FALÁCIA

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Há uma grande falácia na imagem acima, propagada como solução para todos os males.

A uma, se colocássemos todas as pessoas que andam de automóvel para andar de ônibus, estaríamos simplesmente trocando o engarrafamento de automóveis pelo engarrafamento de ônibus. A imagem, maliciosamente, mostra apenas UM ônibus, mas não mostra quantos, no total, seriam necessários para a substituição proposta.

A duas, Não sei qual fábrica de bicicletas seria capaz de produzir 190 milhões de bicicletas em tão curto espaço de tempo, como a imagem parece fazer crer.

A três, não levam em consideração a realidade geográfica das cidades. Tomando Porto Alegre como exemplo, uma cidade que vive 8 meses do ano abaixo de mau tempo e com uma topografia 80% constituída de morros, não sei como alguém poderá voltar do trabalho de bicicleta “ladeira acima”. Descer é fácil, afinal, “pra baixo todo santo ajuda”. Quero ver é ter que subir a Protásio todos os dias depois de oito horas de trabalho, carregando a cria na garupa!

E seriam milhares as razões a apontar que quem pensa e divulga esse tipo “raso” de solução é gente que definitivamente não pensa a cidade.

Sem falar nos caminhões que fazem a entrega da Smart TV que todo mundo agora pode comprar… Ok! Da simples logística que mantém nosso reles afã consumista…

Há que ter clareza quanto ao que seja uma cidade. Não somos mais cidades de encontro de mercadores dos séculos XVII ou XVIII; sequer industriais empregadores de mão de obra barata dos séculos XIX e XX.

E, no entanto, continuamos a ser medievais ao resolver os problemas das nossas cidades…

Sua comida pode estar em extinção

Devido à pesca predatória, inúmeras espécies de peixes usadas como alimentos por nós, humanos, estão em extinção na África do Sul – o mesmo ocorre aqui no Brasil. Para alertar os moradores e os turistas sobre esse problema, organizações públicas, não governamentais e privadas se uniram na divulgação colando cartazes de alerta em diversos pontos públicos como no Two Oceans Aquarium, em Cape Town (Cidade do Cabo).

Os cartazes são simples. Neles, espécies peixes com nomes e ilustrações foram separadas em três categorias dentro das respectivas cores: green (verde), orange (laranja) e red (vermelho). Os peixes da categoria verde, como é o caso da anchova e do dourado, podem ser consumidos. O cartaz alerta para o consumo moderado das espécies colocadas na categoria laranja, como o bagre. Essas espécies correm risco de extinção, mas menos do que as inseridas na categoria vermelha como, por exemplo, o incomum peixe-serra. Veja aqui, no site da WWF, a lista completa.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 85% dos estoques de peixes do mundo são superexplorados ou já foram explorados ao máximo. Para piorar a situação, estima-se que um quarto dos animais marinhos pescados são muitas vezes mortos ou desperdiçados por terem sido capturados acidentalmente.

Parece que os restaurantes de modo geral da África do Sul, graças a esse extenso alerta, têm evitado comercializar as espécies em risco de extinção – me corrija se eu estiver enganada. Mesmo assim, os peixes e alguns frutos do mar estão entre os principais alimentos consumidos por lá. Eu, por exemplo, vivi a base de lula e peixe – mais saborosos do que os daqui!

A África do Sul tem uma extensa área costeira (3.798 quilômetros). Lá, peixe e frutos do mar custa cerca de três vezes menos do que os consumidos no Sudeste do Brasil, sendo que a costa brasileira é de cerca de 8 mil quilômetros – mais que o dobro maior do que a sul-africana. Alguns estudos apontam maior quantidade de animais marinhos em águas frias como as da África do Sul. Essa explicação seria suficiente para justificar os preços mais altos dos frutos do mar por aqui, já que o litoral do Brasil é relativamente quente? Ou os peixes do Brasil correm mais risco por diversos motivos?

Enfim, os recursos marinhos são finitos. O que está sendo feito no Brasil para cuidar dessas espécies e desse ambiente tão especial?

 

A fome no mundo é um bom negócio

As multinacionais começam a travar uma guerra surda, quase sem barulho e que poucos têm notícias: a guerra do potássio. Trata-se de um metal muito leve, segundo em ordem de leveza depois do lítio. É menos denso que a água e tão macio que se pode cortar facilmente com uma faca e cujos principais produtores são o Canadá, a Bielo-Rússia e a Rússia, com 95% da produção utilizada em fertilizantes.
Como a população mundial não pára de crescer, cresce também a necessidade de produzir alimentos e a demanda por fertilizantes só aumenta. Na Rússia, Anatoly Skurov, Suleiman Kerimov e Zelymkhan Mutsoyev conseguiram o controle de 69% da Silvinit, o maior produtor russo deste que está virando um metal tão preciosos quanto o ouro. A representação da Silvinit na produção de potássio na Rússia é tão grande que a situação se caracteriza como monopólio. Para não ficar atrás, a anglo-australiana Bhp Billiton fez uma oferta irrecusável pelo controle da canadense Potash Corp, a maior produtora mundial de potássio. A proposta não deve ter sido tão irrecusável assim, pois foi rejeitada. Mas a guerra continua, incluindo o fósforo, outro componente dos fertilizantes.
Permitir a concentração da produção mundial de potássio e fósforo nas mãos de uns poucos é um risco que não podemos permitir, pois isso levaria à formação de cartel que determinaria preços e controlaria fornecimentos. O simples boato de um possível exaurimento das reservas naturais elevaria os preços dessas matérias-primas às estrelas, colocando toda a cadeia agrícola sob controle dos fornecedores de potássio e fósforo. Mas somos impotentes diante dessa guerra.
A saída é investir na produção de fertilizantes alternativos, como vem fazendo a Embrapa há anos, com diversos programas desenvolvidos, em desenvolvimento e divulgando, para que essa tecnologia seja disponível e acessível ao agricultor brasileiro. Celeiros do mundo?
Via La Stampa.

As empresas investem no meio ambiente

Segundo uma pesquisa da Ernest&Young, intitulada “Action amid uncertainty: the business response to climate change”, 70% das empresas prevêem aumentar os investimentos em iniciativas que visam amenizar as mudanças climáticas, entre 2010 e 2012. Segundo a pesquisa, que avaliou 300 top managers do mundo inteiro, os efeitos desses investimentos acabariam por gerar riqueza, economizar dinheiro e responder às expectativas de consumidores e – principalmente – dos analistas que avaliam as empresas, que têm se demonstrado cada vez mais sensíveis a um business sustentável.
A notícia deixa clara uma inversão de rota, onde a pressão do consumidor começa a fazer diferença e, quem sabe, pode mudar o destino do planeta. Basta que as novas empresa façam investimentos preventivos, que custam menos que os corretivos e não causam impacto sobre o ambiente.
A ação formiginha, com cada um procurando fazer o que for possível pela preservação ambiental, não cria apenas uma consciência coletiva, mas começa a produzir resultados práticos. Mais do que nunca: Faça a sua parte!

Estilo Italiano

Nem só de política e terremotos vive a Itália. Procurando bem, até é possível encontrar notícias boas que a grande mídia ignora. Há que se ter cautela e não se deixar empolgar à primeira impressão, pois pouca coisa é pior que a desilusão de um ideal.
Na esteira do movimento Slow Food nasceram outras iniciativas. Algumas frutificam enquanto outras morrem. Outras, nem chegam a ser sérias e escondem obscuros fins sob peles de cordeiros. Há que se ter cautela, insisto. Uma das iniciativas que frutificam é a associação La Compagnia Dei Sapori que promove o evento itinerante “Paesi e Sapori” (vilarejos e sabores) por todo o território italiano. A associação busca resgatar e preservar tradições enogastronômicas cujas existências correm risco de extinção. Os associados são produtores com forte ligação com o território e com os métodos de produção tradicionais. Os produtos, é claro, são da melhor qualidade. Mas não é somente produto que a associação fornece durante os eventos, ao contrário, os produtos são apresentados como resultado de uma filosofia resgatada, em que o tempo e os métodos de produção estão em harmonia com as estações e a vida pacata dos vilarejos, promovendo o bem-estar de seres humanos e da natureza.
São pessoas comprometidas com esse tipo de associação que pressionam a administração pública local de cada cidade ou vilarejo, impedindo que grandes supermercados abram as portas em bairros onde o pequeno comércio resiste, ajudando a preservar quitandas, açougues, padarias e pequenos comerciantes, numa corrente que preserva produtores locais, tradições e a própria cultura. A globalização foi incorporada com sistemas de informações, previsões meteorológicas mais eficientes, agilização da burocracia, veículos menos poluentes e mais econômicos e a possibilidade de explorar novos mercados. As únicas coisas das quais não abrem mão são os métodos de produção tradicionais. Só para dar um exemplo, o Sr. Biraghi, um dos fundadores do consórcio Grana Padano (sim, Grana Padano e Parmigiano Reggiano são consórcios de produtores e marcas registradas. Ambos os queijos são do tipo “grana”) foi excluído do consórcio que ajudou a fundar – décadas atrás – no momento em que substituiu os velhos tachos de cobre por modernos tachos de aço inox.
Esse tipo de feira começa a fazer sucesso aqui na Itália justamente como sinal de preferência por um estilo de vida mais equilibrado, onde o consumo se concentra nos produtos básicos cultivados localmente e no supérfluo de qualidade. E quem pode dizer que um bom salame, um pedaço de queijo e uma garrafa de vinho biológico sejam supérfluos? Domingo 18 de abril, aconteceu a edição piacentina do evento e foi muito concorrida, apesar do dia nublado. Embriagado pelo vinho biológico, posso até sonhar, utopicamente, com o fim dos supermercados e o resgate da simpatia dos quitandeiros que vendem produtos locais. Mas há que se ter cautela.





Economia verde or die!


Na fila da padoca, ontem à noite, fiquei na dúvida entre comprar um azeite na promoção e a última edição da Superinteressante, que traz na capa a atual situação deplorável dos oceanos do planeta. Acabei optando pela revista, o que acabou sendo uma boa escolha, não pela matéria de capa, que nada mais é do que um grande cozidão do que vem se falando sobre o tema há meses (quiçá anos). Folheando o material hoje de manhã, o que mais me chamou a atenção foi a entrevista com Tim Jackson, professor de desenvolvimento sustentável da Universidade de Surrey, em Londres, primeira instituição da Inglaterra a criar um departamento específico sobre o tema.
Jackson afirma categoricamente que o crescimento ininterrupto da economia global (um dos pilares do capitalismo moderno) é imcompatível com a sustentabilidade do planeta. Não é comunista, nem petralha, nem antiamericano, apenas mais um da crescente geração de pessoas que acredita num outro mundo possível, sob as regras da economia verde. Já foram ridicularizadas e agora são atacadas. Falta pouco para que sejam consideradas arautos do óbvio.
Enquanto governos e iniciativa privada não se mexem e continuam dando de ombros para o que se avizinha, como vimos em Poznan ou Marraquesh, cabe a nós, indíviduos tomarmos medidas diárias, pouco a pouco, pra ver se lá na frente algo muda. Alguns passos básicos, segundo Jackson, são:
Comprar menos, ser mais eficiente no uso da energia, viajar menos de carro e avião, economizar, fazer investimentos éticos e protestar!
Se for pra ir pro saco, que seja de botas calçadas!
(Este foi meu 100o. post no Ecoblogs!)

Capitalismo x planeta

Em carta enviada à conferência da ONU sobre mudanças climáticas que aconteceu em Poznan, na Polônia (terminou domingo agora), o presidente Evo Morales, da Bolívia, propõe a criação de um novo modelo de desenvolvimento para o mundo, baseado na sustentabilidade e harmonia com a natureza. A busca incessante pelo lucro, acima de tudo, está destruindo o planeta, diz Morales.
Segue um trecho:

Tudo começou com a Revolução Industrial de 1750 que deu início ao sistema capitalista. Em dois séculos e meio, os países chamados “desenvolvidos” consumiram grande parte dos combustíveis fósseis criados em cinco milhões de séculos. A competição e a sede de lucro sem limites do sistema capitalista estão destroçando o planeta. Para o capitalismo não somos seres humanos, mas sim meros consumidores. Para o capitalismo não existe a mãe terra, mas sim as matérias primas. O capitalismo é a fonte das assimetrias e desequilíbrios no mundo. Gera luxo, ostentação e esbanjamento para uns poucos enquanto milhões morrem de fome no mundo. Nas mãos do capitalismo, tudo se converte em mercadoria: a água, a terra, o genoma humano, as culturas ancestrais, a justiça, a ética, a morte…a própria vida. Tudo, absolutamente tudo, se vende e se compra no capitalismo. E até a própria “mudança climática” converteu-se em um negócio.
A íntegra da carta pode ser lida aqui.

Morales está certo em gênero, número e grau. O que temos hoje é capitalismo no lucro, socialismo no prejuízo. A crise atual foi provocada por instituições financeiras até então tidas como acima de qualquer suspeita. E a cada novo golpe que surge, quem paga a conta somos nós.
Ou repensamos já o modo como produzimos e consumimos, ou vamos todos pro mesmo buraco.

A última chance da indústria automobilística


Lembro de ter ficado bastante intrigado quando descobri, ao cobrir a edição de 1996 da tradicional corrida de calhambeques London-Brighton, que os primeiros automóveis do mundo – basicamente carruagens sem os cavalos – eram modelos elétricos! O primeiro foi inventado em 1830. Em 1920, 90% dos taxis de Nova Iorque eram movidos a bateria, época em que todos os bondes das cidades eram elétricos também – leia mais aqui.
Pensei: “Ora, como não desenvolveram a idéia desde então?” Bem, até desenvolveram, mas meio que em segundo plano, já que os motores a diesel e gasolina eram muito mais lucrativos. O petróleo era baratinho, fácil e abundante, e coisas como poluição do ar e doenças respiratórias, denunciadas por proto-ambientalistas ao longo do século 20, eram externalidades aceitáveis pelo bem do progresso.
Pois bem, quase um século depois, voltamos ao ponto de partida. O modelo de negócio baseado em carrões movidos a petróleo sofreu um grande baque com a crise financeira americana e o carro elétrico volta a ser uma opção – desta vez, até onde eu tenho lido, pra valer. As grandes fabricantes de carros dos EUA – Chrysler, GM e Ford – abriram o bico, estão na lona, implorando mais de US$ 30 bilhões para continuarem existindo. A população americana se diz contra o empréstimo, e muitos congressistas também. Eles sabem que, sem uma contrapardida equivalente, é jogar dinheiro no lixo. Muito dinheiro. Agora, qual seria uma contrapartida justa e viável? Certamente não estamos falando da baboseira de ver os altos executivos dessa indústria recebendo salários anuais de US$ 1
Ou essas empresas mudam pra valer, ou têm mais que ir pro buraco. Sim, porque se continuarem a tocar o negócio da forma como o fazem hoje, vão quebrar mais dia menos dia. Por que não, então, investir no futuro? Em projetos como Better Place, de um empresário israelense, que já despertou o interesse de países como Dinamarca, Austrália e Israel, além de alguns estados americanos, como a Califórnia e Havaí.
A idéia é criar uma extensa rede elétrica para alimentar os veículos por todo o país, com ênfase no transporte público. Mas quem quiser ter seu carrinho elétrico, sem problemas. Vai ser até mais fácil: você pagará pela quantidade de eletricidade que usar. E só. O carro pode ser até dado de graça. Um sistema semelhante ao que vem sendo adotado com sucesso na telefonia celular hoje. Só compra celular quem quiser algo exclusivo. A maioria, no entanto, vai adotar os modelos mais populares. Eu não compro um celular há quatro anos e ainda assim consegui ter bons aparelhos – hoje tenho um modelo smartphone razoavelmente bom. Genial, não? E o melhor: temos toda a tecnologia necessária para por esse projeto em prática.
Aí, GM, Chrysler e Ford! Querem mesmo sair do buraco? Então pensem com a sustentável cabeça de amanhã, não com a gananciosa e poluidora de ontem. Vai ser bom pra vocês e pra gente também!

Toma que o lixo é teu!


A Califórnia segue dando o exemplo. A Comissão de Proteção ao Oceano do estado americano está propondo três medidas para reduzir a quantidade de lixo que acaba poluindo o mar: banir as embalagens de isopor para alimentos, cobrança de taxas para o uso de sacolas de papel e/ou plástico, e (a principal delas, a meu ver) tornar os fabricantes responsáveis pela coleta e reciclagem das embalagens de seus produtos. É isso ou ver o mar se transformar numa imensa sopa de lixo!
Segundo a Comissão, essa última exigência já funciona em 33 países no mundo, encorajando a redução de material usado, reduzindo o peso final dos produtos, permitindo o uso de materiais recicláveis e obrigando os fabricantes a redesenharem seus produtos e embalagens. Na Alemanha, após quatro anos do início do programa, o lixo produzido por embalagens foi reduzido em 14%. É pouco ainda.
As empresas são contra, claro. Dizem que é melhor incentivar a reciclagem e ameaçam com desemprego. O velho discurso da indústria, mesquinha toda vida. Reciclar é bom, mas produzir menos lixo é ainda melhor. Reciclar gasta muita energia e recursos materiais e humanos. Ninguém em sã consciência acha confortável a quantidade de papel, plástico, isopor e quetais que acompanha um brinquedo, TV ou aparelho de som recém-comprado na loja. Repara só na pilha de lixo que se forma no Natal após a abertura dos presentes. É vergonhoso!
Lixo é um dos grandes problemas mundiais do século 21.
Pra mim, toda e qualquer empresa deveria ser responsável pela coleta e correta eliminação do produto que fabricou, seja uma embalagem, celular ou carro. Haveria exceções, claro – móveis por exemplo. Medidas como essa evitariam absurdos como a exportação de lixo eletrônico para países de Ásia, causando a intoxicação de milhares de pessoas.
O rápido avanço da tecnologia tem sido de mão-única, com o desenvolvimento de produtos cada vez mais modernos e eficientes, mas o uso de substâncias tóxicas na sua fabricação e a falta de preocupação com o seu destino final – o lixo – põe tudo a perder. Sem falar na tal obsolescência planejada
Veja o caso dos Estados Unidos: em fevereiro do ano que vem, com a adoção da TV digital por lá, estima-se que cerca de 10 milhões de aparelhos antigos sejam dispensados no país, gerando um problema monstro. Apesar disso, poucas empresas têm programas amplos de reciclagem para atender a essa demanda e evitar que esse lixo contamine pessoas e o meio ambiente – provavelmente na Índia, China ou Paquistão. Para pressionar grandes fabricantes como Sony, Samsung, LG e Toshiba, entre outras, a evitarem essa catástrofe, ONGs americanas formaram a Electronics TakeBack Coalition e deram início à campanha Take Back My TV.
Os consumidores também têm seu papel nessa história toda. Na hora da compra, dê preferência a produtos que tenham pouca embalagem e que tenham sido fabricados de forma sustentável e responsável. Se informe na loja, ligue para o fabricante pelos serviços de atendimento ao consumidor, exija seu direito de saber o que está comprando. E questione sobre programas de reciclagem, principalmente de aparelhos eletrônicos. Quanto mais pessoas encherem os SACs (serviços de atendimento ao consumidor) das empresas, mais elas se sentirão pressionadas a tomar alguma medida. De tanto levar bica nas canelas, uma hora terão que se mexer.

Stern para as massas


Tá rolando agora, ao vivo, no site do programa Roda Viva, a entrevista com o economista inglês Nicholas Stern autor do relatório Stern que avalia o impacto das mudanças climáticas na economia mundial. Dá pra mandar perguntas e tudo. Eles estão gravando provavelmente para passar na próxima segunda-feira na TV Cultura.
ATUALIZANDO: Acabou a transmissão ao vivo… mas o site tá lá, com imagens feitas in loco, de bastidores, e mais os desenhos do Chico Caruso. Além dos comentários da galera que participou.
O Stern estará amanhã também num seminário promovido pela Fiesp sobre economia de baixo-carbono (ou seja, livre de fontes poluentes de energia) e hoje ele publicou um artigo na Folha de São Paulo, Caminho Verde ao Crescimento.
E por fim tem uma longa entrevista (devidamente picotada em séries de vídeos de no máximo 3 min, divididas por temas) com o economista no Youtube, gravado pelo pessoal que o trouxe ao Brasil.
Um trecho do artigo:

Os países desenvolvidos precisam ser capazes de mostrar ao mundo em desenvolvimento que o crescimento econômico com baixa emissão de carbono é possível, que os fluxos financeiros aos países em desenvolvimento podem ser substanciais e que as tecnologias de baixo carbono serão economicamente viáveis, disponíveis e compartilhadas.