Cubinhos orgânicos congelados

Uma dica bacana que a menina do dedo verde, Carol Costa,  nos dá neste podcast – Truque esperto para aproveitar ervas frescas, é simplesmente  excelente. Como é possível conservar os temperinhos e ervas frescas e evitar o desperdício quando a gente os compra em excesso?

cubinho de manjericão geloO pé de manjericão, da hortinha da varanda de meu apartamento, estava realmente precisando de uma poda, e eu não estava dando conta de fazer tantos chás e temperos com a quantidade de  folhinhas dele. Até tentei, certa vez, secá-las ao sol para usar como tempero seco, mas a maioria apodreceu. Esta dica da Carol resolveu isto. Vejam só que bacana: usar as ervas para  fazer cubinhos orgânicos de ervas frescas congelados!

Seguindo os passos que Carol cita no podcast, retirei quase todas as folhinhas do pé de manjericão de minha hortinha de varanda. Na verdade, deveria colhê-las todas, mas eu queria fazer a experiência antes, hehe.

manjericao na forma

Piquei as folhinhas do manjericão (a Carol deixa-as inteirinhas mesmo)  e coloquei um punhadinho,  em cada cubo da bandeja de gelo. Completei com água, congelei e obtive meus cubinhos Knorr de manjericão prontos para uso!

manjericao na forma congeladoQualquer tempero pode ser congelado desta maneira: salsinha, cebolinha, hortelã, e até o alho poró, cortado em rodelinhas transformam-se em cubinhos para serem utilizados quando quisermos incrementar um prato.

Ao cozinhar, é só jogá-los, um ou mais cubinhos de ervas congeladas, dentro do molho,  ou do feijão, da sopa ou do prato que estivermos preparando. Delícia! O melhor: sem conservantes!

O manjericão, peladinho, após a poda, irá brotar novamente, segundo a Carol. Então, agora, vou retirar as folhinhas que ainda restam para fazer mais cubinhos de ervas congelados e deixar só os galhinhos no vaso. Então, é só esperar que ele floresça novamente e fazer novos cubinhos orgânicos.

pé manjericão pelado

Obrigada pela dica, Carol!

Decreto Ecológico

O texto a seguir foi escrito pelo meu querido amigo Nelson Valente (@Escritor4). Nelson é professor univesitário, jornalista e escritor e, além disso, um partícipe de grande e importante parte da história recente do Brasil. Com o título acima, ele publicou, em outubro de 2010, no Jornal O REBATE, uma verdadeira aula de legislação ambiental comparada, que vale o resgate, para que não se perca nas brumas da poluição… Ei-lo:

Em 1961, o Presidente da República tinha uma certa competência legislativa exercida através de Decretos, graças à Constituição de 1946. Saulo Ramos incentivou muito Jânio a usar de tal competência, inclusive cometendo algumas inconstitucionalidades, até hoje não contestadas. Não era difícil provocar o entusiasmo de Jânio que, excessivamente inteligente, captava rapidamente idéias novas, sobretudo se fosse de interesse público. Assim, Jânio e Saulo, numa conversa a sós, sem palpiteiros, discutiram longamente um decreto em defesa da ecologia e do meio ambiente, assunto desconhecido e misterioso, inclusive no exterior. Os dois, porém e atrevidamente, soltaram a imaginação e o pensamento criativo, concluindo que era preciso regulamentar a defesa do meio ambiente. – Redija hoje, que eu assino amanhã! Hoje, sem falta, mas inclua tudo o que discutimos – Mas hoje é sábado e amanhã é domingo. É preciso colher a assinatura do Ministro da Agricultura para referendar o decreto. E talvez de outros Ministros. – Não interessa. Quero o decreto amanhã. Talvez seja o domingo o dia em que os brasileiros menos estragam a natureza. Um bom dia para assiná-lo. Claro que somente recebeu a minuta na segunda-feira e ele próprio, com estremo entusiasmo, redigiu muitos dispositivos. Editou-se o Decreto n° 50.877, em 29 de julho de 1961, um dos primeiros atos normativos, em favor do meio ambiente, editados no mundo! Para se ter a idéia do pioneirismo, a lei de proteção às águas, na Itália, foi editada muito depois, é de 1976. No Canadá, a norma equivalente é de 1970 e na Suécia, é de 1969. Na Bélgica e Holanda, o direito positivo passa a editar normas ambientais, sobretudo relativas à defesa das águas, na década de 1980, embora a Holanda tenha tratado, em lei, da poluição das águas em 1969 e a Bélgica em 1971. A França, que costuma se antecipar às legislações européias,surgiu com o regramento ambiental somente em 1971 – Lei 76-633, de 19 de julho. Na Alemanha, a lei federal, que apenas sugere precauções para evitar efeitos prejudiciais ao ambiente, é datada de 15 de março de 1974, aperfeiçoada pela lei de proteção às águas em 1976. No Japão, a disciplina legal para a punição dos crimes “relativos à poluição ambiental com efeitos adversos sobre a saúde das pessoas” é de 1970. Nos Estados Unidos, as normas de proteção às águas datam de 1972 e, na Suiça, de 1971. Na Argélia, a legislação ambiental é de 1983, quando a lei 83-03, cuida da poluição das águas, proibindo o “lançamento de substâncias sólidas, líquidas ou gasosas, agentes patogênicos, em quantidade e em concentração de toxidade suscetível de causar agressão à saúde pública, à fauna e à flora ou prejudicar o desenvolvimento econômico” (art. 99). Como se vê, o texto reproduz, vinte e dois anos depois, a norma brasileira, editada por Jânio Quadros em 1961. Na Inglaterra, centro de tantos movimentos ecologistas, a lei de Controle da Poluição surgiu somente em 1974 e cuida, sobretudo, de descarga e efluentes industriais nos esgotos públicos (art. 43), embora passe pela poluição atmosférica (art. 75) e pela poluição acústica (art. 57 a 74). Impõe-se registrar, pela importância e pela larga previsão, o Decreto n° 50.877, de 29 de julho de 1961, do Presidente Jânio Quadros, dispondo sobre o lançamento de resíduos tóxicos ou oleosos nas águas interiores ou litorâneas. O ato normativo de Jânio Quadros proibiu terminantemente a limpeza de motores de navios no mar territorial brasileiro e foi mais longe: regulou o lançamento “às águas de resíduos líquidos, sólidos ou gasosos, domiciliares ou industriais, in natura ou depois de tratados”, permitindo-os somente quando “essa operação não implique na POLUIÇÃO das águas receptoras”. Neste decreto, a palavra “poluição” ingressou no direito positivo brasileiro com o sentido que tem hoje, diverso ou mais ampliado daquele adotado pelo verbo “poluir” do nosso Código Penal. Está definida pela própria norma em seu artigo 3°, verbis: “Para os efeitos deste Decreto, considera-se poluição qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas das águas, que possa importar em prejuízo à saúde, à segurança e ao bem-estar das populações e ainda comprometer a sua utilização para fins agrícolas, industriais, comerciais, recreativos e, principalmente, a existência normal da fauna aquática.” Ironia do destino: quase trinta anos depois, Jânio Quadros era prefeito de São Paulo e Saulo Ramos Ministro da Justiça. Um dia Saulo visitou o ex-presidente. Entre muitos assuntos, lembraram do decreto ecológico. E lamentaram: se aquele decreto houvesse sido respeitado e aplicado, São Paulo não teria perdido os rios Pinheiros e Tietê.

 

 

Por uma infância mais sustentável

Cidadãos unidos por uma infância sustentável

O que publicidade infantil tem a ver com sustentabilidade? Provavelmente um leitor deste blog já tem a resposta na ponta da língua: tudo!

“A publicidade infantil é danosa às crianças quando as pressiona a desejar cada vez mais bens de consumo, associando-os a um discurso enganoso de alegria, felicidade e status social. Além de trazer sofrimento às crianças que não podem obter esses bens devido à falta de recursos financeiros, essa pressão não pode ser devidamente elaborada pelos pequenos, cujo senso crítico ainda está em desenvolvimento.”

Os atuais níveis de consumo de grande parte dos habitantes desse nosso mundão estão muito além daquilo que o planeta pode suportar. Por isso, sempre defendemos aqui no Faça a sua parte uma reflexão sobre o que, por que e como consumimos. O famoso primeiro “erre”: repensar. Do jeito que as coisas estão, sabemos que não podem ficar.

“[…]estamos diante de um novo fato: pela primeira vez na história humana, se questiona a forma como estamos consumindo o planeta Terra. As crianças de hoje serão responsáveis pelo planeta de amanhã. Mas, ao invés de serem educados para se tornarem cidadãos conscientes, eles estão sendo formados consumidores desde a mais tenra idade.”

Sim, é aí que começa a construção desses hábitos de consumo que, muitas vezes, levamos conosco pela vida inteira: na infância. E é aí que entram os efeitos negativos da publicidade infantil da maneira como é feita hoje no Brasil (em em muitas partes do mundo também). As empresas e publicitários precisam repensar a maneira como se comunicam com nossas crianças. E o Estado precisa nos ajudar nessa tarefa, fornecendo, no mínimo dos mínimos, diretrizes norteadoras para proteger a infância do atual bombardeio publicitário.

“[…]defendemos que, para cumprir nossa responsabilidade de educar nossos filhos para a cidadania e a sustentabilidade, precisamos do apoio efetivo do Estado e da responsabilização efetiva das empresas privadas, dos veículos de comunicação e das agências de publicidade.”

Para um futuro sustentável, precisamos assegurar que os valores da infância que realmente importam sejam defendidos. E, hoje, a publicidade infantil não está fazendo seu papel adequadamente.

“O excesso de propagandas e o conteúdo manipulatório delas dificulta uma educação cidadã e sustentável, a qual todos desejamos.”

Por esse motivo, convido vocês a conhecerem o movimento Infância Livre de Consumismo (no blog, no Twitter e no Facebook), que hoje está promovendo a blogagem coletiva #desocupaCONAR para mostrar que não estamos satisfeitos com a atual autorregulamentação a que o setor é submetido, já que esta tem se mostrado ineficiente em punir e evitar abusos na publicidade infantil.

Essa blogagem está ocorrendo hoje porque amanhã, dia 3 de julho de 2012, será um dia marcante para o movimento, que estará em Brasília participando de uma audiência pública referente ao Projeto de Lei 5921/01, que pretende determinar um novo regramento para a publicidade infantil no Brasil. Pela primeira vez, os pais e mães serão representados num evento dessa grandeza!

Então vamos juntos, pois um mundo melhor é para todos.

(Nota: os trechos entre aspas e em itálico foram retirados da descrição do movimento Infância Livre de Consumismo.)

Mudança de hábito

@deniserangel e @Anaclaudiabessa-foto de @MelSalvi

Estamos, eu a amiga @anaclaudiabessa, lançando uma pergunta-desafio,  no Twitter, neste fim de ano. O desafio foi levantado no último LuluzinhaCampRJ, neste sábado, com o objetivo de trazer a reflexão sobre que mudanças efetivamente ocorreram em nosso dia a dia, em relação ao consumo consciente.

Trouxemos a discussão para cá e convidamos os leitores do Faça a sua parte a responderem de forma bem simples sobre o que mudou, de fato, em sua rotina, que hábitos se tornaram efetivos no que se refere ao consumo consciente .

Se você também acredita firmemente que uma mudança de comportamento se efetua a partir de uma reflexão, pare agora e pense em quais atitudes passaram a fazer parte de seu cotidiano que produzam um impacto positivo sobre o ambiente.

Algumas reflexões:

  • Usa mais transporte público, carona ou caminhadas?
  • Imprime apenas o absolutamente necessário, e em dupla face?
  • Consome mais produtos orgânicos e naturais e menos industrializados?
  • Leva ecobags ao mercado e não traz tantas sacolinhas plásticas?
  • Utiliza lâmpadas econômicas  em todo os ambientes da casa?
  • Seu consumo de água,  energia e alimentos é sustentável?
  • Separa o lixo corretamente para facilitar a reciclagem?
  • Compra produtos com nenhuma ou pouca embalagem?
  • Mantém sua caneca ou copo no trabalho e não utiliza copos descartáveis?
  • Usa pilhas recarregáveis sempre que possível e providencia o descarte correto das tradicionais?
  • Produz menos lixo e reaproveita mais os materiais?

Estas são apenas algumas mudanças  que  a maioria de nós já incorporou em seu modo de viver. Conte aqui para nós, quais dessas ou outras ações tornaram-se um hábito para você: 

O que mudou efetivamente em sua rotina em relação ao consumo consciente?

O que será das nossas florestas?

Na verdade, nem sei como começar este post. Não sei o que colocar no início, no meio, no fim. O futuro que se desenha me parece pouco promissor – assustador, pra falar a verdade.

A pergunta do título talvez devesse ser “o que será de nós?” Porque dependemos das florestas para ter qualidade de vida. O que acontece lá talvez pareça estar longe, mas nos afeta de maneira vital. E o Senado, que poderia consertar o estrago feito na Câmara em maio, parece que segue pelo mesmo caminho. Corremos o risco de acabar tendo um código Frankenstein.

Apesar dos alertas de especialistas e dos apelos da sociedade civil, as alterações necessárias parecem não convencer os relatores. No próximo dia 8 (terça-feira), o relatório do Senador Luiz Henrique será votado pelas comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura.

Precisamos muito cobrar uma postura ética e responsável dos nossos representantes. O assunto é de extrema importância, e afeta nossas vidas de maneira significativa. Não podemos fingir que não é problema nosso.

Há muito material disponível na internet sobre o assunto, mas acho que o movimento #florestafazadiferença esclarece muita coisa. Acesse, informe-se e descubra o que pode fazer para que o pessoal de Brasília nos dê ouvidos.

Imagem daqui

Por que prefiro móveis usados?

móveis de brechó

Pode parecer que estou fazendo economia ou que sou uma velha gagá acumuladora de cacarecos que vive remendando as coisas para reaproveitá-las. Porém não se trata disto. Usar móveis de segunda mão e objetos reciclados foi a maneira que encontrei para adicionar um toque mais sustentável ao meu apartamento.

Estou consciente de que, mesmo que uma peça de mobiliário seja feita de materiais sustentáveis ou de forma ambientalmente responsável, ainda assim ela requer energia e recursos para sua fabricação. Ao optar por móveis de segunda mão, a necessidade de se fazer novas peças de mobiliário é eliminada.

Além disso, manter móveis usados ou antigos fora do aterro ou do lixão é consequência deste processo de reaproveitamento, ao mobiliar a casa com móveis usados. E o reaproveitamento e a reciclagem se aplicam tanto aos acessórios de decoração, quanto ao mobiliário.

Às vezes, é necessário apenas uma nova camada de pintura para enfeitar um móvel usado ou um item de decoração. Tenho conseguido móveis praticamente novos, em brechós, como se os antigos donos deles trocassem a mobília como quem troca de roupa.

Encontrei sofá, arca, escrivaninha, cômoda, cabideiro, cadeira de escritório, mesas e cadeiras de cozinha, fogão, geladeira, e outros itens em brechós. Não precisei reformá-los, pois estavam em ótimo estado.

Quando mudei de apartamento, vendi ao brechó alguns móveis e doei outros que não cabiam no novo espaço. Esta última mesa de escritório, da foto, muito grande, doei para meu pai, que adorou o presente! Adquiri outra escrivaninha, também em um brechó, no tamanho que coubesse no apartamento atual.

Já estou pensando em trocar o velho sofá do escritório por um sofá-cama e adquirir prateleiras ou estantes para fazer um escritório que sirva como quarto de hóspedes também.

Decorar a casa com materiais reutilizados não é sinal de “pobreza” ou falta de estilo. É responsabilidade e comprometimento com a preservação dos recursos ambientais. Com criatividade e paciência para garimpar a peça certa, nos brechós, a mistura de estilos, chique ou retrô, é um convite para montar ambientes cheios de personalidade que darão um toque especial e pessoal na decoração.

Ainda estou em fase de organização. A pintura ainda não terminou e, por isso, não tenho mexido tanto na decoração. O apartamento está sem graça e colorido, mas, assim que o pintor terminar o serviço, a mudança no visual continuará. Sustentavelmente.

O que fazer com as embalagens que compramos?

Luminária em pet by @anaclaudiabessa

Esta linda e original luminária, confeccionada com garrafas plásticas pós-consumo, é obra da amiga @anaclaudiabessa, criadora do Projeto O futuro do presente. Ana Claudia tem uma impressionante capacidade de transformar em matéria prima para seus produtos ecológicos, objetos que antes iriam para o lixo.

Quando estive em seu atelier, fiquei entusiasmada ao ver que suas criações eram “lixo” reaproveitado. Sua atitude mostra que podemos reutilizar materiais de forma criativa e bonita.

Garrafas pet descartadas indevidamente é uma questão que precisa ser analisada cuidadosamente. Sim, porque embalagem é algo que você paga, leva para casa e depois, simplesmente, joga fora. É preciso avaliar o impacto delas na natureza, desde a sua fabricação até o seu descarte.

A correta separação desses materiais em nossas casas e o encaminhamento para catadores ou empresas recicladoras permitem que retornem para o processo produtivo. É uma questão de modificar nossa atitude sobre o que consideramos “lixo”.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, “cerca de 30% de todo nosso ‘lixo’ é composto de materiais recicláveis como papel, vidro, plástico e latas, e todos esses materiais têm valor de mercado, pois são reaproveitados como matéria-prima no processo de fabricação de novos produtos.”

Observe o que você vem comprando e avalie se a embalagem dos produtos é a melhor alternativa para o meio ambiente. E, se não for reaproveitá-la, doe-a para que seja transformada em algo útil, que gere renda para alguém, além de diminuir a quantidade de resíduos nos lixões e aterros. Pense nisto!

Web verde 9: e as chuvas tornam a cair

Os padrões e informações necessários para se estabelecer um bom plano existem há muito tempo, quando é que vamos ter vontade política para implantar?

Como ajudar os animais da Região Serrana – Os seres humanos sofrem e salvá-los (e, acima de tudo, evitar novas tragédias) é prioridade, mas os animais também precisam da nossa ajuda.

Doações para as vítimas da Região Serrana

Doações para as vítimas do Vale do Paraíba e da Região Serrana do Rio de Janeiro – Algumas cidades do Vale do Paraíba também estão sofrendo com enchentes e deslizamentos. Embora a situação não seja tão crítica quanto na Região Serrana do Rio de Janeiro, essas pessoas também precisam de ajuda.

Vamos continuar sendo “surpreendidos” pelas chuvas?

E como vamos reconstruir? – Eu quero, muito, que expliquem tim-tim-por-tim-tim como vão reconstruir. Tudo no mesmo lugar? Ou a reconstrução vai levar em conta um estudo geológico sério? Vão reflorestar as encostas e margens dos rios? Ou deixa isso pra lá, porque um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e vamos em frente?

Medidas corretivas e preventivas – Será que finalmente vamos ver algo que funcione de verdade?

Férias ecológicas


Hoje todo mundo sabe que as viagens provocam impacto ambiental; ainda que pequenas, quando comparadas com as verdadeiras catástrofes ambientais. Mas a soma de pequenas ações geram um resultado muito maior. Portanto, programe suas férias.
Evite viajar ao hemisfério Norte durante o período de 15 de Julho a 15 de Setembro, quando a alta estação aumenta muito os preços, todos os pontos turísticos estão lotados e o serviço acaba gerando frustração. Fora desse período, o ar-condicionado não será necessário, mesmo que faça um pouco de calor. Prefira um quarto com ventilador no teto, que produz dez vezes menos CO2 que o ar-condicionado. Lembre-se, ao preparar as malas, de tirar das embalagens os shampoos, cremes e outros produtos: em casa você sabe como e onde promover a coleta diferenciada.
Se a viagem for em avião, prefira os voos diurnos, pois eles provocam menos danos à atmosfera que os voos noturnos. O mesmo vale para os meses mais frios, quando a emissão de gases nocivos à atmosfera dos aviões é muito superior que nos meses mais quentes ou na meia-estação. Decolagens e aterragens são os momentos em que o avião consome a maior parte do combustível, assim, voos diretos são preferíveis aos voos com escalas. Quanto mais escalas, maior o consumo de combustível e de emissão de gases nocivos. Além disso, considere que os trajetos superiores a 6 horas emitem somente dois terços de CO2 por km em relação aos voos mais breves. Por fim, aproveite para usar os serviços higiênicos dos aeroportos e evite os dos aviões. Acionar a descarga em voo produz a mesma quantidade de CO2 emitida por um automóvel em 10 km.
Praias, montanhas, parques e fazendas nem sempre têm um sistema de coleta do lixo eficiente. Levar um saco para trazer o lixo produzido – ou encontrado – vai causar boa impressão à natureza. Tire fotos e compre o artesanato local, se produzido de modo sustentável. Animais e “souvenirs” retirados da natureza são de péssimo gosto e influem negativamente na fauna e flora local.
Seja ecológico e boas férias!

“Vac from the sea” – O aspirador que vem do mar

Cecilia Nord, vice-presidente da Electrolux: “Existem ilhas de plásticos […] que flutuam nos nossos oceanos. No entanto, em terra, se luta para apoderar-se de suficiente matéria plástica para satisfazer a demanda de aspiradores de pó sustentáveis.”
Teria sido a necessidade de suprir a demanda aliada a constatação das ilhas de plástico nos oceanos a dar vida a um novo projeto de sensibilização, com o objetivo de transformar essas imensas ilhas de lixo flutuante em matéria-prima para a produção de eletrodomésticos. “Vac from the sea” – o aspirador que vem do mar – é o projeto “ético” da Electrolux que prevê a coleta de detritos plásticos das águas do mundo inteiro para produzir 5 modelos de aspiradores de pó.

Ramsvik, uma reserva natural da Suécia, é um dos primeiros lugares onde a Electrolux iniciou a coleta de plástico. Há alguns dias a comunidade local aderiu à iniciativa recolhendo o lixo no mar. O problema é grande, na região, pois uma enorme quantidade de detritos atinge as costas da Suécia através das marés e dos ventos. Quando o lixo atinge a praia é recolhido e queimado, apesar de 80% desse material ser plástico. Parte do lixo acaba contaminando a flora marinha, entre algas e fendas de rochas. Quando inicia o processo de deterioração, o plástico se divide em partes menores, que podem ser ingeridos pelos peixes.
Outro problema a ser enfrentado e que a Electrolux se propõe a fazer, é a separação dos diversos tipos de material, o que dificulta muito o processo de reciclagem. Além dos aditivos químicos, corantes, etc. Ou seja: cada plástico deve ser reciclado separadamente. Mas a reciclagem do plástico tornou-se crucial para a produção de aparelhos sustentáveis, cada vez mais exigidos pelos consumidores europeus. A versatilidade do material, o custo relativamente baixo e a possibilidade de reutilizá-lo diversas vezes, faz com que a Electrolux busque novas fontes de matéria-prima ao mesmo tempo em que promove um projeto “ético” de porte mundial. No final das contas, o impacto será positivo, mas se todo o material plástico dos principais vórtices de lixo dos oceanos for recolhido, é prudente que a Electrolux produza os aspiradores com baterias recarregáveis com energia solar, ou vai faltar eletricidade para tanto aspirador.
A empresa tem uma conta no Twitter sobre o projeto, um blog no site, uma página no Facebook e dá dicas de como participar.
As imagens são do site da própria empresa.