Dia da Terra 2018 – Fim à poluição pelo plástico

O Dia da Terra deste ano é dedicado à conscientização para o fim da poluição através dos plásticos.

O plástico é um dos lixos mais difíceis de se decompor no ambiente. E um dos que mais contribuem para a poluição de muitos ecossistemas.

Correntes marítimas levam o lixo da costa para o mar aberto, transformando o oceano em um lixão a céu aberto.

Espécies marinhas morrem ao se “alimentarem” de sacolas e resíduos plásticos, reduzindo sua expectativa de vida.

Costumo levar uma ecobag dobrável dentro da bolsa. As sacolas reutilizáveis podem acondicionar cerca de 35 kg de produtos, enquanto as sacolas plásticas comportam apenas 5 kg. E são duráveis.

Ainda assim, a quantidade de embalagens plásticas que entram em casa é muito grande.

Embalagens de alimentos e outros produtos de consumo, embora reaproveitadas para acondicionar resíduos ou objetos em casa, acabam, em algum momento, por virar lixo ambiental, se não descartadas adequadamente

O que será que está faltando? Mais campanhas estimulando o uso de uma alternativa ecologicamente correta? Ou mais responsabilidade ambiental?

Que neste Dia da Terra possamos refletir e nos concientizar de que precisamos modificar nossos hábitos a respeito dos resíduos plásticos.

Imagem:
Tartaruga
Lixo plástico

O mar está para tubarão

Em alguns lugares, como o Recife, aqui no Brasil, estatísticas e notícias registram casos de turistas que, alheios aos avisos da presença desses animais, preferiram curtir a praia dentro da água e foram atacados por tubarões.

Não queremos culpar as vítimas pelos ataques, absolutamente; apenas ressaltar como é evidente que sabemos muito pouco sobre a mudança de comportamento dos tubarões nestas áreas de risco, e que campanhas de conscientização precisam ser mais intensamente divulgadas nestas regiões onde se registram ataques de tubarões.

100 milhões de tubarões são mortos por ano

O tubarão é um dos animais mais temidos do planeta. No entanto, a probabilidade de um ser humano ser atacado por um deles é relativamente pequena. Cem milhões de tubarões são mortos por humanos a cada ano. O tubarão tem um papel fundamental no ecossistema marinho e na natureza e é importantíssimo que as pessoas não o considerem um vilão.

O tubarão não é um comedor de gente, mas mordedor. Pela falta de alimento, ele pode estar procurando outros tipos de presa e confundindo o homem com uma delas. Entender as causas dos ataques serve, dentre outras coisas, para mostrar que ele não é o vilão do mar, como o imaginário popular construiu ao longo dos anos.”  – Otto Gadig, biólogo e professor da Universidade Estadual Paulista -Unesp ( leia mais)

Nossa querida bióloga  Lucia Malla, apaixonada por tubarões, animais  que considera “evolutivamente magnânimos e que vêm sendo dizimados por motivos desanimadores”,  já demonstrava, em 2006,  neste post: “Os tubarões de Recife“,  a preocupação com que mais pessoas passassem a entender a grande problemática ambiental que envolve o assunto dos ataques naquela região do Brasil.

LuciaMalla mergulhando com tubarões

Lucia lembra que, há cerca de 40 anos, eram raros os ataques de tubarão em Recife. Eles habitavam mais ao sul, em uma região costeira de manguezais, ideal para sua reprodução. Com a construção do Porto de Suape, em Pernambuco, destruiu-se o referido manguezal, e, com o hábitat destruído, os tubarões passaram a nadar mais ao norte , justamente onde está Recife, por suas águas mais quentes e com mais possibilidade de encontrarem alimentos.

Humanos não são parte da dieta de tubarões. Em geral, os ataques são reflexo de uma “petiscada” que o bicho dá em algo se movimentando na superfície da água que ele quer saber se é alimento. – Lucia Malla (Leia mais)

Quando o meio ambiente não é degradado e está equilibrado, os ataques não acontecem. Em muitos lugares, como Fernando de Noronha, por exemplo, os tubarões e seres humanos convivem em relativa harmonia: eles no mar, e as pessoas, na praia. Segundo Léo Veras, engenheiro de pesca e pesquisador de tubarões, não há registro de ataques  de tubarão a humanos, porque existe algo como “um sensato acordo de paz”.

É necessário que tratemos deste assunto com mais clareza sobre os perigos de um ataque, para as pessoas se conscientizarem de que, ao entrar no mar, a “casa” dos tubarões, correm risco de serem confundidas com alimentos destes animais. Talvez por falta de informação a respeito dos hábitos destes animais em águas turvas ou de não levarem tão a sério tais informações.

É ainda importante que, nesses locais onde se verificam maior presença de tubarões, os primeiros socorros  sejam mais eficientes, com linha direta IMEDIATA com o pessoal de emergência, com helicópteros para levar a vítima ao hospital mais rapidamente.

Os equipamentos dos salva-vidas nas praias precisam ser mais eficazes, com certeza, porém, acima de tudo, é urgente que haja mais educação ambiental por parte dos turistas e frequentadores dos locais perigosos, não apenas com placas de advertência, mas com informações detalhadas quanto aos hábitos destes animais e quanto ao nosso comportamento nestas áreas.

Sempre é bom lembrar que o mar é o lar natural dos tubarões. Nós somos as visitas e devemos respeitar o território deles. Temos muito a aprender ainda:

Deveríamos entrar no mar sabendo que atitudes de respeito e informação são fundamentais para a boa convivência entre nós, humanos, e os demais “donos” daquela casa. Com uma postura assim, é menor a probabilidade de acidentes acontecerem.(Lucia Malla)

 Afinal, o mar está para tubarão! Estes lindos.

 

Natal deliciosamente sustentável

Este ano, Clarisse, que tem iluminado minha vida durante todos estes anos, perguntou por que nossa casa não tem luzinhas de Natal. Então, para adoçar o coração de minha Princesinha, faremos um Natal com luzes e com enfeites comestíveis e, é claro, com materiais recicláveis.

Ainda não decidimos se a árvore será natural, como um pinheirinho, ou um galho com folhas secas, ou uma árvore artificial, que seja reaproveitada nos próximos anos. De qualquer forma, será uma árvore sustentável, sem os enfeites tradicionais comprados nas lojas de decoração natalina:

Nossa árvore será deliciosamente decorada com todo tipo de guloseimas. Chocolates e bombons, biscoitinhos e bolinhos, balas e pirulitos, em saquinhos decorados, ou mesmo soltos, estarão pendurados na árvore, na noite de Natal. Até lá, laços de fita, enfeites de material reciclável e cartões feitos pela Princesinha enfeitarão a árvore.

Para enfeitar a porta, representando paz, prosperidade e recomeço, penduraremos uma guirlanda de rolo de papel, que já está sendo preparada. Ela enfeitará a porta pelo lado de fora durante todo o mês de dezembro.  Neste link, está o passo a passo para fazer  a guirlanda de rolo de papel. Bonita e sustentável.

Pelo lado de dentro, pendurada junto à mesa, poucos minutos antes da ceia, colocaremos uma outra guirlanda de jujubas! A Princesinha vai adorar destruir a guirlanda e sentar ao pé da árvore para colher as gostosuras! E eu também, né? :)

Como fazer uma saborosa guirlanda de jujubas

Vamos precisar de:

  • 500 g de jujubas
  • 30 cm de um rolo de espuma, desses de piscina
  • Um pedaço de arame floral
  • fita adesiva transparente larga
  • 1 pacote de palitos de dente
  • 1 metro de fita colorida

Faça assim:
1. Corte o rolo de espuma e enrole um pedaço de fita adesiva para unir as pontas formando um coroa. Envolva a fita várias vezes para que fique bem resistente e suporte o peso da guirlanda.

2. Enrole um pedaço de arame floral ao redor da fita adesiva e forme um gancho para pendurar a guirlanda.

3. Espete a metade de um palito de dente na extremidade de cada jujuba e enfie a ponta quebrada no rolo, formando fileiras multicoloridas, com cores aleatórias ou uma sequência a gosto.

4. Amarre a fita colorida sobre o arame do gancho e dê um laço bem bacana.

Natal o ano inteiro

Desejamos que este espírito de generosidade e compreensão esteja no coração e nas ações cotidianas das pessoas, não apenas na noite de Natal, mas em todos os dias do ano inteiro.

Pedestres e carros na ciclovia? É infração!

Moro em frente a uma ciclovia. E diariamente vejo a movimentação de carros e pedestres transitando por ela. A sinalização e a delimitação do espaço são visíveis, mas, mesmo assim, são ignoradas. Naturalmente, os moradores precisam entrar com os carros na ciclovia para acessar a garagem de suas residências. E, com frequência, deixam-nos estacionados ao longo da via exclusiva para ciclistas.

Confesso que , algumas vezes trafego pela ciclovia, para acessar as ruas transversais que me levarão à avenida principal. E nestas ocasiões, ouço impropérios e vislumbro “caras feias” de pedestres que se julgam no direito de trafegar pelo espaço destinado a ciclistas. A maioria das pessoas desconhece as normas de utilização das ciclovias.

De acordo com o Regulamento Nº 11 do Decreto Municipal (RJ) nº 29.881/2008, art. 1º, ciclovia é ” toda pista pavimentada destinada ao trânsito de bicicletas“. O artigo 6º regula o uso das ciclovias e lista e as infrações pelo uso inadequado delas.

Em seu inciso I, lemos que o estacionamento, tráfego e obstrução dos acessos à ciclovia por veículos motorizados constitui infração com multa de R$ 282,97 a R$ 565,94. Ficam excluídas as ambulâncias, viaturas policiais ou da Defesa Civil e similares e cadeira de rodas motorizadas.

Segundo o inciso II, a entrada e o tráfego de pedestres são proibidos, exceto nas faixas de travessia. Tal infração resulta em multa de R$ 282,97 a R$ 565,94. É permitido apenas corredores, sozinhos, do lado direito da pista, nunca em duplas.

De acordo com o inciso V, é proibido o tráfego e o estacionamento de veículos, inclusive de vendedores ambulantes ou qualquer outro de tração manual, como carrinhos de bebê e cadeiras de rodas empurradas por pedestres, sob pena de multa de R$ 282,97. Os carros de limpeza urbana e cadeiras de roda operadas pelo próprio deficiente são permitidos.

O parágrafo único do artigo 6º, declara que a competência para advertir e multar é da Guarda Municipal, sendo competente para a autuação a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Como nesta cidade ninguém respeita os guardas municipais, a algazarra está instituída.

O que diz o Código de Trânsito

  • Estacionar em ciclovias: multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira;
  • Trafegar em ciclovias: multa de R$ 547,62 e sete pontos na carteira;
  • Art. 181. Estacionar o veículo (…) sobre ciclovia ou ciclofaixa: infração grave; multa e remoção do veículo;
  • Art. 193. Transitar com o veículo em (…) ciclovias, ciclofaixas(…): Infração gravíssima e multa.

Pedestres e motoristas precisam se conscientizar da importância de se respeitar o espaço da bicicleta, principalmente nos dias atuais, em que se apregoa um modo de vida mais sustentável.

Precisamos fazer escolhas para ter um trânsito menos hostil e uma cidade menos poluída. E respeitar o espaço destinado às bicicletas deve ser o primeiro passo. Simplesmente porque cada ciclista na ciclovia corresponde a menos um carro com um único motorista nas ruas e avenidas.

Leia mais:
Escola de bicicletas
Legislação sobre ciclovias

imagem: daqui

No dia da terra conheça a epopéia da sacolinha plástica

Para comemorar o Dia da Terra, nada melhor que um curta ficcional muito instrutivo. Em 2009, a FutureStateTV lançou o curta A Plastic Bag, de Ramin Bahrani. Um documentário com imagens belas e narração luxuosa de Werner Herzog, que dá voz à epopéia do saco plástico em busca de seu criador através da América. Algo que o povo da Plastivida deveria assistir todo dia antes de começar a trabalhar – afinal, são só 20 minutinhos… Eu não vou dar spoiler em homenagem à Lu Monte, que odeia este tipo de coisa. Por favor, prestem atenção à última frase da sacola. Nossos eternos agradecimentos ao @AlertaMundo que traduziu e legendou o filme em duas partes, que publico aqui para vocês para pensarmos neste dia da terra.


Ano da Biodiversidade: Tubarões

Longimanus at Elphinstone Reef, Egypt
foto: Tom Wielenmann, em CC
Hoje, assisti Sharkwater, do biólogo e fotógrafo – ou vice-versa – Rob Stewart. Claro que sentei na frente da TV quase quietinha por conta da paixão da Xará Malla por estes animais maravilhosos. Queria aprender mais. Claro que não consegui ficar sentada quieta enquanto os pescadores costa-riquenhos iam caçando tubarões na Guatemala, tirando as barbatanas e jogando os corpos de volta ao mar para morrer aos poucos lá no fim. Isso enquanto a galera do Sea Shepherd lutava para que tudo parasse… (não é spoiler, podem assistir o filme que tem mais, muito mais história).
O resumo da ópera é simples: os tubarões estão sendo dizimados a passos largos. A única campanha de preservação de que tenho notícia é do Sea Sheperd e do Rob Stewart. O detalhe sórdido é que estes animais de 400 milhões de anos de idade são fundamentais para a saúde dos oceanos. A humanidade é tão burra e cega que simplesmente mata – pela barbatana e seus poderes mágicos – sem saber que, com isso, tira um elemento fundamental da cadeia marítima, o seu predador mais eficiente e necessário.
Sem tubarões a gente fica sem oxigênio – quem vai comer os peixes que detonam o fitoplâncton?
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Ecochic

O prefixo “eco” tornou-se uma das expressões de marketing de maior sucesso mundial. Estou aguardando o momento em que se tornará substantivo. Nenhum produto hoje é oferecido ao consumidor sem estar atrelado à ideia do respeito à natureza. São eletrodomésticos que consomem menos energia, carros que poluem pouco, produtos biológicos (“bio” é quase uma marca), bens produzidos com materiais reciclados, serviços que não agridem o meio ambiente…
Toda essa estratégia acaba por desenvolver, cada vez mais rápido, consumidores com uma consciência ecológica que vão aprendendo a reconhecer as armadilhas de empresas verdes de fachada, a racionar antes de usar e a questionar antes de comprar. A dizer adeus ao supérfluo. Lentamente, estão deixando de ser consumidores para voltarem a ser simplesmente pessoas. É a busca por um novo estilo de vida.
Suponho que o hábito do pic-nic ainda irá durar algumas gerações na Europa, mas tenho visto copos, talheres e pratos de plástico sendo substituídos pelos tradicionais artigos de vidro, aço e cerâmica. Apesar dos parques oferecerem cestas de lixo, muita gente prefere levar o lixo de volta e reciclá-lo em casa. São pequenas ações que, sozinhas, não mudarão o mundo, mas que contaminam o vizinho do pic-nic ao lado e irão aumentar a tal consciência ecológica coletiva. Essa, sim, capaz de mudar hábitos de consumo e obrigar à produção responsável de bens e serviços com um menor impacto ambiental.
Um guarda-roupa menos interessado na moda, mais prático e versátil, e ao mesmo tempo reduzido, começa a fazer tendência. A bicicleta ganha novos espaços assim como os lenços de tecido estão retomando bolsos que já foram seus. Viagens em lugares exóticos que metem em risco um ecossistema particular estão sendo substituídas por opções que não ponham em risco a preservação do pouco que resta. A razão começa a prevalecer sobre o consumo.
É a velha Europa dando sinais de que novos hábitos são necessários. Mesmo que seja apenas para manter o estilo de vida ocidental. Só que dessa vez com consumo responsável. Ninguém precisa de dois carros, duzentos pares de sapatos ou roupas novas a cada estação. Os escravos das novas tecnologias começam a intuir que é possível viver sem estar coligado a alguma rede social virtual, dezoito horas por dia.
Na primeira oportunidade, pegue a bicicleta; deixe o celular, mp3, note book ou qualquer outro penduricalho tequinológico em casa; em um cesto de vime, junte umas frutas da estação, um pedaço de queijo produzido localmente, uma garrafa de vinho, toalha e guardanapos de pano, copos de vidro e os pratos e talheres de todos os dias; ponha uma roupa velha e convide os amigos para um pic-nic. Se lembrar de levar um saco para trazer de volta todo o lixo produzido, você estará em sintonia com os europeus mais chiques do momento. E se descobrir que pode viver uma vida mais simples, com menos produtos mas nem por isso com menos prazer, não estranhe: provavelmente é uma fase de transição, na qual você começa a se tornar uma pessoa que consome apenas o necessário sem sentimento de culpa, deixando de ser o consumidor que as fábricas produziram. É um tipo de liberdade zen. É ecológico, é chique e você vai gostar.

A água é muito preciosa para ser desperdiçada

WWF

O querido amigo Valter Ferraz enviou-me esta dica de vídeo, muito interessante, e que me fez pensar um pouco mais sobre o exemplo que estamos deixando para nossas crianças.

Pensar e falar sobre preservar o meio ambiente é muito fácil. Na prática, a situação é mais complicada. As crianças aprendem muito melhor através de nossas ações que de nossas palavras.

Hoje foi dia de limpeza da caixa d’água aqui no condomínio. Doeu-me a alma ver aquela mangueira jogando água no ralo. Procurei encher o máximo de vasilhames: a máquina de lavar roupas, a banheira-piscina da Princesinha , jarras e panelas para diminuir o desperdício.

A água é demasiado preciosa para ser desperdiçada. As gerações futuras merecem nossa consideração. Talvez eu não viva o suficiente para sofrer os efeitos do consumo e desperdício desenfreado dos recursos naturais e vitais para o ser humano; mas a Princesinha certamente estará aqui.

A gente apenas repete
Tal e qual!
Tudo o que escuta e o que vê
Não leve a mal!
Pois gente grande eu queria ser um dia
Todo igualzinho a você!

Al Gore novamente: cabe a nós mudar

O vídeo é longo e exige atenção. Pessoalmente tenho pensado muito em como precisamos mudar o paradigma de nossas vidas de forma mais global e abrangente. A calça jeans mais cara serve tanto quanto a mais barata, não? Importa qual carro você tem – e aqui no Brasil a gente nem tem os híbridos, embora o álcool seja o combustível preferido, que não funciona nos SUVs importados…
As nossas pequenas ações são importantes. Como disse mr. Gore: somos a única geração humana que tem este desafio pela frente. Vamos afinar? Ou vamos encarar? A gente aqui no Faça já respondeu. Agora é a sua vez.

Doki faz a sua parte!

doky.jpg
Quem tem filhos pequenos, e condições de pagar para assistir televisão, sabe bem que o canal Discovery Kids é o que existe de melhor em termos de educação.
Diferentemente dos demais canais infanto-juvenis da TV paga, nos quais a programação privilegia a formação da imbecilidade e o desenvolvimento da violência (pode-se incluir os programas da TV aberta para essa faixa), o Discovery Kids sempre pautou seus desenhos, programas e vinhetas (ao menos desde que assisto) por um desenvolvimento sadio das crianças.
Não é de muito tempo, no entanto, que o Discovery Kids aborda as questões do meio ambiente. Este ano, porém, resolveu assumir, como parte da educação de seus programas, a educação ambiental. O tema predominante, em quase todas as vinhetas, é a conservação do meio ambiente. O logo do canal foi mudado e passou a ser a letra “K” na cor verde.
As crianças que assistem ao canal crescerão pensando que é natural a conservação do meio ambiente. É disso que precisamos, de gente que, quando tome consciência da vida e do mundo, já tenha em si a natureza. Certamente serão adultos diferentes.
Pena que os demais canais ainda privilegiem os desenhos de violência e da falta de tudo o quanto é bom no desenvolvimento das pessoas. Pena que o Discovery Kids é pago, pois poucas são as crianças que têm acesso a esse tipo de educação.
E o que é pior: apenas as TVs educativas (que eu tenha visto) passam os desenhos da Discovery Kids. De nada adianta certas senhoras, em seus programas infanto-juvenis, falarem sobre o meio ambiente se, em seguida, passam desenhos que só desenvolvem a deseducação, a violência e a falta de respeito contra tudo e contra todos.
Quem sabe não fazemos uma campanha para que o Discovery Kids se torne aberto e, assim, proporcione a todas as crianças uma educação ambiental que possa, no futuro, realmente transformar a visão de mundo destruidora em uma visão de mundo integradora e conservadora?
A imagem acima foi copiada do site Discovery Kids Brasil.