FALÁCIA

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Há uma grande falácia na imagem acima, propagada como solução para todos os males.

A uma, se colocássemos todas as pessoas que andam de automóvel para andar de ônibus, estaríamos simplesmente trocando o engarrafamento de automóveis pelo engarrafamento de ônibus. A imagem, maliciosamente, mostra apenas UM ônibus, mas não mostra quantos, no total, seriam necessários para a substituição proposta.

A duas, Não sei qual fábrica de bicicletas seria capaz de produzir 190 milhões de bicicletas em tão curto espaço de tempo, como a imagem parece fazer crer.

A três, não levam em consideração a realidade geográfica das cidades. Tomando Porto Alegre como exemplo, uma cidade que vive 8 meses do ano abaixo de mau tempo e com uma topografia 80% constituída de morros, não sei como alguém poderá voltar do trabalho de bicicleta “ladeira acima”. Descer é fácil, afinal, “pra baixo todo santo ajuda”. Quero ver é ter que subir a Protásio todos os dias depois de oito horas de trabalho, carregando a cria na garupa!

E seriam milhares as razões a apontar que quem pensa e divulga esse tipo “raso” de solução é gente que definitivamente não pensa a cidade.

Sem falar nos caminhões que fazem a entrega da Smart TV que todo mundo agora pode comprar… Ok! Da simples logística que mantém nosso reles afã consumista…

Há que ter clareza quanto ao que seja uma cidade. Não somos mais cidades de encontro de mercadores dos séculos XVII ou XVIII; sequer industriais empregadores de mão de obra barata dos séculos XIX e XX.

E, no entanto, continuamos a ser medievais ao resolver os problemas das nossas cidades…

Dia mundial sem carro

Hoje, no Dia Mundial sem carro, várias cidades no mundo se programaram para incentivar seus motoristas a optarem por um transporte alternativo a fim de chamar a atenção para os efeitos negativos do uso dos combustíveis poluentes.

No meu Rio de Janeiro, a prefeitura proibiu o uso do estacionamento no Centro e as vagas do Rio Rotativo e as destinadas aos órgãos públicos ficaram bloqueadas nas principais ruas da Cidade.  É o tradicional “se não vai por amor, vai pela dor”.  Soube que, em  escolas da Rede,  em que a Direção proibiu o acesso ao estacionamento, os servidores deixaram o carro do lado de fora do prédio. Nem vou comentar…

Infelizmente, na Zona Oeste, onde trabalhei hoje, percebi que poucos aderiram ao movimento. Pela manhã, o congestionamento habitual e grande número de veículos com apenas um passageiro, mostraram falta de informação, de solidariedade ou talvez, apenas necessidade de usar o carro, vai saber.

Desde ontem tenho ido trabalhar de ônibus ou van, mas, a meu ver, minha Cidade Maravilhosa não nos deu o apoio necessário para trocar o carro pelo transporte coletivo. A demora nos pontos de embarque provocam um desânimo e a constatação de que não há ônibus e vans suficientes para tanto passageiro. Pelo menos, um incentivo a mais: algumas linhas de ônibus ofereceram desconto no preço da passagem para quem a pagasse em espécie.

Infelizmente, a falta de ciclovias e locais para colocar a bicicleta sem o risco de ser roubada ou rebocada ainda é algo que desestimula aqueles que pretendem usar este tipo de transporte. O carioca deu o seu popular jeitinho, estacionando suas bicicletas em uma passarela. A imagem é linda e ao mesmo tempo preocupante: cidade sem carro é cidade com ciclovias e mais bicicletários, não?

Acredito que o mais importante desta campanha é a conscietização de que a energia dos combustíveis fósseis pode ser substituída, sempre que possível, pela energia humana.  Caminhar, pedalar,  ou compartilhar o carro, não só neste dia sem carro,  é importante para a refletirmos sobre  formas alternativas de mobilidade que fazem bem à nossa saúde e, principalmente, ao planeta.

Imagem: daqui

Massa Crítica POA: não foi acidente

No dia 25 de fevereiro, como fazem toda última sexta-feira de cada mês, ciclistas de Porto Alegre se reuniram para a pedalada do Massa Crítica, um movimento que começou em São Francisco, nos EUA, para estimular e regularizar o uso de bicicletas como meio de transporte e parte integrante do trânsito. O intuito é educar o público em geral, mostrando que as bicicletas, longe de serem inimigas dos motoristas, ajudam a reduzir o número de carros nas ruas e, consequentemente, o trânsito e a poluição, tornando mais puro o ar que nós respiramos – inclusive aqueles que estão atrás do volante.

Acontece que o desfecho foi inacreditável. Um motorista, aborrecido por ter que esperar as bicicletas passarem, resolveu que a solução seria sair atropelando todo mundo. As cenas são chocantes.

Ele alega legítima defesa. Diz que foi ameaçado pelos ciclistas. Sério? Como que uma bicicleta ameaça um carro? Ou mesmo várias bicicletas? Quem tem mais força? Se você estiver em dúvida, basta olhar as cenas. Há vários vídeos no site do Massa Crítica POA.

Pois bem: ele alega que saiu atropelando porque estava sendo ameaçado. Mas um dos vídeos mostra justamente o momento em que o cara sai atropelando. Quem filmou, começou a filmar um pouco antes. Uma atmosfera de paz, todo mundo pedalando tranquilamente, sem barulho de agressões.

Espero que não deixem esse cara passar impune, porque, como disse o jornalista Alexandre Garcia, em qualquer país desenvolvido os motoristas morrem de medo de machucar um pedestre ou ciclista, e são até mais cautelosos do que de costume quando se deparam com algum, caso contrário recebem punições severas. No Brasil, o Código de Trânsito é claro, mas não se cumpre: num caso desses, o culpado é o motorista, afinal ele é o mais forte.

Vamos aproveitar, também, para sensibilizar as pessoas para um trânsito mais gentil e estimulá-las a conhecerem as leis pertinentes. Ao ultrapassar um ciclista, por exemplo, o motorista tem que dar um metro e meio de distância entre o carro e a bicicleta. Quando um pedestre está atravessando na faixa, independente de haver semáforo ou não, a preferencial é do pedestre. E cobrar das autoridades que multem quem não cumpre essas leis.

Eu me senti pessoalmente agredida com o ocorrido. Eu quero poder andar de bicicleta nas ruas, usando-a como meio de transporte, em segurança. Quero ter certeza de que os motoristas saberão me respeitar. Quero que minhas filhas possam andar de bicicleta nas ruas em segurança. E, enquanto não punirem de maneira exemplar criminosos como esse cara, nenhum ciclista estará seguro nas ruas.

Notícias de Londres

Esquilos na mesa
Quem já visitou Londres provavelmente conheceu o Hyde Park, um dos parques mais repousantes da cidade. Visitando o Hyde Park é impossível não deparar-se com os esquilos, que se acostumaram aos visitantes humanos e às suas ofertas de comidas dos mais variados tipos.
Uma curiosidade sobre os esquilos é o alto risco de extinção do esquilo vermelho europeu, uma iguaria gastronômica similar ao coelho – e por isso em extinção – servida nas mesas britânicas. Com a intenção de “preservar” o esquilo vermelho europeu, a rede de supermercados Budgens decidiu substitui-lo pelo esquilo cinza, cujo abatimento consiste em deixá-lo sangrar por um dia inteiro, após parcialmente abatido a pauladas.
Juliet Gellatley, fundadora da Associação Vegana “Viva” além de conhecida zoóloga, em entrevista ao Daily Mail, declarou assutada: “O abatimento de milhares de esquilos cinzas em benefício dos esquilos vermelhos é um conceito irracional, desumano e destinado a falir. É muito triste que a Budgens estimule o massacre somente para distinguir-se da massa. A única mensagem que conseguem passar é aquela de lucrar com o sangue do animal.”
Quando for a Londres, evite a rede de supermercados Budgens e qualquer outro lugar que venda ou sirva carne de esquilo. Vá vê-los no Hyde Park, vivos.
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Bônus e incentivo ao carros elétricos e híbridos

A outra notícia de Londres é positiva: David Cameron confirma os incentivos aos carros elétricos e híbridos. Tais incentivos consistem em um desconto na compra desses veículos, de Janeiro de 2011 a Março de 2012. Na prática, o consumidor irá pagar menos por esses veículos, em relação à tabela de preços oficiais atualmente em vigência, com descontos que podem chegar a 5000 esterlinas, dependendo da idade e do grau de poluição emitido pelo carro velho. A diferença será paga pelo governo, desde que o consumidor dê o seu carro velho e poluidor como parte do pagamento do carro novo. O carro velho será desmanchado para evitar que continue poluindo. A notícia foi dada pelo novo secretário dos transportes Philip Hammond. O governo britânico colocou à disposição da operação 43 milhões de esterlinas.
Para estimular a difusão dos carros elétricos e dos híbridos plug-in estão sendo investidos recursos substanciosos na criação da rede de distribuição. Em Londres, Milton Keynes e nordeste da Inglaterra estarão disponíveis 11 mil colunas de abastecimento elétrico até o fim do ano. Em seguida o programa se estenderá por toda a Inglaterra. Londres se tornará uma cidade menos poluída e mais silenciosa?
Fonte: Quattroruote

Ande sustentavelmente

Em grandes cidades, o carro é um produto inevitável para a maioria das pessoas, embora não seja o meio de transporte ecologicamente mais correto. Usá-lo com moderação é um exercício necessário, eu diria que , obrigatório, para quem não pode, ou não quer, abrir mão deste conforto, a fim de diminuir os impactos ambientais provocados pelos veículos.

Sempre que possível, em trajetos curtos, faço um esforço para ir a pé ou utilizar o transporte coletivo. Confesso que estou viciada no carro e obrigo-me a deixá-lo em casa nestas ocasiões. Quem possui uma bicicleta está em melhor situação que eu, pois não me arriscaria a pedalar pelas ruas do Rio de Janeiro. Ah, se eu pudesse voar

Compartilhar o carro e praticar a carona solidária é uma iniciativa que depende da boa vontade do dono do carro. Tenho procurado fazer isto, sempre que surge uma oportunidade: combinar com amigos e familiares, passeios ou viagens, e até mesmo trabalho, quando o itinerário é comum.

Já possui um carro? Ainda não? Parabéns! Pretende comprá-lo? Então, atenção! Na hora da compra, procure um veículo de pequeno porte, que não consuma tanto combustível e polua menos. Opte por modelos flex, mais adequados às normas de proteção ao meio ambiente.

Lembre-se de que seu carro requer manutenção constante e muitas despesas também. As regulagens periódicas, as trocas do óleo nos prazos adequados, a verificação dos filtros de óleo e de ar, e outras medidas, contribuem para economizar combustível, diminuir a quantidade de CO2 no ambiente e aumentar o rombo em seu orçamento mensal. Penso muito em ficar sem carro, a cada vez que vou ao mecânico.

E na hora de lavar o carro? Existem diversas opções de lavagem a seco, que economizam uma quantidade considerável de água. Caso a opção seja esta última, pense na possibilidade de lavar menos o carro. Aliás, com tanta chuva, lavar o carro torna-se um desperdício de dinheiro e de água, pois, infelizmente, no Brasil, ainda se lava carros com água tratada.

Uma mangueira aberta consome, em média, seiscentos litros de água; e um balde, aproximadamente sessenta litros. Segundo a Sabesp, calcula-se que, no Estado de São Paulo, perde-se diariamente 40% da água tratada, cerca de 1,3 bilhão de litros por dia!

Conscientize-se de que o problema do aquecimento global é grave. No entanto, se todos fizerem sua parte, dispostos a cuidar melhor do planeta, e convictos de que suas atitudes, somada à de milhões de outras pessoas, podem contribuir para reverter tal situação, certamente deixaremos um mundo melhor para as gerações futuras.

Se ainda assim, você achar que tudo é inútil e que não vale a pena lutar por uma situação que considera irreversível, mesmo assim, faça a sua parte! Se optar por carros menos poluentes, ou por caminhar mais e usar o carro menos, você lucrará economicamente, e sua saúde vai melhorar um bocado.

Com carro ou sem carro, ande sustentavelmente. Pense nisto!

imagem:sergeicartoons.com

Consumismo made in USA

Pescado outro dia numa conversa aqui em Honolulu. Traduzo livremente porque não lembro por completo as palavras usadas. Mas vocês pegarão o “espírito” da coisa:

“A família de fulano [nota minha: 5 pessoas] tinha cada um seu próprio carro. Mas eles gostavam muito de seus carros, cuidavam com muito carinho, sempre limpos e encerados. Então ninguém queria sair com o cachorro de carro pra passear, porque o cachorro era grande e soltava pêlos, terminava sujando muito o carro e depois eles tinham uma trabalheira danada pra limpar. Mas adoravam o cachorro e queriam satisfazer as necessidades do animal. Então resolveram o problema comprando um carro só para passear com o cachorro.”

Olho arregalado foi o mínimo que consegui expressar no momento que ouvi a história.
Consumismo desenfreado é isso aí. (Ou pelo menos era, antes da crise.)

A última chance da indústria automobilística


Lembro de ter ficado bastante intrigado quando descobri, ao cobrir a edição de 1996 da tradicional corrida de calhambeques London-Brighton, que os primeiros automóveis do mundo – basicamente carruagens sem os cavalos – eram modelos elétricos! O primeiro foi inventado em 1830. Em 1920, 90% dos taxis de Nova Iorque eram movidos a bateria, época em que todos os bondes das cidades eram elétricos também – leia mais aqui.
Pensei: “Ora, como não desenvolveram a idéia desde então?” Bem, até desenvolveram, mas meio que em segundo plano, já que os motores a diesel e gasolina eram muito mais lucrativos. O petróleo era baratinho, fácil e abundante, e coisas como poluição do ar e doenças respiratórias, denunciadas por proto-ambientalistas ao longo do século 20, eram externalidades aceitáveis pelo bem do progresso.
Pois bem, quase um século depois, voltamos ao ponto de partida. O modelo de negócio baseado em carrões movidos a petróleo sofreu um grande baque com a crise financeira americana e o carro elétrico volta a ser uma opção – desta vez, até onde eu tenho lido, pra valer. As grandes fabricantes de carros dos EUA – Chrysler, GM e Ford – abriram o bico, estão na lona, implorando mais de US$ 30 bilhões para continuarem existindo. A população americana se diz contra o empréstimo, e muitos congressistas também. Eles sabem que, sem uma contrapardida equivalente, é jogar dinheiro no lixo. Muito dinheiro. Agora, qual seria uma contrapartida justa e viável? Certamente não estamos falando da baboseira de ver os altos executivos dessa indústria recebendo salários anuais de US$ 1
Ou essas empresas mudam pra valer, ou têm mais que ir pro buraco. Sim, porque se continuarem a tocar o negócio da forma como o fazem hoje, vão quebrar mais dia menos dia. Por que não, então, investir no futuro? Em projetos como Better Place, de um empresário israelense, que já despertou o interesse de países como Dinamarca, Austrália e Israel, além de alguns estados americanos, como a Califórnia e Havaí.
A idéia é criar uma extensa rede elétrica para alimentar os veículos por todo o país, com ênfase no transporte público. Mas quem quiser ter seu carrinho elétrico, sem problemas. Vai ser até mais fácil: você pagará pela quantidade de eletricidade que usar. E só. O carro pode ser até dado de graça. Um sistema semelhante ao que vem sendo adotado com sucesso na telefonia celular hoje. Só compra celular quem quiser algo exclusivo. A maioria, no entanto, vai adotar os modelos mais populares. Eu não compro um celular há quatro anos e ainda assim consegui ter bons aparelhos – hoje tenho um modelo smartphone razoavelmente bom. Genial, não? E o melhor: temos toda a tecnologia necessária para por esse projeto em prática.
Aí, GM, Chrysler e Ford! Querem mesmo sair do buraco? Então pensem com a sustentável cabeça de amanhã, não com a gananciosa e poluidora de ontem. Vai ser bom pra vocês e pra gente também!

Seja consciente em suas férias

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As férias estão chegando. Esta é uma época em que muitas famílias viajam e evitar o uso do carro não é uma opção. O que fazer para diminuir o impacto nocivo sobre o ambiente? O ideal é que o carro possua uma tecnologia que o torne menos poluente e que o motorista dirija com mais consciência. E, caso naõ o seja, que se faça uma boa revisão para evitar desperdício e despesas desnecessárias. É importante tentar evitar o horário de pico de viagens, saindo mais tarde ou mais cedo. Uma dica é consultar as informações na internet ou na mídia a respeito das situações de tráfego. Usando a tecnologia pode-se reduzir as emissões, o tempo de viagem e o possível estresse.

Outra coisa muito importante é evitar pequenas compras de viagens, levando, em pequenos recipientes reutilizáveis, xampu, sabonete e outras necessidades.O reaproveitamento de plástico ou papel para embalagem dos sacos de compras é uma dica muito legal também. Os sacos de compras são perfeitos para manter os sapatos sujos e molhados separados de outros itens na sua mala; e os sacos de papel são ótimos para embalar os lanches para levar no carro.

A preocupação com o ambiente deve acompanhá-lo onde quer que esteja e, em época de férias, é preciso bastante consciência e respeito com a natureza, se você é um visitante. Principalmente se estiver em um ambiente natural, sinta-se responsável pela preservação desses lugares. E boas férias.

Imagem: daqui

Cai a maquiagem verde da Petrobras


A Bovespa acabou de anunciar que a Petrobras, Aracruz Celulose, Companhia Paranaense de Energia (Copel), CCR Rodovias, Copel, Iochpe-Maxion, Petrobras e WEG foram excluídas da lista das empresas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa. Esse índice é composto de ações de companhias que apresentam alto grau de comprometimento com a sustentabilidade e responsabilidade social. No lugar delas entraram a TIM, Telemar, Unibanco, Celesc, Duratex e Odontoprev.
No caso da Petrobras, é resultado direto do esforço de ONGs e secretarias estaduais de Meio Ambiente, que vinham há tempos denunciando a estatal por descumprir resolução de 2002 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) para diminuir a partir de 2009 a quantidade de enxofre no diesel que vende no Brasil. Apesar de ter tido sete anos para se adequar à resolução, a Petrobras e a Anfavea (da indústria de automóveis) afirmam que não tiveram tempo para tal e se recusaram a cumprir a determinação.
Apenas na cidade de São Paulo, o ar poluído mata de 12 a 14 pessoas por dia, segundo estimativa de Paulo Saldiva, professor de medicina da USP (Universidade de São Paulo) e uma das autoridades no debate sobre os efeitos da emissão de poluentes na saúde. “Embora abasteça 10% da frota do país, o diesel é responsável por 45% da emissão de partículas em São Paulo e quase metade das mortes causadas pela poluição”, calcula Saldiva. (fonte: CMI)
Segundo o professor Saldiva, os dados mostram que a poluição do ar mata mais do que a aids e o trânsito juntos na cidade de São Paulo.

Carros poluentes ficarão mais caros


Os fabricantes de automóveis portugueses que não adequarem seus veículos a versões “amigas do ambiente” serão obrigados a subir seus preços ou terão prejuízos em conseqüência do agravamento da carga fiscal. Segundo a proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2009 existe a previsão de aumento dos impostos para os veículos com maiores emissões de partículas.
Também não terão mais a redução de 500 euros na carga fiscal os veículos com emissões de partículas inferiores a 0,005 gramas por quilômetro e passará a haver uma penalização de 500 euros para os carros que ultrapassem esse limite. O Governo português redefiniu os limites para a emissão de CO2 no cálculo do Imposto Sobre Veículos, de modo que os veículos com emissões mais elevadas acabam sendo penalizados devido às taxas anteriormente em vigor.
Outra medida tomada que beneficiará as empresas que vendam carros mais ecológicos é que os incentivos para os proprietários que pretendam abater os seus automóveis com mais de dez anos ficarão limitados à compra de automóveis novos com emissões até 120 gramas de CO2 por quilômetro, ou seja, somente os que apresentem baixos níveis de emissões de gases nocivos para a atmosfera.
Medidas assim, que mexam no bolso tendem a ser um empurrãzinho a mais na luta pela preservação do ambiente. Já que o lucro é a principal preocupação da maioria das pessoas, infelizmente, então que sejam aumentadas as cargas fiscais e sejam “premiados” os que diminuírem suas emissões. Talvez seja esta uma maneira mais eficiente para forçar os grandes poluídores a serem mais limpos em suas ações: “limpando-lhes o bolso”.
Infelizmente, sabemos que não basta fabricar carros ecologicamente corretos. É necessário conscientizar os consumidores também. Tais carros dispendem de grande custo de produção. E, os que têm de continuar com seus carros tradicionais, podem, de alguma forma, economizar combustível usando seus veículos conscientemente. Diminuindo as emissões de poluentes, diminui-se também o peso no bolso do consumidor. Ponto para o meio ambiente.
Fonte:jornal de negócios pt
Imagem: Protótipo C-Cactus, da Citroën:combina motor a diesel eficiente com elétrico