Navegando num mar de histórias

Dia dos Oceanos 2009
Hoje, 08 de junho, é o Dia Mundial dos Oceanos, uma data criada durante a Eco-92 no Rio e que finalmente este ano foi oficializada no calendário da ONU.
(Já merece atenção o fato de que levou tanto tempo para essa oficialização da ONU, quando datas relacionadas a ecossistemas terrestres me parecem em geral mais rapidamente agilizadas. Mas divago.)
O tema deste ano para a ONU é “Nossos oceanos, nossa responsabilidade”. O intuito é óbvio: trazer à tona o nosso real quinhão de responsabilidade perante a situação do mar. E responsabilidade, em geral, é melhor sentida quando a gente se importa. Por isso, convidamos a todos na semana passada para compartilharem histórias pessoais em que o mar era cenário ou personagem, ou seja, onde sentimos o mar como parte de nossas vidas. O nosso intuito com isso é também óbvio: trazer para a esfera pessoal, da nossa vida diária, os oceanos. Mostrar o quanto eles estão próximos da gente. A sobrevivência saudável dos mares do mundo depende do quanto a gente se importa com eles hoje – e para se importar, precisamos estar conectados de alguma forma.
Algumas pessoas abraçaram essa aventura de compartilhar sua conexão com o mar – nós do Faça agradecemos de coração pela disponibilidade e torcemos para que outras pessoas valorizem também esta conexão. Percebam em cada texto o quanto o mar se faz presente em nossas trajetórias de vida.
Já contaram suas histórias:
– Alexandre Inagaki: O mar e eu
– Allan: O oceano dentro
– Camila Castro: Cruzeiros, e o preço que o planeta paga
– Carioca: Tanto mar
– Ery Roberto: O velho e o mar
– Flávia LadyRasta: O mar quando quebra na praia é bonito, é bonito
– Gabriel: De barquinho, pelo grande mar
– Georgia: Dia do Oceano
– Issana: O mar, quando quebra na praia…
– Lúcia Freitas: Mar de histórias, histórias do mar
– Lucia Malla: O mar em mim
– Luma: Um mar de histórias
– Lunna Guedes: A procura de casa
– Marcia: A Lagartixa e o Mar
– Mari Amorim: Mar de histórias – uma viagem pelo oceano…
– Maria Augusta: Navegando…
– Paula Belmino: Nasci no mar
– Ronaud: Outono na Praia Brava em Itajaí
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– Se você contou sua história e não está aqui linkado, por favor deixe um comentário nos avisando para acrescentarmos.

Faça algo pela Terra

No dia 22 de abril, todos os anos, nós postamos sobre a Terra, em nossos blogs, aqui no Faça a sua parte também. Aproveite este dia para economizar, ainda mais, todo tipo de energia e evite qualquer tipo de desperdício ou poluição. Use o dia para refletir sobre que atitudes podem ajudar a preservar a Terra e quais as que estão acelerando sua degradação. E lembre-se: Você faz parte dela.

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Neste dia da Terra, é importante refletirmos sobre de que maneira nossas ações contribuem para diminuir ou agravar ainda mais o aquecimento global e a degradação do ambiente em que vivemos.

Para quem acredita que nada mais podemos fazer, eu afirmo que é possível sim, diminuir o aquecimento global, reduzindo, em seu cotidiano, em casa ou no trabalho, o consumo de energia e não desperdiçando os materiais que podem ser reaproveitados.

Por que ainda há tanta gente levando sacolas plásticas para casa? Onde estão as sacolas reutilizáveis, que não as vemos nas ruas, salvo exceções? Por que as pessoas ainda se espantam quando vêem alguém fazendo sua parte, ao levar suas próprias sacolas às compras?

muita gente que já se conscientizou de que é possível proteger a Terra. Basta que mais pessoas se juntem para tornar o processo de reciclagem se torne mais eficiente, por exemplo, que estas ações somadas se tornem significativas. Se você é um indivíduo ou uma instituição, não importa, todas as ações têm seu valor e deixam um saldo positivo na preservação de nosso planeta.

Estas são apenas algumas questões. Há tantas outras que você pode levantar. Sozinho ou em conjnto, todos podem e devem mudar hábitos e atitudes em prol da preservação ambiental e no sentido de diminuir o impacto devastador sobre o planeta.

Trace sua meta, por menor que ela possa parecer, se cada um fizer sua parte, teremos um mundo mais habitável para nossas futuras gerações. E que tais ações se tornem um hábito, pois, fechar torneiras, separar lixo, economizar energia e outras ações precisam estas presentes em nossa vida em todo dia da Terra, ou seja, todos os dias.

O que você faz pela Terra em seu cotidiano? Conte para nós.

Consulte o Calendário Verde do Faça a sua parte. Lá, há dicas sobre a Terra que o ajudarão a refletir sobre o assunto. Escreva algo sobre suas reflexões sobre a Terra e envie um comentário aqui para o blog Faça a sua parte, com o link de seu post, ok.
Participe! Faça a sua parte! Escreva algo sobre suas ações pela Terra !
Quem postou suas reflexões:
1. Rede Ecoblogs
2. Projeto Limpo
3. Maria Augusta
4. Lucia Malla
5. Lúcia Freitas
6. Cintia Costa
7. Dia da Terra
8. Rafael Reinehr
9. A casa do mago
10. O futuro do presente
11. Verde que te quero ver-te
12. Luz de Luma

Aquecimento Global: cenas de uma mudança acontecendo!

Cena 1:
Porto Alegre, 31 de março de 2009. 08h30min. 25 graus.
Filas, elevadores e trabalho são lugares onde, via de regra, topamos com “conhecidos” e “desconhecidos”. Em comum, esses encontros têm, além do usual e educado cumprimento, pequenas conversas – no mais das vezes originadas do constrangimento – que versam sobre banalidades: futebol, tempo e um ou outro fato marcante anunciado pela mídia.
Não tem sido diferente com um colega de trabalho. Toda vez que o encontro no elevador, é bom dia pra cá, boa tarde pra lá. “E aí, como vão as coisas?” É o tempo do elevador chegar ao décimo-quinto andar, onde desço com um cordial “tchau!”. Assim tem sido pelos últimos 10 anos que trabalhamos na mesma instituição.
Hoje, no entanto, foi diferente. Ao entrar no elevador e cumprimentá-lo “e aí…”, ouvi, como resposta “tudo bem, mas e o aquecimento global? O que achas disso?”
Imaginem minha cara de espanto… ao ver o colega “conhecido” preocupado com o aquecimento global.
Cena 2:
Porto Alegre, 31 de março de 2009, 14 horas. 35 graus.
“Acabou a luz”. Certamente pelo uso excessivo dos aparelhos de ar condicionado. Afinal, 35 graus nessa época não é o que se poderia chamar de “comum”, apesar de ser época quente. Enfim, a tal da “vida moderna”, toda feita em computadores, simplesmente para. Reuni a equipe para conversar enquanto a “luz” não voltava.
Faço uma perguntinha básica, como quem não quer nada e já esperando uma resposta totalmente negativa: “alguém aqui apagou as luzes da casa no sábado passado?”
Imaginem minha cara de espanto… ao ver que todos (são sete) responderam que sim, que haviam apagado as luzes. Os que têm filhos pequenos relatam que a criançada adorou. Os que moram com os pais, disseram que eles adoraram.
De ruim, restou saber que, apesar das luzes apagadas, as televisões permaneceram ligadas. Ou de bom, pois ouvi dizer que um dos canais interrompeu sua programação às 20h30min para pedir que as pessoas apagassem as luzes.
O que resta de tudo isso? Resta que as questões ligadas ao meio ambiente felizmente já são conversas de elevador, de filas e que as pessoas, mesmo que o “ecochefechato” não as pressione, lembrando dos eventos, fazem a sua parte!
As formiguinhas seguem seu caminho…

Dia Mundial da Água

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O Dia Mundial da Água, 22 de março, se aproxima. O tema deste ano “enfatizará as questões relacionadas às águas compartilhadas entre nações. Pessoas de todo o mundo estão convidadas a celebrar este dia ressaltando a importância dos desafios mundiais de compartilhar a água e oportunidades“.
No dia 22 ocorre, em Istambul – Turquia, o V Congresso Mundial da Água (UNESCO Brasil, uma das organizações responsáves pelo evento Wolrd Water Forum).
O Faça a sua parte participará da semana da água, de 16 a 22 de março, com o tema “Água e sociedade líquida“. Além dos colaboradores, teremos pessoas especialmente convidadas para uma troca de ideias.
Participe! Clique nos links indicados e informe-se. Leia, também, o que foi escrito sobre esse dia no Calendário Verde do Faça a sua parte.
Seja líquido!

Um dia, as mulheres, a natureza e um desafio!

Pois é,

Um dia: 8 de março.
As mulheres? Bem, é o dia delas!
A natureza? É o que veremos.
O desafio? Bueno, de conversas no Faça a sua parte nasceu a questão: será que mulheres e homens percebem a natureza – e, consequentemente, atuam na sua conservação – de forma diferente?

Eu e a Lucia Freitas resolvemos transformar o papo em um desafio: eu escreveria sobre as mulheres e ela escreveria sobre os homens. Tudo, claro, sob o enfoque do meio ambiente, da natureza.

Por essas coincidências, recebi esta semana o exemplar da edição especial da revista “Mente e Cérebro“, “As Faces do Feminino – Dimensões Psíquicas da Mulher“. É dela que tiro a inspiração para o post.

A natureza é feminina. Sobre isso não há e, que eu saiba, nunca houve discordância. Veja-se o que diz o texto “O Arquétipo da mãe”, de Johann Rossi Mason:

O conceito de Grande Mãe surgiu por volta de 7000 a.C., no Neolítico, mas traços desse culto já estão presentes no Paleolítico. Trata-se de uma figura religiosa, uma divindade feminina a quem se atribui a gênese de todas as coisas vivas: plantas, animais, homens. O culto certamente se originou em comunidades sedentárias que viviam da agricultura, em harmonia com os ciclos da Natureza e da Lua, símbolo tipicamente feminino”.

Machos brigam pela oportunidade de fecundar fêmeas. Esta é uma razão, senão a única, pela qual deveríamos aceitar que a divindade suprema – se é que existe – é uma fêmea. E digo fêmea, para não dizer apenas mulher, porque o feminino está na natureza e não apenas na mulher, nome atribuido à fêmea da espécie humana.

Mas vejamos o que diz o artigo “O Arquétipo da Mãe” (referências ao final) sobre o mito de Deméter:

“Deméter é a deusa das colheitas e ícone de um instinto materno que não tem sossego. É mãe de Perséfone, cujo pai é seu irmão Zeus. Segundo a mitologia grega, certo dia, enquanto colhe flores, Perséfone é raptada por Hades (deus dos mortos e dos subterrâneos), que se apaixonara por ela. O rapto acontece graças à cumplicidade de Zeus. Ao perceber o desaparecimento da filha, Deméter a procura em vão durante nove dias e nove noites. Ao alvorecer do décimo dia, por sugestão de Hecate, Deméter pede a Hélios, o Sol, que lhe revele a identidade do responsável.

“Louca de raiva pela traição, a deusa abandona o Olimpo e, por vingança, decide impedir que a Terra dê seus frutos, para que a raça humana seja extinta na escassez. Na tentativa de aliviar a própria dor, Deméter vaga pelo mundo, surda às lamúrias dos humanos que já não tem o que comer. Assume o semblante de uma mulher idosa, ocultando seu aspecto esplendoroso, e encontra abrigo numa casa, onde se torna ama-de-leite do filho do rei de Ática. Apega-se logo ao bebê que alimenta com a divina ambrosia para torná-lo imortal. O amor pelo menino finalmente alivia a sua dor, até que a rainha a descobre e a obriga a revelar sua natureza divina.Lançada de volta a seu desespero, Deméter refugia-se no monte Calícoro, sem se importar com as súplicas dos mortais dizimados pela carestia.

“Zeus então intima Hades a devolver a filha da deusa, e o final feliz parece estar prestes a acontecer, mas, antes disso, Hades faz Perséfone comer uma semente de româ, o que a obrigará a voltar periodicamente a ele. Tamanha é a alegria da mãe que, no momento em que abraça a filha, a Terra volta a ser fértil, e os frutos recomeçam a amudurecer. Mas há um preço a pagar: nos meses em que Perséfone voltar ao marido, sobre a Terra reinarão frio e penúria. Nascem o outono e o inverno.

Deméter é, portanto, a Terra-Mãe, o símbolo da mãe que ama a prole acima de tudo. Deusa das terras cultivadas, ela rege a abundância das colheitas. Representa o instinto materno que se realiza na gravidez e no alimento físico e psicológico. A mulher Deméter realiza-se plenamente nessa tarefa, mas corre o risco de se deprimir caso sua necessidade de se alimentar seja recusada.

” Esse senso de maternidade não se limita ao aspecto biológico, mas pode se expressar na adoção de profissões que implicam dedicação aos outros. Deméter é nutriz, mãe perseverante ao procurar o bem-estar dos filhos, generosa. Uma deusa profundamente ligada a suas origens, que dão um significado adicional à sua essência: com efeito, ela é filha de Rea e neta de Gaia, a Mãe Terra original, da qual deriva toda forma de vida“. (negritos meus)

Tantos sejam os seres humanos existentes na Terra e tantas serão as interpretações do texto. A minha? Bueno, a minha tem a ver exatamente com a retomada do mito de Deméter, a neta da Mãe Gaia.

As mulheres, diferentemente dos homens, trazem em si esse senso de proteção. Mulheres cuidam, homens descuidam; mulheres constroem, homens destroem. E é desse olhar feminino que estamos precisamos para resolver os problemas que estamos causando para a grande Mãe Gaia. Do olhar que alimenta, pois estamos deprimindo Deméter e ela está fazendo conosco o que já fez quando Perséfone foi raptada: está novamente impedindo que a terra dê seus frutos e a humanidade parece fadada a ser “extinta na escassez”.

Sim, as mulheres, por serem Deméter, percebem a natureza de forma diferente dos homens.
E você, o que pensa sobre isso?

Carnaval e impacto ambiental

Toda festa programada é um saco, mas o Carnaval em acréscimo, é patético. Porque tem uma origem tristíssima. Os pobres escravos pagãos da velha Roma, para que não enlouquecerem de tudo, tinham esses dias para um remendo de alegria na infinita dureza de todos os dias. Quando essa festa chega através dos séculos e dos navios até as terras brasileiras encontra terreno propicio. Cheia de escravos, avidos de um momento que fosse de libertação, se transforma pouco a pouco no que é hoje: uma festa de escravos que travestindo-se de nobres do século 19, ou dando-se é louca jóia de viver mas somente por poucos dias, acreditam que tem a grande sorte de viver ali. Além disso, como tudo no século XX, virou espetáculo, diga-se, business.
Mas…
Qual é o impacto ambiental do Carnaval? Quanto custa em termos
ecológicos a construção de carros, roupas (quando se usam) e agregados
que na maioria dos casos vai parar no lixo? Quanta energia se gasta para a produção de tudo isso e também das luzes extras que por todo lugar despontam?
Alguém já fez esse calculo?
Enquanto aguardo eventuais (esses dias?) respostas, deixo uma receita: Festa quando dà na telha e com quem se ama e alegria sempre.

O Ano Internacional da Astronomia e a Natureza: E pour si mouve!


Agosto de 1609. Um já velho (para os padrões da época) senhor de 45 anos aponta sua luneta para o céu. E transforma o mundo. “Ocorre a mais extraordinária série de descobertas que algum homem jamais realizou em tão pouco tempo”1. “[…] o Universo medieval recebera seu golpe mortal. O triunfo épico da revolução copernicana sobre o pensamento ocidental havia começado”2.
E ainda não terminou. Quatrocentos anos depois, a ONU faz de 2009 o Ano Internacional da Astronomia. Quatrocentos anos depois de um homem ter finalmente provado, com evidências materiais, irrefutáveis, tudo quanto pairava no mar das teorias.
Por três anos da minha vida passei muitas noites – quase todas as possíveis – a olhar as estrelas pelo telescópio da UFRGS. Noites frias e solitárias. Acompanhavam-me o chimarrão e o poncho. À época, ainda “guri”, havia incorporado o espírito dos grandes pioneiros da moderna ciência: Copérnico, Tycho Brahe, Kepler, Galileu e Newton. Enquanto o telescópio fazia seu trabalho, eu sonhava com grandes descobertas.
E foi nessas noites que senti algo que até hoje guardo comigo: um permanente estado de perplexidade e admiração pela natureza. E o sentido de quanto somos ínfímos, pequenos. Mínimos. Finitos, em contrapartida à grandeza do Universo. O Universo é algo maravilhoso, indescritível. Felizmente não sucumbi ao mero ato de transformá-lo em números vomitados por computadores. Por vezes, e não poucas, senti-me tentado a crer que realmente existe algo muito maior para ter criado tamanha perfeição.
Fui salvo pelo tempo. Com o tempo, “ver” o Universo torna-se “cansativo”. Por maior que seja o encantamento; por mais que venhamos a saber a sua origem; a sua evolução e a sua composição, sentimos – senti – que é pouco. Afinal, são imagens de um passado ao qual não pertencemos. Sentimos – senti – vontade do presente.

E o presente se mostrou mais deslumbrante ainda. A Terra é mais infinita que o Universo, pasmem! É mais cheia de descobertas a serem descobertas que o próprio Universo. Por mais que olhemos para o Universo, jamais ele nos dirá o que há na Terra. Poderá, quem sabe, nos dizer sobre a origem da Terra e seu futuro, mas jamais nos dirá sobre a vida que há na Terra!
Um metro cúbico de qualquer oceano ocuparia a vida inteira de qualquer cientista, muito mais que qualquer ano-luz cúbico do Universo. E sequer descobrimos, ainda, o homem, esse ser mais que imperfeito; mas mais que perfeito na sua capacidade de ver todas as dimensões da vida, das dimensões do Universo: do macro ao micro; das estrelas e galáxias ao átomo e suas partículas. Infelizmente, imperfeito para ver seu próprio tamanho, o tamanho da Natureza que o cerca.
“E pour si mouve” (“eppur si muove”) teria dito Galileu, baixinho, ao final da leitura do texto da abjuração que lhe impuseram os inquisidores da Igreja Católica, em 22 de junho de 1633, como a dizer “olhem para o Universo, mas não esqueçam que a vida é aqui, nessa Terra que, no entanto, se move”.
Olhar para o Universo pode nos fazer olhar para a Natureza ao nosso redor. Vamos aproveitar o Ano Internacional da Astronomia para, quem sabe, aprender a dar o verdadeiro valor que a Terra tem.
E, no entanto, ela se move!
Notas:

1Dicionário dos filósofos. Diretor da publicação Denis Huisman. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 420.

2Tarnas, Richard. A epopéia do pensamento ocidental: para compreender as idéias que moldaram nossa visão de mundo. 7ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p.281.

O Natal do Faça! – Vencedor

Ontem, às 21:00h, horário de verão, na “Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre”, foi realizado o sorteio do Natal do Faça!. Não foi possível filmar, conforme prometido, mas tiramos fotos de todas as etapas. Assim, aí estão todos os participantes:

Após, foram todos devidamente dobrados e colocados no gorro do Papai Noel, que, segundo consta, é pessoal da mais alta confiança:

Para tirar o vencedor, nada melhor que a inocência e a pureza de uma criança:

A alegria contagiou até mesmo a Condessa, ao abrir o nome sorteado:

Por fim, o vencedor. Na verdade, a VENCEDORA:

Taís Vinha, do blog “OMBUDSMÃE“.
(Taís, por favor mande-nos um e-mail (facaasuaparte ARROBA gmail PONTO com) com o endereço para que possamos enviar o livro)
A todos os participantes nosso muito obrigado. E que este pequeno repensar o Natal se multiplique.
Eis o post que ela fez:
Fui convidada pela Silvia Schiros a participar de um post coletivo do Faça a Sua parte promovendo o renascimento do Natal e sugerindo dicas de presentes ecológicos. Quem frequenta a blogsfera se surpreende com a quantidade de pessoas discutindo o Natal. Uma data tão significativa, que se transformou no grande mico do ano.
Acordei na madruga dando o “download” numa idéia. Acho que foge um pouco da proposta do Faça de sugerir presentes ecológicos, mas repensa o Natal. Portanto, ei-la!
A primeira coisa seria minimizar o Papai Noel da Coca-Cola. Esse velhinho obeso, gastador, que nos estimula a comprar, comprar e comprar e que está, desde o final de novembro, molhado de suor, em TODOS os shoppings centers. Desculpe, bom velhinho, mas você ficou over. Não tem mais nada a ver com os tempos que vivemos. Acabou a magia.
O que vai salvar o Natal, é voltarmos ao principal sentido da festa no mundo ocidental: celebrarmos o nascimento do Cristo. Não o Jesus religioso, que morreu pelos pecadores e que faria você parar de ler este texto bem aqui. Não é desse Jesus que falo. Temos que resgatar o Jesus revolucionário. O ecologista. O maluco beleza que, há 2000 anos, abalou as estruturas da Roma perdulária e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza.
Temos que resgatar o barbudo que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você que está me lendo, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e fonte da maioria dos nossos problemas.
Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, dividiu-a. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos frugais, que se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe (talvez) e um vinhozinho de vez em quando, porque ninguém é de ferro. E não com leitões, cabritos, tenders, chesters, lombos, picanhas – geralmente, todos juntos na mesma ceia.
Temos que reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou-a todos os dias em que viveu. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, pois acreditava que os únicos bens que devemos acumular, são os valores que levamos dentro de nós. Que expulsou os mercadores do templo, pois uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.
Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam (isso me dá um alento, que nem te conto!).
Neste Natal, tenho pensado muito nisso. Pensando no aniversariante que, quando estudado livre das amarras e preconceitos da religião, revela-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois nos enfiaríamos. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não vejo ninguém melhor para seguirmos.
Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão. Um Natal “menos” em tudo o que é material. E “mais” em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, divisão e confraternização. Um Natal com menos sobras. Nas lixeiras, na geladeira e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão. Um Feliz Natal para você e para todos nós!
” Taís Vinha.

O Natal do Faça!

Este é um post coletivo. Fruto do debate, aqui no Faça a sua parte, sobre como poderíamos pensar em um Natal que nos aproximasse da natureza e ao mesmo tempo valorizasse a confraternização, com o resgate de valores talvez sublimados pelo consumo de presentes industrializados.
Vinte e cinco de dezembro não é uma data do Calendário Verde do Faça. Mas deveria ser. Até não muito tempo, essa época era admirada e comemorada pela humanidade como um símbolo do renascimento, momento em que o Sol, em seu ponto mais longínquo de nós, retornava de sua longa caminhada pelo céu. Parte da natureza, enquanto isso, aproveitava para descansar, para proteger-se do frio; para proteger suas sementes. A outra parte colhia a transbordante energia de um Sol que estava bem acima de nós. E parte da humanidade também se recolhia, e no recolhimento integrava-se, regojizava-se confraternizando. E parte da humanidade também transbordava, integrava-se, regojizava-se confraternizando. E os homens do norte e os homens do sul davam-se presentes da natureza, para lembrar que era uma época de alegria, de estarem próximos, uns aos outros, no frio ou no calor, confraternizando.
Hoje estamos afastados desse tempo. Vivemos no tempo do consumo, do consumo desenfreado de produtos industrializados, do consumo do 1,99 e dos produtos importados que trazem em si um enorme prejuízo para a natureza. Onde o ostensivo tem mais valor que o simples, o simples feito com as próprias mãos, com materiais que estão bem ali, na nossa frente.
Esse post não é um convite para uma blogagem coletiva. É um convite para um renascimento. Renascimento da confraternização como símbolo da nossa união com a natureza; com o frio e com o calor, com os presentes feitos da natureza. Queremos, sim, como ate não muito tempo se fazia, dar presentes da natureza. Presentes que digam a todos os que nos rodeiam o quanto ainda devemos ser gratos a esse Sol que vai e vem; a essa natureza, sempre exuberante, tanto no recolhimento das sementes quanto esplendor das suas flores e folhas.

Queremos saber que sugestões você teria para presentear seus parentes, amigos, colegas, enfim, a todas aquelas pessoas que você costuma presentear no Natal.

A campanha do Natal do Faça é bem simples: escreva um post no seu blog com dicas de como presentear de forma ecológica. Se não tiver blog, deixe a sua dica nos comentários.

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Os participantes concorrerão ao sorteio do livro “Seis Graus: o aquecimento global e o que você pode fazer para evitar uma catástrofe“, do renomado ambientalista Mark Lynas. (veja aqui detalhes sobre o livro e, inclusive, um trecho).

O sorteio é aberto a todos, inclusive aos membros do Faça a sua parte. No dia 24 de dezembro, os nomes dos participantes serão escritos em pedaços de papel e colocados em um recipiente. Um será retirado. O sorteio será filmado e o filme disponibilizado para quem quiser. No dia 25 faremos um post anunciando o vencedor e republicaremos o seu post. No mesmo dia 25 entraremos em contato para enviar o livro.

ATENÇÃO: sorterio realizado. Amanhã, 25, publicaremos o resultado.

Já estão participando do sorteio:

Estão participando, mas não do sorteio:

Comer, pesquisar, correr e fazer amor… verde.

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A preocupação com o meio ambiente se alarga e invade todos os campos da atividade humana. Mais e mais pessoas, empresas e instituições estão aderindo a modelos de relacionamento e produção que respeitem o meio ambiente, que não produzam CO2 e abaixem os níveis de consumo de energia e produção de dejetos.
Recolhi com a ajuda da revista l’espresso, alguns links interessantes nesse aspecto. A começar do http://100milediet.org/ , um site que prega a dieta das 100 milhas, ou seja, reza que um dos maiores produtores de CO2 no planeta è o transporte de alimentos. Consumindo produtos produzidos em no máximo 100 milhas de tua casa, você vai estar contribuindo enormemente à redução dos níveis de gás carbônico. Isso è complicado, vai em contradição por exemplo com o mercado eco e solidário, que faz viajar bananas, chás e tudo o que o pequeno produtor produz e está contribuindo ao seu modo com a redução da pobreza. Mas vale uma olhada e um pensamento a respeito.
Outro link interessante é o http://www.ecocho.it/ Ainda que seja em italiano, é um motor de pesquisa tipo google com a diferença que a cada 1000 pesquisas, o site banca o plantio de uma ou duas arvores, que são pagas com o dinheiro arrecadado com a publicidade. Quem controla os caras? Sei lá, vou dar uma olhada e tento descobrir quem conta as arvores que eles plantam. Mas a idéia é boa.
Um exemplo de como aos poucos a mentalidade está mudando mas o espirito humano continua o mesmo: http://www.ttxgp.com/ Uma competição de motos à emissão zero de carbono. Motores elétricos, a hidrogênio, mistos, o que for, mas desde que não emitam CO2 é o regulamento. Será dia 12 de junho de 2009 na ilha de Man, e as inscrições ainda estão abertas.
Finalmente, mas não por ultimo, um tema delicioso: o sexo. Nesse link : http://planetgreen.discovery.com/go-green/sex/green-sex-basics.html, centenas de dicas de como fazer do sexo uma atividade “verde” Um verdadeiro manual do belo esporte aliado è consciência ecológica. Visitei alguns links como http://fuckforforest.com/ e http://www.ecobabes.org/ e pude gozar de alguns minutos de boa leitura e belas visões.