Por uma infância mais sustentável

Cidadãos unidos por uma infância sustentável

O que publicidade infantil tem a ver com sustentabilidade? Provavelmente um leitor deste blog já tem a resposta na ponta da língua: tudo!

“A publicidade infantil é danosa às crianças quando as pressiona a desejar cada vez mais bens de consumo, associando-os a um discurso enganoso de alegria, felicidade e status social. Além de trazer sofrimento às crianças que não podem obter esses bens devido à falta de recursos financeiros, essa pressão não pode ser devidamente elaborada pelos pequenos, cujo senso crítico ainda está em desenvolvimento.”

Os atuais níveis de consumo de grande parte dos habitantes desse nosso mundão estão muito além daquilo que o planeta pode suportar. Por isso, sempre defendemos aqui no Faça a sua parte uma reflexão sobre o que, por que e como consumimos. O famoso primeiro “erre”: repensar. Do jeito que as coisas estão, sabemos que não podem ficar.

“[…]estamos diante de um novo fato: pela primeira vez na história humana, se questiona a forma como estamos consumindo o planeta Terra. As crianças de hoje serão responsáveis pelo planeta de amanhã. Mas, ao invés de serem educados para se tornarem cidadãos conscientes, eles estão sendo formados consumidores desde a mais tenra idade.”

Sim, é aí que começa a construção desses hábitos de consumo que, muitas vezes, levamos conosco pela vida inteira: na infância. E é aí que entram os efeitos negativos da publicidade infantil da maneira como é feita hoje no Brasil (em em muitas partes do mundo também). As empresas e publicitários precisam repensar a maneira como se comunicam com nossas crianças. E o Estado precisa nos ajudar nessa tarefa, fornecendo, no mínimo dos mínimos, diretrizes norteadoras para proteger a infância do atual bombardeio publicitário.

“[…]defendemos que, para cumprir nossa responsabilidade de educar nossos filhos para a cidadania e a sustentabilidade, precisamos do apoio efetivo do Estado e da responsabilização efetiva das empresas privadas, dos veículos de comunicação e das agências de publicidade.”

Para um futuro sustentável, precisamos assegurar que os valores da infância que realmente importam sejam defendidos. E, hoje, a publicidade infantil não está fazendo seu papel adequadamente.

“O excesso de propagandas e o conteúdo manipulatório delas dificulta uma educação cidadã e sustentável, a qual todos desejamos.”

Por esse motivo, convido vocês a conhecerem o movimento Infância Livre de Consumismo (no blog, no Twitter e no Facebook), que hoje está promovendo a blogagem coletiva #desocupaCONAR para mostrar que não estamos satisfeitos com a atual autorregulamentação a que o setor é submetido, já que esta tem se mostrado ineficiente em punir e evitar abusos na publicidade infantil.

Essa blogagem está ocorrendo hoje porque amanhã, dia 3 de julho de 2012, será um dia marcante para o movimento, que estará em Brasília participando de uma audiência pública referente ao Projeto de Lei 5921/01, que pretende determinar um novo regramento para a publicidade infantil no Brasil. Pela primeira vez, os pais e mães serão representados num evento dessa grandeza!

Então vamos juntos, pois um mundo melhor é para todos.

(Nota: os trechos entre aspas e em itálico foram retirados da descrição do movimento Infância Livre de Consumismo.)

Rio+20 já começou


Ok, ok, eu não consegui ir pro Rio – aliás, tá cheio… Mas um santo ser humano, o @cavalcanteph, da TV1, está me enviando os releases com os principais acontecimentos e destaques por lá.

A ONU tomou posse do Riocentro, local onde acontecem as discussões oficiais – sim, aquelas que tendem a dar em nada. Os 1400 voluntários reúnem a diversidade humana necessária: de universitários a membros de comunidades carentes, sem esquecer os portadores de necessidades especiais. Afinal, tudo pelo politicamente correto, a gente vê na Rio+20.

Importante mesmo – e o que me faz sentar para escrever este post, é o seguinte: a gente pode dar palpite nos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável – que acontecem antes da agenda principal. A coisa funciona assim: são 10 temas, que serão debatidos por representantes das ONGs, comunidades acadêmicas e científicas, imprensa e setor privado – sobre sustentabilidade, duh.

Aí que a gente pode votar (até amanhã, dia 15 de junho) nas propostas que estão no site http://vote.riodialogues.org – é por lá que estão os parâmetros das conversas que acontecerão de 16 a 19 de junho (pros perdidos como eu: entre sábado e terça-feira).

Ah, tem uma coisa boa: estes Diálogos serão transmitidos ao vivo pelo site das Nações Unidas: http://www.uncsd2012.org. Por lá também tem montanhas de informação sobre o tema, além da cobertura tanto do evento principal quanto dos paralelos…

Pra quem quiser uma fonte direta de informação, a galera do ISA (Instituto SocioAmbiental) está invadindo o pedaço. Acompanhe no http://rio20.socioambiental.org.

E quem usa twitter pode criar uma busca com a hashtag #Riomais20 pra acompanhar as principais notícias. O perfil oficial @ONU_RioMais20 também anda mandando notícias interessantes. Tá rendendo, viram? Informação aos borbotões, na internet tem – e o melhor: quem edita é a gente! (detalhe sórdido: no instante em que escrevo isso tem novela, futebol e CPI nos Trending, mas conferência, nem pensar…).

Fontes brazucas de informação? O site oficial é o http://www.rio20.gov.br. E olha, tem coisa legal e interessante acontecendo. Duro é pinçar o que interessa.

Só espero que dia 22 de junho a gente pense mais nas relações entre justiça social, crescimento econômico e proteção ambiental. De forma permanente – e não só por conta de uma reunião de chefes de estado (que, sim, também é importante).

Sobre turismo responsável

Turismo responsavel

Começa amanhã, segunda-feira, dia 18 de junho de 2012, o VI Congresso Internacional sobre Turismo Responsável. O evento já foi sediado em anos anteriores em Omã, em Belize, na Índia, no Canadá e na Cidade do Cabo, e este ano, nossa querida São Paulo é a sede – mais precisamente a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. Serão 3 dias de discussões sobre os rumos do turismo em termos de cidadania e responsabilidade social, econômica, política e ambiental. Soa bacana.

Mas eu encasqueto com o termo, “turismo responsável”. Porque afinal todo turismo deveria ser encarado primordialmente com responsabilidade, por governos, turistas, oferecedores de serviço, etc. – e incluo blogueiros nesse balaio, quando indicam um passeio ou afim. Então acho meio estranho ter que adjetivar o turismo assim, “responsável”. Mas é claro, entendo o cerne do problema: o que a gente vê por aí de exemplos de turismo “irresponsável” com a população e o ambiente local não está no gibi. Infelizmente, o adjetivo se faz necessário.

A idéia do “turismo responsável” é focar na busca por uma melhor experiência e qualidade de vida tanto pro turista quando para o morador local, primordialmente encarando o turismo como uma indústria mais eficiente nesta busca e na diminuição da desigualdade sócio-econômica dos diferentes destinos. Em resumo, é a busca do turismo “sustentável” (outra palavra complicada…). E na prática, é o turismo em que todos ganham: destino, turistas, comunidade local, ambiente.

Mas turismo responsável (e sustentável) envolve na prática outros aspectos menos cheios de palavreado. Nós, humanos, impactamos o ambiente, esse é um fato praticamente indisputável. E não há situação de turismo em que não se impacte de alguma forma – não vivemos no vácuo, nossas ações sempre gerarão reações e consequências. Então, a meu ver, a questão que se coloca aqui é: como envolvidos no turismo, o que fazemos para diminuir esse impacto? Três tipos de ações surgem:

1) Ações individuais: praticadas pelo indivíduo, turista, prestador de serviço ou membros da comunidade local. Exemplo: “serviços” que hotelaria, restaurantes e afins oferecem a seus clientes com o selo “ecológico” (ou qualquer coisa nesse sentido). Tipo, só trocar as toalhas do apartamento uma vez durante a estadia da pessoa, ou gastar menos tempo tomando banho, para economizar água.

2) Ações coletivas: envolvem a comunidade local, o conjunto dos prestadores de serviço e/ou turistas. Exemplo: decidir empregar (ou se esforçar para empregar) em posições de destaque no gerenciamento de atividades turísticas pessoas locais e/ou que entendam o benefício prático real daquela atividade econômica para a comunidade local. (E empregar sem condescendência, que é uma das grandes pragas das políticas de “inclusão comunitária” no setor de turismo.)

3) Ações políticas: envolvem todo o grupo dos envolvidos em turismo, exercendo sua cidadania e voz sobre as autoridades oficiais competentes, na busca de um resultado positivo para o destino em questão. Exemplo: comunidade e prestadores de serviço se organizam para pedir a declaração de uma área como parque municipal/estadual/nacional.

Entretanto, não dá pra pensar em turismo responsável com ações de apenas um formato. Há de se buscar uma harmonia entre os 3 tipos de ações. Afinal, de pouco adianta um hotel oferecer opções “ecosustentáveis” aos seus clientes, se foi construído sem consideração ao manguezal ao redor. Não podemos tampouco encarar a questão só no âmbito político – embora o comprometimento político com o sócio-econômico num nível macro seja fundamental e muito mais próximo da comunidade local, é necessário que as pessoas, principalmente os turistas, entendam que escolhas individuais no curto período em que visitam um destino também impactam o turismo como um todo e contribuem para seu sucesso, fazendo parte da equação geral por um turismo mais responsável.

O julgamento individual é determinante. Algo que considero um ato grave contra o ambiente pode ser muito menos impactante pro outro. É por isso que há leis regulamentando pelo menos o geralzão da coisa. Mas é claro que no final das contas, a escolha em muitas situações será do consumidor/prestador de serviço/comunidade local. Como a inexistência de impacto é uma utopia, busquemos o equilíbrio, tendo como objetivo o menor impacto social e ambiental possível.

Portanto, da próxima vez que for viajar, faça seu dever de casa antes: busque opções turísticas que levem em consideração a diminuição do impacto danoso nos mais diversos níveis. Pergunte, entenda como o turismo local funciona. E, uma vez no destino, preste atenção às nuances: os restaurantes usam produtos hortifruti locais? A comunidade local participa da atividade econômica turística ou não? O patrimônio histórico é preservado, assim como a cultura local, há leis para tal? Como é o trato ao meio ambiente? Seja, acima de tudo, um turista responsável.

Mulheres, desenvolvimento sustentável e a inversão da discriminação de gênero

Recente documento, apresentado pelo governo brasileiro como contribuição ao “processo preparatório da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, mais conhecida como RIO+20, (íntegra aqui), merece diversas considerações. A uma, por se constituir nas “visões e propostas iniciais” do Brasil frente aos demais países que comparecerão à conferência; a duas, por conter todo um “embasamento” ideológico norteador.

O documento é, como proposta ideal, muito bom. Assume, pelos temas que enumera no capítulo I, que desenvolvimento sustentável é algo que passa além do mero conservacionismo da natureza. Na realidade, em uma leitura atenta percebe-se a assunção de responsabilidade por parte do governo. Temas como erradicação da pobreza extrema, segurança alimentar enutricional, equidade, acesso à saúde, trabalho decente, emprego e responsabilidade social das empresas, educação, cultura, promoção da igualdade racial, e tantos outros, nada mais são que ações a serem realizadas pelo governo (em todos os seus níveis).

Dessarte, sobreleva um tema, o de número 8, “Gênero e empoderamento das mulheres”. Reproduzo:

Relatório da ONU demonstra que a persistência das desigualdades entre gêneros é o maior entrave ao desenvolvimento humano nos países. Essa desigualdade, segundo a ONU, chega a provocar perdas de até 85% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e apresenta diferenças entre o meio rural e urbano.

As mulheres desempenham, entretanto, papel central para o êxito das políticas de desenvolvimento sustentável, especialmente na promoção de padrões de produção e consumo sustentáveis. Responsáveis pela maior parte das decisões de compra e investimento das famílias, as mulheres devem ser o foco prioritário de políticas de educação e conscientização para o desenvolvimento sustentável. (grifo meu)

A perspectiva de gênero e as medidas para a promoção da participação da mulher em posições de poder devem ser consideradas de forma transversal no desenvolvimento sustentável, perpassando o conjunto das políticas públicas nacionais e iniciativas internacionais.  A importância do recorte do gênero para o desenvolvimento sustentável deve ser reconhecida tanto nos espaços urbanos quanto nos rurais, bem como na administração pública e nas atividades produtivas.

À primeira vista, o tema parece conflitar com o tema da equidade ( 3), onde se lê: “a ideia da equidade é transversal a vários dos desafios novos e emergente, como gênero, raça e etnia, consumo…”. À segunda vista, o tema chega a conclusões baseadas tão somente nas premissas escolhidas e que poderiam, sem dúvida, conduzir ao resultado desejado. Não me parece muito científico isso. Asim como fez questão de citar a fonte, quando referenciou a ONU, o texto não faz referência de onde tirou a informação de que as mulheres são as responsáveis “pela maior parte das decisões de compra e investimento das famílias”.

Parte-se da ideia de discriminação do gênero mulher, para estabelecer uma nova discriminação (a inversão da discriminação do gênero): a do gênero homem. Os homens não devem ser “o foco prioritário de políticas de educação e conscientização para o desenvolvimento sustentável”.

Melhor teria sido, a meu ver, se o foco prioritário fosse “as crianças”. A RIO+20 (e tantas e tantas conferências mundiais sobre essa tema e congêneres) é uma conferência sobre o futuro e não sobre o passado. É uma conferência para garantir um futuro digno muito mais para quem será adulto daqui a 40, 50, 100 anos, do que para nós, boas parte, senão já, próxima do terço final de vida. E como conferência para o futuro, deveria priorizar que será do futuro. Como se diz, é de pequeno que se torce o pepino…

Embora louvável do ponte de vista ideal, o documento está eivado de uma ideologia, como disse no início. Além da questão do gênero e de outras, razão de outros posts, a começar pela escolha do tema primeiro: “Erradicação da pobreza extrema”. Nada mais, nada menos, que o slogan do atual governo.

2011: Ano Internacional das Florestas

A ONU declarou 2011 como Ano Internacional das Florestas.

Para um país que votará seu novo e polêmico Código Florestal, além de muitos outros projetos na área ambiental, o ano de 2011 será muito importante.

Um documento da UNESCO define as ações relevantes:

O Ano Internacional das Florestas – 2011 oferece uma oportunidade única de fomentar a consciência pública para os problemas que afetam grande parte das florestas do mundo e as pessoas que delas dependem. Já existem boas informações sobre experiências positivas e valiosas para promover uma gestão florestal sustentável. A celebração do Ano Internacional é um meio para se unir esforços, encoranjando, desta forma, a participação de todos os povos para o Setor Florestal. Para facilitar a realização dos objetivos deste Ano Intenacional, o secretariado do “Fórum das Nações Unidas sobre as Florestas” propõe as seguintes atividades difusoras:

a) Logotipo do Ano Internacional das Florestas – 2011:
O logotipo oficial do Ano Internacional das Florestas foi idealizado por designers gráficos e desenvolvido em colaboração com o Departamento de Informação Pública da Secretaria Geral. Recebeu aprovação do Conselho de Publicações das Nações Unidas em 09 de julho deste ano em curso, tendo sido apresentado publicamente em todos os idiomas oficiais da Organização, a 19 de julho de 2010.
– O logotipo do Ano Internacional das Florestas – 2011 tem como tema “Florestas para o povo”, exaltando o papel fundamental das pessoas na gestão, conservação e exploração sustentável das florestas do mundo. Os elementos iconográficos do desenho representam alguns dos numerosos valores das florestas e neste contexto, fazem um apelo para urgentes mudanças que se fazem indispensáveis.
Florestas fornecem abrigo para as pessoas e um habitat para diversidade biológica, são uma fonte de alimentos, medicamentos e água potável e desempenham um papel vital na estabilização do clima e do meio ambiente mundial. A união de todos esses elementos reforçam a idéia de que as florestas são vitais para a sobrevivência e o bem estar das sete milhões de pessoas que povoam nosso planeta.

b) O site do Ano Internacional das Florestas – 2011:

“A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” está construindo um site para fornecer uma plataforma on-line a todas as informações relativas ao Ano. Este site contará com ferramentas interativas audiovisuais, linha para promover o envio de opiniões e diálogo, além de vir a oferecer um calendário de iniciativas nacionais, regionais e internacionais relacionadas com o Ano Internacional das Florestas. Recursos eletrônicos, materiais diversos de promoção do Ano, assim como fotografias, vídeos, áudio e PowerPoint estarão disponibilizaidos. A elaboração do site inclui a criação de um portal dedicado a matérias e notícias relacionadas às florestas de todos os quadrantes do globo terrestre.

c) Porta-vozes ou mensageiros das florestas:

O secretariado do “Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” está selecionando pessoas que ocupem lugares de liderança nas comunidades para atrair a atenção da mídia, dando maior visibilidade à causa das florestas, sensibilizando para aumentar o apoio da população a essa causa.

d) Coleção de selos sobre o Ano Internacional das Florestas – 2011:

A Administração Postal das Nações Unidas está desenvolvendo uma coleção de selos comemorativos para colaborar com a “Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre as Florestas”. Esta coleção será apresentada na inauguração oficial do Ano Internacional das Florestas, nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2011, em Nova Iorque. Toda a belíssima coleção de selos está sendo confeccionada nas oficinas da ONU de Genebra e Viena.

e) Concursos Artísticos, Cinematográficos e de Fotografia:

“A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” prevê a organização de eventos on-line para homenagear aqueles que expressem através das artes plásticas, fotografias, filmes e curtas-metragens a idéia de que as florestas são para o povo,. A Secretaria colabora atualmente com museus, cineastas especializados em meio-ambiente, representantes dos meios de difusão e organizações que se preocupam com as florestas, para organizar um grandioso concurso mundial, do qual participem obras, filmes e fotografias que ilustrem o tema do Ano Internacional das Florestas – 2011: “Florestas para o povo. ”

f) Anúncios de interesse público e curta-metragens promocionais:

“A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” está planejando produzir um curta-metragem de 3 a 5 minutos e alguns anúncios de interesse público que serão distribuídos em todo o mundo em diversos idiomas, a serem transmitidos pela televisão e outras mídias, incluindo espetáculos teatrais gratuitos em que se possa transmitir idéias e fomentar ações em prol das florestas.

i) A diversidade biológica das florestas:

“A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” mantém uma estreita colaboração com a “Secretaria da Convenção sobre a Diversidade Biológica” para estudar os âmbitos em que possa haver sinergia entre o Ano Internacional da Biodiversidade, 2010 e Ano Internacional das Florestas – 2011. Entre as atividades se incluiu a organização de um “ato de ligação dos Anos” que fará parte da cerimônia de encerramento do Ano Internacional da Biodiversidade, que será realizada em dezembro de 2010, em Kanazawa, Ishikawa (Japão), e o desenvolvimento de informações sobre a diversidade biológica das florestas que destaca a profunda relação entre florestas e biodiversidade. Estudam-se outras ações de comunicação para aproveitar os resultados do Ano Internacional da Biodiversidade, de 2010 e sua dinâmica no Ano Internacional Floresta – 2011.

j) Zonas Úmidas e Florestas:

A Convenção de Ramsar escolheu o lema “Os pântanos e florestas” Dia Mundial das Zonas Úmidas para 2011 em homenagem ao Ano Internacional das Florestas. “A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” colabora atualmente com a “Secretaria da Convenção Ramsar” para a produção de um documento sobre as zonas úmidas e florestas para o Dia Mundial das Zonas Úmidas 2011.

O site oficial é: International Year of Forests 2011

RIO+20

Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012
A Assembléia-Geral das Nações Unidas aprovou hoje, 24 de dezembro de 2009, resolução pela qual decidiu realizar em 2012, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
O encontro, cuja realização foi proposta em setembro de 2007, pelo Presidente Lula, visa a renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). A Rio+20 insere-se, assim, na longa tradição de reuniões anteriores da ONU sobre o tema, entre as quais as Conferências de 1972 em Estocolmo, Suécia, e de 2002, em Joanesburgo.
A Rio+20 avaliará a implementação dos compromissos assumidos pela comunidade internacional em relação ao assunto. Debaterá, outrossim, a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza e se debruçará sobre a questão da estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores

A fronteira da preservação

Exposição floresça o futuro é dela

A BG Brasil e a Conservação Internacional (CI) apresentam uma seleção de imagens produzidas em expedições por lugares remotos do planeta com o objetivo de conscientizar as pessoas a mudarem seu comportamento em favor da preservação e da proteção do mundo natural.

lindo Princesinha

Levei minha Princesinha à exposição, quando tirava fotos com ela, pensei: será que quando ela for adulta ainda existirão este macaquinhos lindos e esta natureza exuberante das fotos da exposição? Tomara que sim, não é adultos?

tartaruga que comeu sacola plástica replantando árvores que derrubou

Vale a pena conhecer um pouco das belezas naturais e riquezas de nosso planeta, que, se não forem preservadas, correm o risco de não existirem mais, como a tartaruga da foto, morta após ingerir uma sacola plástica, confundida com uma ameba, sua principal fonte de alimentação.

Este senhor participa de um programa, no México, e é pago por ONGS para plantar árvores que um dia ajudou a derrubar, a serviço das madeireiras. Hoje, trabalha na linha de frente do combate às mudanças climáticas.

ameaçada de extinção jacaré

As fotos da exposição, belíssimas, são dos fotógrafos Luciano Candisani, Sterling Zumbrum, Adriano Gambarini, Charles Young e outros mais. Estas fotos que eu tirei estão uma lástima, mas é só para documentar nossa ida até lá. A exposição está aberta no Jardim Botânico do Rio de Janeiro até o dia 9 de novembro. A entrada é gratuita.

Seminário Internacional discute os desafios da habitação de interesse social no Brasil

Eventos importantes para a questão ambiental devem ser divulgados:
O Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP) e a Federação Nacional dos Arquitetos (FNA) promovem em São Paulo, dias 11 e 12 de novembro, o “Seminário Internacional: Sustentabilidade e Produção em Escala de Habitação de Interesse Social: Projetando o Futuro”. O evento acontecerá no auditório do MAC, no Parque do Ibirapuera, durante a 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Idealizado em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IAB-SP) e o Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da Universidade de São Paulo (LABHAB da USP), o objetivo do seminário é discutir o desafio da produção em escala de habitação social com sustentabilidade, além de situar a contribuição dos arquitetos e urbanistas pela qualidade do desenvolvimento territorial urbano e da produção habitacional.
Com um déficit estimado em 8 milhões de moradias, planejar habitação de interesse social no Brasil se constitui em um dos principais desafios para os profissionais de arquitetura e urbanismo.
Com a aprovação do Estatuto da Cidade (2001), a criação do Ministério das Cidades (2003), do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (2006) e do programa Minha Casa, Minha Vida (2008), a questão avançou, a partir de mecanismos para viabilizar novas construções.
A discussão, além da produção em grande escala, passa também pela qualidade do projeto. “É fundamental conceber projetos de arquitetura e de urbanismo de habitação de interesse social, bem como construções com criatividade, qualidade e sustentabilidade ambiental”, afirma Daniel Amor, presidente do SASP.
O seminário foi dividido em cinco painéis: Sustentabilidade do Desenvolvimento Territorial; Sustentabilidade do Projeto Arquitetônico e Urbanístico na Produção em Escala de HIS – Habitação de Interesse Social; Tecnologia, Materiais e Sistemas Construtivos na Produção de HIS e Sustentabilidade; Sustentabilidade no Desenvolvimento e Gestão Social e Plano Nacional de Habitação de Interesse Social e a Lei Federal 11977 – Minha Casa,Minha Vida.
Para discutir estas questões, o seminário contará com a participação de arquitetos nacionais e da América Latina que contribuirão com o debate a partir de suas experiências e práticas bem sucedidas em habitação social.
Entre os brasileiros estão a arquiteta e urbanista Ermínia Maricato, professora da FAU-USP e ex-ministra-adjunta do Ministério das Cidades; a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, professora da FAU-USP e relatora da ONU para o direito à moradia; o arquiteto e urbanista Demetre Anastassakis, especialista em planejamento urbano e que representa as Américas no Grupo de Trabalho do Habitat da UIA – União Internacional de Arquitetos e o arquiteto e urbanista Maxim Bucaretchi, professor da PUC de Campinas e especialista em sistemas construtivos que visam a sustentabilidade do ambiente e da construção, entre outros.
Os convidados estrangeiros são: o arquiteto Juan Carlos Garcia Bocanegra, da Colômbia, especialista em desenvolvimento urbano participou dos projetos de renovação urbana de cidades colombianas, como Medellin; a arquiteta uruguaia Teresa Buroni do Centro Cooperativista Uruguaio, onde assessora cooperativas de moradias; e o arquiteto argentino Ruben Pesci do Fórum Latino-Americano de Ciências Ambientais.
O Seminário é destinado a arquitetos, engenheiros, profissionais da área tecnológica que trabalham para o poder público ou na iniciativa privada, bem como representantes de movimentos populares por moradia.
O evento conta o apoio da Caixa Econômica Federal e do Confea – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.saspensa.com.br.
Seminário Internacional: Sustentabilidade e Produção em Escala de Habitação de Interesse Social: Projetando para o Futuro
Data: Dias 11 e 12 de novembro
Local: Auditório do MAC, Parque do Ibirapuera, São Paulo
Programação:
Dia 11/11
8h às 9h – Credenciamento
9h às 9h45 – Abertura
9h45 às 10h30 – Do Quitandinha à Lei da Assistência Técnica – Avaliação da Luta das entidades de Arquitetos e Urbanistas em prol do Desenvolvimento Territorial e da Habitação Sustentável
Palestrante: Arquiteto e urbanista Ângelo Arruda, presidente da FNA.
1º Painel
10h30 às 12h30 – Sustentabilidade do Desenvolvimento Territorial
Coordenação: Arquiteta e urbanista Rosana Ferrari, presidente do IAB-SP
Relator: Arquiteto e urbanista Afonso Celso Bueno Monteiro (Brasil – SP) SASP
Palestrantes:
Arquiteta e urbanista Ermínia Maricato (Brasil – SP)
Arquiteto Juan Carlos Garcia Bocanegra (Colômbia)
2º Painel
14h30 às 17h – Sustentabilidade do Projeto Arquitetônico e Urbanístico na Produção em Escala de HIS – Habitação de Interesse Social
Coordenação: Arquiteto Daniel Amor, presidente do SASP
Relator: Arquiteto Silvio Antonio Dias
Palestrantes:
Arquiteto e urbanista Luiz Fernando de Almeida Freitas (Brasil -RJ)
Arquiteto e urbanista Demetre Anastassakis – (Brasil – RJ)
Arquiteto e urbanista André D. S. de Moura (Brasil)
Engenheiro João Abukater – Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo – CDHU (Brasil-SP)
3º Painel
17h15 às 19h45 – Tecnologia, Materiais e Sistemas Construtivos na produção de HIS e Sustentabilidade
Coordenação: Engenheiro Francisco Kurimori – CREA-SP (Brasil-SP)
Relator: Arquiteto e urbanista Eduardo Caldeira Brant (Brasil)
Palestrantes:
Arquiteto e urbanista Maxim Bucaretchi (Brasil – SP)
Arquiteta e urbanista Maria Henriqueta Arante Ferreira Alves (Brasil – MG)
Engenheiro Luiz Henrique Ceotto (Brasil – SP)
DIA 12/11
4º Painel
9h às 11h30 – Sustentabilidade no Desenvolvimento e Gestão Social
Coordenação: LABHAB
Relator: Arquiteto e urbanista Clênio Plauto da S. Farias ( Brasil – Acre)
Palestrantes:
Arquiteta e urbanista Raquel Rolnik (Brasil-SP)
Arquiteta Teresa Buroni (Uruguai)
Arquiteta e urbanista Maria Lúcia Refinetti Martins (Brasil – SP)
Arquiteto Ruben Pesci (Argentina)
5º Painel
11h30 às 13h30 – Plano Nacional de Habitação de
Interesse Social e a Lei Federal 11977 – Minha Casa,
Minha Vida
Coordenação: Engenheiro Carlos Eduardo Xavier Marun – Fórum dos Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (Brasil)
Relator: Arquiteto e urbanista Éder Roberto da Silva (Brasil – SP)
Palestrantes:
Arquiteto e urbanista Nabil Bonduki (Brasil – SP)
Ministério das Cidades – Inês Magalhães – Secretária de Habitação (Brasil)
Representante dos Movimentos de Moradia (Brasil)
Deputado Federal arquiteto e urbanista Fernando Chucre (Brasil)

Texto:Isabel Cristina Munhoz Silvares

Senso de comunidade e liderança nos novos tempos

Semana que vem tem discussão importante promovida pelo Comitê Paulista Pela Década da Cultura da Paz e pela Palas Athena, aqui em São Paulo. Oscar Motomura, fundador e diretor do Grupo Amana-Key e membro do Conselho Internacional da Iniciativa Carta da Terra, falará sobre Senso de Comunidade e Liderança para os novos Tempos.
Trechinho do convite:
Qual a causa-raiz dos problemas que o mundo vive hoje? Seriam as falhas de design do grande sistema político-econômico-social que prevalece na sociedade global? Ou seriam falhas de operação ou nos padrões éticos de quem atua no sistema? Até que ponto o fator crítico não estaria no conflito entre competição e cooperação no mundo empresarial? Que tipo de liderança precisa emergir nas empresas, nas organizações governamentais e na sociedade civil para que as causas-raiz sejam efetivamente trabalhadas e a sociedade passe a evoluir no ritmo e na proporção necessárias? Até que ponto é preciso resgatar o espírito de comunidade em todos os setores da sociedade e, principalmente, no mundo dos negócios?
Serviço:
12 de maio de 2009• terça-feira • 19 horas
Auditório do MASP • Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista, 1578 – São Paulo – SP (Estação Trianon-Masp do Metrô)
Informações: Palas Athena (11) 3266-6188
Nos últimos tempos o tema cooperação/competição têm pipocado na rede. Eu encontrei post sobre isso no Escrita Torta e também no blog do Luís Algarra… Todos citam Darwin, mas será que entenderam?
A frase, para quem não conhece:
“Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor se adapta às mudanças” – Charles Darwin

Visita ao Arctic Sunrise

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Estive, neste sábado, com algumas amigas, à bordo do navio Arctic Sunrise, no Pier Mauá, centro do Rio de Janeiro. Ficamos algumas horas esperando na fila para entrar no barco, mas foi uma tarde agradável. Ouvimos algumas informações sobre o Greenpeace e sua missão; assistimos uns vídeos com ações da ONG no Brasil e no mundo e, finalmente, entramos no navio e conhecemos algumas das dependências. Soubemos como a tripulação trabalha para diminuir o impacto ambiental do navio, em relação aos resíduos que produz, como óleo, lixo orgânico e reciclável e dejetos humanos.

O Arctic é um barco quebra-gelo, acostumado às águas geladas do planeta, e veio ao Brasil para uma campanha de conscientização da população sobre o aquecimento global e trazer propostas a serem levadas ao presidente Lula, que representará o Brasil na reunião da ONU em Copenhagem, sobre o clima.

Algumas propostas são: diminuir o desmatamento da Amazônia até 2015; garantir que pelo menos 25% da eletricidade sejam gerados a partir de fontes renováveis de energia como vento, sol, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas até 2020; apoiar a transferência de tecnologia entre os países; transformar pelo menos 30% do território costeiro-marinho do Brasil em áreas protegidas até 2020.

Os navios do Greenpeace são utilizados como ferramentas de denúncia de crimes ambientais graves, que afetam o meio ambiente. O Arctic Sunrise está no Brasil como parte do esforço global da organização para salvar o clima., com a expedição “Salvar o Planeta: É agora ou agora“. Você pode participar assinando a petição on line, que será encaminhada ao presidente Lula.

O navio estará aberto à visitação pública neste domingo, de 9 às 17 horas, no Pier Mauá. A próxima parada será no Porto de Santos, nos dias 28 e 29 deste mês.