tudo o mais que estaremos divulgando por aqui.

Essa é a importância do título: COP15. Nosso futuro!

 

7 Replies to “COP15”

  1. Oi! Este comentário não tem nada a ver com o post, mas com certeza a ver com o FAÇA A SUA PARTE. Não se se vcs já ouviram falar (pra mim era novidade) sobre uma fonte (letra) ecológica que diminui em 20% os gastos com a impressão de documentos. Lá no meu blog wwww.coisaparecida.blogspot.com tem um link pra baixar! Abraço e bom final de semana!

  2. Francis,
    Em geral esses eventos não produzem nada de “prático” na hora, a não ser um conjunto de “boas intenções” e muito “barulho”, como dizes. Por isso devemos acompanhá-los e ver de que forma podemos, posteriormente, pressionar governos para que coloquem em prática as boas intenções e não façam, apenas, mais barulho ainda.
    Glenda,
    Boa dica, já baixei e vou experimentar. Tenho certeza que 90% do papel que imprimimos é apenas rascunho. Com uma fonte assim, aliada a uma campanha para evitar a impressão desnecessária, estaremos fazendo um baita bem pra natureza.
    Mahai,
    Não entendi a relação com a “polícia”. Poderias explicar?

  3. Muito bom!
    Melhor ainda é lembrar que temos um grande tabalho até Dezembro: consciantizar a humanidade da EMINÊNCIA, da URGÊNCIA do perigo.
    Temos de pressionar nossos ministros para que saia algo produtivo e concreto do COP15.

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