Férias ecológicas


Hoje todo mundo sabe que as viagens provocam impacto ambiental; ainda que pequenas, quando comparadas com as verdadeiras catástrofes ambientais. Mas a soma de pequenas ações geram um resultado muito maior. Portanto, programe suas férias.
Evite viajar ao hemisfério Norte durante o período de 15 de Julho a 15 de Setembro, quando a alta estação aumenta muito os preços, todos os pontos turísticos estão lotados e o serviço acaba gerando frustração. Fora desse período, o ar-condicionado não será necessário, mesmo que faça um pouco de calor. Prefira um quarto com ventilador no teto, que produz dez vezes menos CO2 que o ar-condicionado. Lembre-se, ao preparar as malas, de tirar das embalagens os shampoos, cremes e outros produtos: em casa você sabe como e onde promover a coleta diferenciada.
Se a viagem for em avião, prefira os voos diurnos, pois eles provocam menos danos à atmosfera que os voos noturnos. O mesmo vale para os meses mais frios, quando a emissão de gases nocivos à atmosfera dos aviões é muito superior que nos meses mais quentes ou na meia-estação. Decolagens e aterragens são os momentos em que o avião consome a maior parte do combustível, assim, voos diretos são preferíveis aos voos com escalas. Quanto mais escalas, maior o consumo de combustível e de emissão de gases nocivos. Além disso, considere que os trajetos superiores a 6 horas emitem somente dois terços de CO2 por km em relação aos voos mais breves. Por fim, aproveite para usar os serviços higiênicos dos aeroportos e evite os dos aviões. Acionar a descarga em voo produz a mesma quantidade de CO2 emitida por um automóvel em 10 km.
Praias, montanhas, parques e fazendas nem sempre têm um sistema de coleta do lixo eficiente. Levar um saco para trazer o lixo produzido – ou encontrado – vai causar boa impressão à natureza. Tire fotos e compre o artesanato local, se produzido de modo sustentável. Animais e “souvenirs” retirados da natureza são de péssimo gosto e influem negativamente na fauna e flora local.
Seja ecológico e boas férias!

Ecochic

O prefixo “eco” tornou-se uma das expressões de marketing de maior sucesso mundial. Estou aguardando o momento em que se tornará substantivo. Nenhum produto hoje é oferecido ao consumidor sem estar atrelado à ideia do respeito à natureza. São eletrodomésticos que consomem menos energia, carros que poluem pouco, produtos biológicos (“bio” é quase uma marca), bens produzidos com materiais reciclados, serviços que não agridem o meio ambiente…
Toda essa estratégia acaba por desenvolver, cada vez mais rápido, consumidores com uma consciência ecológica que vão aprendendo a reconhecer as armadilhas de empresas verdes de fachada, a racionar antes de usar e a questionar antes de comprar. A dizer adeus ao supérfluo. Lentamente, estão deixando de ser consumidores para voltarem a ser simplesmente pessoas. É a busca por um novo estilo de vida.
Suponho que o hábito do pic-nic ainda irá durar algumas gerações na Europa, mas tenho visto copos, talheres e pratos de plástico sendo substituídos pelos tradicionais artigos de vidro, aço e cerâmica. Apesar dos parques oferecerem cestas de lixo, muita gente prefere levar o lixo de volta e reciclá-lo em casa. São pequenas ações que, sozinhas, não mudarão o mundo, mas que contaminam o vizinho do pic-nic ao lado e irão aumentar a tal consciência ecológica coletiva. Essa, sim, capaz de mudar hábitos de consumo e obrigar à produção responsável de bens e serviços com um menor impacto ambiental.
Um guarda-roupa menos interessado na moda, mais prático e versátil, e ao mesmo tempo reduzido, começa a fazer tendência. A bicicleta ganha novos espaços assim como os lenços de tecido estão retomando bolsos que já foram seus. Viagens em lugares exóticos que metem em risco um ecossistema particular estão sendo substituídas por opções que não ponham em risco a preservação do pouco que resta. A razão começa a prevalecer sobre o consumo.
É a velha Europa dando sinais de que novos hábitos são necessários. Mesmo que seja apenas para manter o estilo de vida ocidental. Só que dessa vez com consumo responsável. Ninguém precisa de dois carros, duzentos pares de sapatos ou roupas novas a cada estação. Os escravos das novas tecnologias começam a intuir que é possível viver sem estar coligado a alguma rede social virtual, dezoito horas por dia.
Na primeira oportunidade, pegue a bicicleta; deixe o celular, mp3, note book ou qualquer outro penduricalho tequinológico em casa; em um cesto de vime, junte umas frutas da estação, um pedaço de queijo produzido localmente, uma garrafa de vinho, toalha e guardanapos de pano, copos de vidro e os pratos e talheres de todos os dias; ponha uma roupa velha e convide os amigos para um pic-nic. Se lembrar de levar um saco para trazer de volta todo o lixo produzido, você estará em sintonia com os europeus mais chiques do momento. E se descobrir que pode viver uma vida mais simples, com menos produtos mas nem por isso com menos prazer, não estranhe: provavelmente é uma fase de transição, na qual você começa a se tornar uma pessoa que consome apenas o necessário sem sentimento de culpa, deixando de ser o consumidor que as fábricas produziram. É um tipo de liberdade zen. É ecológico, é chique e você vai gostar.

Você reutiliza a água da máquina de lavar?

reusoagua
Dica da Carol Daemon para reutilizar a água da máquina de lavar

Reaproveitar a água do enxágue da máquina de lavar já se tornou um hábito para muitos de nós. Cada um adequa esta reutilização a seu modo e algumas dicas são bem interessantes, como esta da Carol Daemon, do blog Menina do dedo verde. Ela adaptou uma mangueira à máquina, que despeja a água em um balde – cisterna para ser reutilizada posteriormente. Genial!

Em uma discussão recente no grupo de mulheres de que participo, as Luluzinhas trocaram dicas e experiências, algumas herdadas das mães, outras criadas pela imaginação das meninas mesmo. Aprendi muitas dicas novas e reaprendi o truque super ecologicamente correto para reaproveitar os quase 60 litros de água que iam literalmente pelo ralo abaixo.

Para as muitas luluzinhas que moram em apartamento não é possível reaproveitar toda água que sai da máquina. “Alguns baldes são retirados para dar descarga no banheiro de empregada, outro para lavar a área, fazer faxina na cozinha, mas, ainda assim, joga-se muito água fora”, diz a luluzinha Lanika. Concordo com ela e, por isto mesmo é que amei esta dica do balde-cisterna, da foto, porque permite que se guarde toda a água do enxágue para ser reutilizada como quiser.

“No Japão é o contrário, a água que vai pra máquina de lavar é que é o reaproveitamento”, diz a luluzinha Dani Doduti. Segundo ela, lá, utiliza-se uma mangueira com uma bombinha que serve para puxar a água do ofurô para a máquina de lavar. “Como se toma banho antes de entrar no ofurô, a água continua limpa. E geralmente as máquinas de lavar ficam no banheiro, próximo do ofurô”.

Quem mora em casa tem a vantagem de poder readaptar o sistema hidráulico para que parte da água de reuso seja reaproveitada para lavar quintal, irrigar plantas e descarga do vaso sanitário. Prédios novos já estão sendo construídos com sistemas de reuso, que, inclusive, captam água da chuva. Uma construtora, a Ecosfera, faz prédios com essas características, lembra a luluzinha Verônica Mambrini. Sobre este empreendimento, a Luluzinha-mor, Lucia Freitas, fez post aqui.

E vocês, o que fazem com a água da máquina de lavar? Alguém tem mais alguma idéia para reduzir o desperdício? Conte para nós!

Você faz xixi ao chuveiro?

xixinobanho

O SOS Mata Atlântica faz esta campanha para conscientizar as pessoas da necessidade de evitar o desperdício de água. Só na região sudeste, o desperdício chega 360 litros de água por dia. E é no banheiro que se verifica o maior índice: 80% de água vai embora pela pia , pelo chuveiro e principalmente pelo vaso sanitário.

Se a cada banho você fizer xixi no chuveiro, serão cerca de 12 litros economizados da descarga do vaso sanitário. Em uma casa com 3 pessoas a economia é de 36 litros diários, se apenas um banho for utilizado.

Para aderir e divulgar a campanha, responda sinceramente a pergunta: você faz xixi no banho?, no site da campanha, bem aqui: http://www.xixinobanho.org.br/.

Você pode diminuir o aquecimento

xerox

Casa de ferreiro, espeto de pau.

Não entendo como as pessoas não se incomodam com as alterações climáticas e seus efeitos sobre o nosso mundo. Fico espantada com a naturalidade com que os professores tiram cópias (xerox) e imprimem papel o dia todo na escola. E eu fico pedindo: “usa o verso da folha, pelo menos!”, mas não me ouvem.

Até minha caneca de louça, que ficava guardada em meu armário, desapareceu. Passei a levar uma garrafinha de casa. Não vou desistir. Vou fazer uma campanha por xícaras e canecas individuais. São dezenas de copos descartáveis todos os dias, para água e cafezinho. Será que não sentem o calor infernal que já nos queima?

O que você pode fazer para diminuir o aquecimento global?

Embora já estejamos percebendo alguns níveis de alterações climáticas, todos nós podemos fazer algo para ajudar a reduzir as emissões de CO2. Por exemplo: em casa, mudar para uma energia mais verde, com lâmpadas que economizam até 80% menos eletricidade e duram 12 vezes mais tempo do que as lâmpadas normais. Desligar as luzes quando sair de um cômodo e desligar aparelhos elétricos em espera (standy by), além de fazer um bem enorme para o ambiente, traz uma economia no bolso também.

Reduzir o termostato do aquecimento central, baixando a temperatura em apenas um grau pode cortar 10% do consumo de energia. Quando for substituir aparelhos eléctricos, certificar-se de que está comprando a energia mais eficiente em termos de modelo.

Reaproveitar ou reciclar papel, caixas de papelão, garrafas, latas e embalagens de plástico é uma atitude responsável e de cuidado com as gerações futuras – nossas Princesinhas e Principezinhos merecem esta atenção e um mundo mais sustentável. Reaproveitar as águas de banho nas banheirinhas do bebê, para jogar no vaso, e a água da máquinas de lavar para outros serviços, também é fazer a nossa parte.

Experimente andar a pé, de bicicleta ou utilizar os transportes públicos, em vez de dirigir, sempre que puder. Se tiver que viajar de carro, procure partilhá-lho. Tenho feito isto, quando saio com minhas amigas ou viajo com alguém. Se for trocar de carro, pense em comprar um “verde” ou reduzir para um carro menor, mais eficientes em termos de combustível. É meu projeto, na próxima troca, pois ainda não posso ficar sem um. Esvaziar o bagageiro quando não estiver sendo usado, pode reduzir a utilização de combustível em até 10%.

Tentar reduzir a quantidade de viagens de avião e, quando voar, considerar a compensação de suas emissões de carbono. Que tal plantar árvores? No site Click árvore, cada clique é uma árvore plantada na Mata Atlântica. É fácil e rápido.

Enfim, há tantas coisas, fáceis, simples, necessárias e conscientes que podemos e devemos fazer. Que tal começar já a fazer a nossa parte?

Imagem: daqui

Notícia boa a gente divulga!

Inaugurado em Curitiba (PR) o primeiro mercado municipal de orgânicos do país
O espaço construído em parceria com a Prefeitura conta com mais de mil produtos diferenciados com selo e certificação de livre de agrotóxicos e aditivos químicos.
Foram investidos R$ 3,1 milhões em quase quatro mil metros quadrados. Um anfiteatro na parte superior do estabelecimento se destina a reuniões com lojistas, agricultores e empresários com objetivo de estimular rodadas de negócios orgânicos. Os comerciantes que atuam no mercado foram selecionados por meio de pregão eletrônico, sendo que duas cooperativas do estado ocupam bancas de hortifrutigranjeiros.
O secretário municipal do abastecimento, Norberto Ortigara destaca que o mercado vai contar com as tradicionais bancas de frutas, verduras e legumes, além de açougue com carnes exclusivamente orgânicas, lanchonete, artesanato feito a partir de materiais orgânicos, confecções, cosméticos e até alimentos industrializados, mas que tenham uma produção orgânica.
A consciência ecológica está presente também na estrutura física do mercado. Com sistema de captação da água da chuva e uma calha especial instalada no telhado, o recurso pode ser utilizado em ambientes e serviços que não necessitam de água potável. A luminosidade também foi estudada para reduzir o consumo de energia elétrica.
A região metropolitana de Curitiba desponta na produção de orgânicos do estado e o estímulo pode ampliar ainda mais esse mercado. Cerca de 40% das hortaliças produzidas no Paraná são cultivadas em 553 hectares de áreas de lavoura orgânica em 19 municípios da região metropolitana. A produção anual chega a quase quatro mil toneladas. Ortigara avalia Curitiba como grande mercado consumidor, “esta é a chance que esses municípios têm de apoiarem seus produtores para que convertam a forma de produzir em suas propriedades.” O secretário municipal do abastecimento ainda afirma, “os agricultores dos municípios vizinhos, onde se produz água, podem aproveitar a chance para ganhar dinheiro, mudar de vida e contribuir com o meio ambiente mantendo a produção de água limpa”.
Horário de Funcionamento
Terça-feira a sábado, das 7h às 18h
Segunda-feira, das 7h às 14h
Domingo, das 7h às 13h
Endereço: Rua da Paz, 608, Jardim Botânico (ao lado do Mercado Municipal de Curitiba)
FONTE: Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Revendo nossas atitudes ecoconscientes

reaproveitamento

Quando a Lucia Malla, criou em seu blog , e aqui no Faça a sua parte, um meme das 3 atitudes ecoconscientes e me repassou a tarefa pra que divulgasse, de forma bem descontraída, nossas ações adultas por um mundo mais ecoconsciente, a idéia era, segundo a Lúcia, gerar um mar de idéias, discussões e soluções ecológicas pela blogosfera.

No começo deste ano, nada mais apropriado que rever nossas atitudes e reafirmar outras para uma vida mais sustentável. Então, vamos lá de novo? Se você já respondeu lá no meu blog ou no seu, em fevereiro de 2007, quando este post foi criado, que tal fazê-lo novamente?

A idéia é a seguinte:

“Poste em seu blog ou escreva na caixa de comentários (como desejar) as 3 atitudes ecoconscientes que você praticou/pratica/pretende praticar na sua vida (ou na sua casa, no seu trabalho, no bar, na praia etc.) para melhorar a situação ambiental do planeta Terra.”

Vamos recomeçar?

Minhas respostas, há dois anos:

1- Como professora, adquiri o hábito de reaproveitar material (sucata) em meu trabalho. Por exemplo: jornais, revistas e outros periódicos que iriam pro lixo, transformam-se em material pras minhas oficinas de leitura. E todo papel que sobra (memorandos, circulares, sobras de provas, etc, cujo verso está em branco vira bloquinho de anotações.

atualização:

Comprei um quadro branco para anotar meus recados e coloquei em frente à escrivaninha. Economiza muito papel e agiliza meu trabalho. Todos os trabalhos para a escola, como provas, notas, relatórios são enviados por email. O verso das sobras de provas são usadas pela Princesinha para fazer seus “trabalhinhos de arte”, hehe.

2- Não uso ventilador nem ar condicionado em casa; aproveito a ventilação natural e, como sou frienta, eles não me fazem falta. Também uso gás natural no fogão e no chuveiro e só cozinho quando é absolutamente necessário. Prefiro frutas, vegetais e alimentos de rápido cozimento.

atualização:

Ganhei um novo fogão de minha filha e o outro foi reformado e reaproveitado pela faxineira. Converti o novo para gás natural também. Continuo sem ar condicionado.

3- Prefiro roupas de algodão ou que não precisem de ser passadas a ferro, como o jeans, e mantenho todas as lâmpadas apagadas, exceto a do ambiente em que esteja trabalhando. Desligo todos os aparelhos, exceto a geladeira, é claro, e não uso eletrodomésticos como batedeira, aspirador de pó, etc. (também nem preciso ir à academia, he he…)

atualização:

Tenho doado, periodicamente, as roupas usadas ou que não entrem mais em mim (engordei, tsc…) para a faxineira, que fica muito feliz. Tenho usado jaleco no colégio, de modo que as roupas novas duram muito mais. Junto a roupa para ser lavada à máquina uma vez por semana, economizando luz e água, deste modo.

Novas atitudes:

  • Comecei o projeto horta na varanda de meu apartamento.
  • Parei de comer carne vermelha, mas ainda não abandonei o peixe e o frango (é o próximo passo)
  • Troquei os produtos de limpeza tóxicos por vinagre e bicarbonato de sódio
  • Utilizo várias sacolas reutilizáveis para acondicionar compras
  • Reaproveito as embalagens plásticas e de vidro para guardar alimentos e objetos (foto acima)
  • Reformei completamente a mesa e as cadeiras da sala em vez de comprar outra (foto)

Poderia citar outras coisas, mas vamos deixar novamente a lista correr. Então, quem mais quiser responder aqui nos comentários ou em seus blogs (manda o link para mim, por gentileza), fique à vontade para mostrar a sua parte ecoconsciente.

Vamos lá? Conte para nós quais suas novas atitudes ecoconscientes!

Seja consciente em suas férias

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As férias estão chegando. Esta é uma época em que muitas famílias viajam e evitar o uso do carro não é uma opção. O que fazer para diminuir o impacto nocivo sobre o ambiente? O ideal é que o carro possua uma tecnologia que o torne menos poluente e que o motorista dirija com mais consciência. E, caso naõ o seja, que se faça uma boa revisão para evitar desperdício e despesas desnecessárias. É importante tentar evitar o horário de pico de viagens, saindo mais tarde ou mais cedo. Uma dica é consultar as informações na internet ou na mídia a respeito das situações de tráfego. Usando a tecnologia pode-se reduzir as emissões, o tempo de viagem e o possível estresse.

Outra coisa muito importante é evitar pequenas compras de viagens, levando, em pequenos recipientes reutilizáveis, xampu, sabonete e outras necessidades.O reaproveitamento de plástico ou papel para embalagem dos sacos de compras é uma dica muito legal também. Os sacos de compras são perfeitos para manter os sapatos sujos e molhados separados de outros itens na sua mala; e os sacos de papel são ótimos para embalar os lanches para levar no carro.

A preocupação com o ambiente deve acompanhá-lo onde quer que esteja e, em época de férias, é preciso bastante consciência e respeito com a natureza, se você é um visitante. Principalmente se estiver em um ambiente natural, sinta-se responsável pela preservação desses lugares. E boas férias.

Imagem: daqui

Ambiente, ma non troppo

O que você está disposto a fazer para ajudar na resolução do problema do clima na Terra?
Uma pesquisa realizada para a Comissão Europeia (Eurobarômetro) fez essa pergunta a habitantes dos 27 países membros, aos países candidatos a entrar na CE e aos habitantes de Chipre. A conclusão, baseada em respostas às perguntas apresentadas, identifica uma preocupação e disposição a mudanças. O resultado italiano destoou um pouco dos demais participantes. Eis os dados:
74% dos entrevistados declarou considerar as mudanças climáticas um problema muito sério: Apesar dessa preocupação, a disposição às mudanças não reflete tanta precupação assim. Do total entrevistado, declararam ser dispostos:
– 61% a fazer a coleta de lixo diferenciada;
– 48% a reduzir o uso de energia doméstica;
– 42% a reduzir o consumo de água;
– 28% a diminuir o uso de embalagens não retornáveis;
– 21% a escolher meios de transporte eco-sustentável;
– 18% a comprar produtos locais, reduzindo o custo do transporte;
– 22% a reduzir o uso do automóvel ou utilizar o carsharing;
– 18% a comprar um carro que consome menos;
– 5% a evitar o uso de avião em trechos breves;
– 7% a usar contadores elétricos ou tarifas/fornecedores que reduzam o consumo de energia de fontes não renováveis;
– 2% a usar fontes de energia renováveis.
Ou seja, o discurso é sempre muito bonito e consciente, mas na hora de meter a mão no bolso, a coisa muda. Na Itália é possível abater do imposto de renda parte do custo de uma instalação de painéis solares, por exemplo. O problema é que o valor a ser abatido deve ser dividido em até cinco anos, dependendo da região.
E você, como responderia à pergunta acima?