Porto Alegre: de volta ao passado!

Árvore POA 02

O PASSADO DE EXEMPLO

O dia: 25 de fevereiro de 1975.

A hora: 11 horas da manhã.

O fato: Servidores da SMOV (Secretaria Municipal de Obras e Viação) chegam em frente à Faculdade de Direito (na Av. João Pessoa) para terminar de cortar as árvores que estavam “atrapalhando” a construção do viaduto Dona Leopoldina (um dos acessos). Por razões desconhecidas, deixaram uma última árvore para depois do almoço.

Nesse meio tempo, um estudante da Faculdade de Engenharia Eletrotécnica, Carlos Alberto Daryel subiu na árvore e fez história. Dois outros estudantes, Teresa Jardim e Marcos Saracol logo fizeram companhia para Carlos, evitando, assim, que a árvore fosse derrubada.

Naquela época, em plena ditadura civil-militar, o estrago estava feito. Batalhão de choque da Brigada Militar, transeuntes e estudantes transformaram a Av. João Pessoa numa praça de guerra.

Por interferência do Diretor da Faculdade de Engenharia, que negociou com as autoridades municipais, foi garantido aos estudantes que a árvore não seria cortada e que, portanto, eles poderiam descer. E assim fizeram e assim as autoridades honraram seu compromisso.

Sim, é a árvore da imagem acima. Está lá até hoje. E Carlos, em 1998, foi agraciado com o título de “Cidadão de Porto Alegre”.

Além do fato em si, o importante foi a mudança que ele causou em todos: tanto autoridades quanto os porto-alegrenses “acordaram” para a conservação do meio ambiente. Tanto que Porto Alegre se transformou na cidade brasileira de maior densidade de árvores por habitante do Brasil.

Porto Alegre, graças a essa consciência de conservação ambiental tem a que é considerada, em muitos lugares, como sendo a rua mais bonita do mundo.

goncalo-de-carvalho

Porto Alegre também foi a cidade que recebeu o 1º Fórum Social Mundial, onde “um novo mundo é possível”.

 

O PASSADO RECENTE E O PRESENTE QUE NOS ENVERGONHAM

O dia: 29 de maio de 2013.

A hora: de madrugada, às 4:00 da manhã.

O fato: Brigada Militar acorda acampados com algemas e, logo após, a prefeitura começa, ainda no escuro, a derrubar as árvores.

O motivo: a derrubada de árvores para o alargamento de uma via, obra tida como necessária para a mobilidade da Copa do Mundo de 2014.

Apenas trinta e oito anos nos separaram da barbárie. O local onde as árvores se encontravam está previsto, no Plano Diretor (isto é, em lei) para ser um parque. O Ministério Público tentou de todas as formas impedir a derrubada. Chegou a conseguir uma liminar, logo cassada pelo Poder Judiciário gaúcho. Diversas ONGs e inclusive o IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil – Seccional RS) apresentaram alternativas. Nada foi ouvido, lido e considerado pelas atuais autoridades.

Na rua Anita Garibaldi, para a construção de uma passagem de nível sob uma grande avenida (também obra da Copa) foram removidas 60 árvores.

 

O PRESENTE AINDA NOS ENVERGONHA GARANTINDO QUE O FUTURO SERÁ PIOR

Não bastasse isso, outra obra prevista pela Copa, vai derrubar 1.500 (mil e quinhentas) árvores na Av. Tronco.

Para nos deixar mais abismados ainda, Luiz Pinheiro, nessepost no Facebook, mostra uma alarmante destruição dos jacarandás que adornavam a Av. Osvaldo Aranha. Algo sem explicação até agora!

Para terminar, diversas árvores do Parque Farroupilha, a Redenção, apareceram marcadas com a letra “C”. Ninguém ainda descobriu a origem e o motivo das marcas. A prefeitura nega que as tenha marcado, como um aviso de “Cortar”. O certo é que a prefeitura “vendeu” o auditório Araújo Vianna para exploração pela iniciativa privada (que inclusive já o cercou, impedindo o acesso público ao seu entorno) e que há sérios problemas de estacionamento em dias de espetáculos. Corre o boato de que derrubarão as árvores para abrir espaço para estacionamento.

Já ia esquecendo: com foi construído um shopping center que margeia a rua Gonçalo de Carvalho, não fosse a manifestação dos moradores e de quase todos os habitantes de Porto Alegre, não teríamos mais a rua mais bonita do mundo, pois a prefeitura havia autorizado a derrubada de árvores no terreno do shopping para fazer um estacionamento, o que traria imediatamente a morte das árvores da rua.

O VINGADOR DO FUTURO

Como a atual administração de Porto Alegre não pode realizar a ficção de retornar ao passado para liquidar a origem daquilo que considera o mal que vive hoje (as árvores e, quiçá o Eng. Carlos), usa e abusa de autoritarismo para simplesmente acabar com a cobertura vegetal da cidade.

Voltamos ao passado, mas não ao passado que nos serviu de exemplo! Voltamos ao negro passado da calada da noite! Ao passado da troca de árvores por automóveis.

A um passado que nos envergonha!

 

Sangue novo e verde aqui no blog!

O movimento aqui em nosso blog Faça a sua parte anda meio devagar, não é mesmo? Andava! Com o fim da Rede Ecoblogs, os verdinhos que postavam por lá concordaram em fazer aqui do “Faça” a sua casa verde. É claro que os moradores antigos gostaram da ideia e abriram os braços e o coração para recebê-los!

Então, a partir de hoje, eles irão invadir o Faça com posts verdinhos, fresquinhos e cheios de charme, inaugurando uma nova fase para todos os blogueiros – os antigos e os novos moradores do Faça a sua parte.

Recebam, com carinho, nossos novos blogueiros:

Isis Nóbile Diniz, escritora e jornalista pós-graduada em Divulgação Científica. Nascida em uma familia de cientistas, Isis pensou em ser inventora, mas optou por escrever. Desde abril de 2008, em seu blog Xis-Xis,  fala sobre ciência e meio-ambiente de maneira consistente e descontraída.

Carol Costa, jornalista e artista plástica. Desde 2007 integra a rede de Interney Blogs, com seu blog Guindaste, onde escreve crônicas sobre arte e comportamento, e suas experiências com reciclagem e sustentabilidade. Trabalha em um grupo editorial e tem passagens por TV, jornais e agências de publicidade.

Rodrigo Barba, autor desde 2006 do blog que leva seu nome, é desenvolvedor web, publicitário e mestrando em comunicação na UnB. Escreve sobre comunicação, arquitetura, urbanismo e design de produto, trazendo dicas e exemplos de produtos e serviços sob a ética ambiental e sustentável nestas disciplinas.

Vitor Vasques. Desde 2006, ele e uma equipe de colaboradores , que, além de profissionais, são fãs do bom design, da publicidade bem planejada, geeks por paixão e responsáveis com o meio ambiente e a cultura de onde passam, escrevem no blog Com limão.

É com muito carinho que nós, os moradores antigos aqui do blog, e os nossos leitores recebemos vocês, verdinhos! Bem-vindos!

Notícias de hoje

Plantas de plástico

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/15/estado-vai-gastar-ate-10-mil-para-comprar-plantas-artificiais-para-gabinete-do-governador-salao-vip-do-palacio-guanabara-925362628.asp

(Suspiros…) Espero que, ao menos, inventem de comprar plantas de plástico reciclado, né?

Boa notícia?

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/09/05/com-estoques-nos-patios-fabricas-deixam-de-produzir-30-mil-carros-35-mil-operarios-param-925296041.asp

Estamos comprando menos carros ou a indústria só está tentando conseguir alguma vantagem se fazendo de coitadinha?

 

Infraestrutura para a sustentabilidade

Hoje de manhã, lendo as notícias, vi uma chamada para esta matéria do blog De Bike:

http://oglobo.globo.com/blogs/debike/posts/2011/09/13/onde-eu-posso-parar-minha-bicicleta-405353.asp

Fiquei pensando nas dificuldades que enfrentamos quando optamos por nos deslocar de bike. Depois de encarar o trânsito, em geral pouco amigável, o ciclista tem que se preocupar em pensar onde vai parar seu meio de transporte. E, se arruma um lugar em que a magrela não atrapalhe a passagem de pedestres, corre o risco de ver um batalhão deixá-lo a pé. E fiquei pensando na solução oferecida ao ciclista, que perguntou ao guarda onde, então, poderia parar sua bicicleta, já que acorrentada ao poste não podia: que estacionasse perto das motos. No vídeo não aparecia o local de estacionamento das motos, mas em geral é um espaço onde não há nenhum meio de acorrentar uma bicicleta. Então o cara chega no trabalho, desce da bike e a deixa solta no meio da rua? Rélô-ou! Se presa a bike já corre o risco de ser levada, imagina solta.

E por que não mobilizam esses guardas todos para patrulhar áreas propensas a roubos de bicicletas?

Ou para apreender a Mercedes deste cidadão?

É importante que as perguntas feitas pelo Eduardo e a Renata sejam respondidas: “Agora pergunto, pra onde essas bicicletas vão? De que forma é possível resgatá-las? Quais são as regras para parar bicicletas nas ruas, caso não tenha bicicletários/paraciclos por perto?” Eu também quero saber para onde vão as bicicletas e como seus proprietários podem recuperá-las. Transparência, é só isso que a gente quer.

Eu acredito que quem escolhe a bicicleta como meio de transporte merece um profundo respeito do resto do povo e, acima de tudo, do governo. Essas pessoas estão ajudando a criar um mundo menos poluído, com menos trânsito, mais humano, mais silencioso, mais harmônico. Essas pessoas precisam ser estimuladas, não desencorajadas. Que mensagem a prefeitura está passando para quem gostaria de usar a bicicleta como meio de transporte, mas ainda não tomou coragem de tirar a poeira da magrela e se locomover de uma forma mais sustentável?

Pedalar fica parecendo perigoso, ilegal e complicado. Lamentável. E isso aconteceu no Rio, mas poderia ser em outro lugar. Aliás, respeito pelos ciclistas é algo que o Brasil ainda está longe de ter.

Divulgue o Faça!

O Faça a Sua Parte, este blog coletivo sobre sustentabilidade e consumo consciente, esteve hospedado no condomínio Verbeat, o qual encerrou suas atividades neste final de 2010.

Assim, o Faça a sua Parte, desde então, está neste novo endereço: https://facaasuaparte.com/, em um domínio próprio.

Então, queridos leitores do Faça a sua parte, ajudem-nos a informar sobre a mudança para aqueles que ainda nos procuram no antido endereço. Por favor, divulguem em suas redes sociais. Basta retuitar a mensagem:

“Novo endereço do blog Faça a sua parte: https://facaasuaparte.com . #Façaasuaparte #RT por favor!”

Se o nosso blog inspirou você, e, através dele, houve alguma mudança de atitude em sua vida, a fim de colaborar para um planeta melhor, ajude-nos a divulgar este importante trabalho.

Atualize o endereço para continuar lendo, acompanhando, debatendo e participando do Faça a Sua Parte.

Web verde 9: e as chuvas tornam a cair

Os padrões e informações necessários para se estabelecer um bom plano existem há muito tempo, quando é que vamos ter vontade política para implantar?

Como ajudar os animais da Região Serrana – Os seres humanos sofrem e salvá-los (e, acima de tudo, evitar novas tragédias) é prioridade, mas os animais também precisam da nossa ajuda.

Doações para as vítimas da Região Serrana

Doações para as vítimas do Vale do Paraíba e da Região Serrana do Rio de Janeiro – Algumas cidades do Vale do Paraíba também estão sofrendo com enchentes e deslizamentos. Embora a situação não seja tão crítica quanto na Região Serrana do Rio de Janeiro, essas pessoas também precisam de ajuda.

Vamos continuar sendo “surpreendidos” pelas chuvas?

E como vamos reconstruir? – Eu quero, muito, que expliquem tim-tim-por-tim-tim como vão reconstruir. Tudo no mesmo lugar? Ou a reconstrução vai levar em conta um estudo geológico sério? Vão reflorestar as encostas e margens dos rios? Ou deixa isso pra lá, porque um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e vamos em frente?

Medidas corretivas e preventivas – Será que finalmente vamos ver algo que funcione de verdade?

Web verde 8

Neste período de transição, acabamos deixando nossos leitores na mão. Às vezes um período de silêncio é necessário para reorganizar os pensamentos e descansar um pouco. Vamos começar outra vez? Inauguro minha participação na casa nova com uma compilação de posts e notícias que achei interessantes.

Anúncios e meio ambiente – Essa é antiga, mas não deixa de ser atual. Foi feita uma análise de anúncios publicados por grandes empresas no Dia do Meio Ambiente, que mostra que as empresas ainda têm um longo caminho pela frente no sentido de levar a sério as questões ambientais e precisam selecionar mais criteriosamente seus porta-vozes e gestores da área ambiental. Uma análise do número e da qualidade dos anúncios na área de sustentabilidade também mostra alguns pontos fortes e fracos dessa tendência.

Copenhague, uma cidade de ciclistas (em inglês) – Neste documentário da organização A Billion Bikes, dividido em 5 partes, podemos ver como o governo de Copenhague valoriza a cultura da bicicleta, a ponto de instituir uma política específica para melhorar a infraestrutura e aumentar a satisfação de seus ciclistas, bem como o número de ciclistas nas ruas. O documentário é de 2003, e imagino que eles tenham evoluído de lá pra cá neste sentido. Estima-se que tenham levado entre 50 e 100 anos para ter uma cultura ciclística avançada, mas agora que eles já testaram, aprovaram e mostraram como faz, as outras cidades só precisam copiar as iniciativas. “É preciso oferecer conforto, segurança e criar um clima que estimule as pessoas a pedalar,” diz Soren Pind, Secretário de Urbanismo da cidade. Ao longo do vídeo, quem fala detalhadamente sobre a política de Copenhague para o uso da bicicleta é o Secretário de Transportes. Igualzinho no Brasil, onde Secretários Municipais de Transportes falam com desenvoltura sobre malha e políticas cicloviárias. (suspiros) A parte 4 do documentário abre com uma declaração antiga de Steve Jobs, da Apple, em que ele menciona um estudo sobre a eficiência de locomoção de vários animais, inclusive o homem. Caminhando com os próprios pés, nós não fazemos bonito, e ficamos na parte inferior do gráfico. O animal mais eficiente de todos é o condor. Entretanto, a Scientific American decidiu analisar a eficiência de locomoção do homem de bicicleta, e o resultado foi que deixamos o condor no chinelo.

Bombril Eco? – O produto foi analisado pelo Verdade Inconveniente e não conseguiu provar que a atual campanha não passa de greenwashing. Na verdade, eu acredito que as empresas ainda estejam se adaptando a uma nova era – uma era em que consumidores conscientes sabem muito bem o que perguntar e onde pesquisar para destrinchar a verdade por trás das campanhas publicitárias. E uma iniciativa como a do Verdade pode ajudá-los a encontrar o caminho certo.

Blog interessante – Mais um blog para nos ajudar a analisar a fundo o compromisso das empresas no que diz respeito à sustentabilidade. O Testando os Limites da Sustentabilidade analisa a fundo os relatórios de sustentabilidade das empresas, e escreve para elas a fim de tirar dúvidas com relação a tópicos que não tenham ficado claros em tais relatórios. É um trabalho valioso, pois mostra ao público onde elas acertam e erram, e também chama a atenção das empresas para que sejam mais coerentes e transparentes em suas ações.

Presidente do Ibama pede demissão – Aline Ribeiro informa que houve críticas de outras instâncias do governo sobre o atraso na concessão de licenças ambientais, principalmente para a construção de usinas, e diz: “Não é a primeira vez que o atraso do licenciamento de Belo Monte gera demissões no órgão.” E eu pergunto: o problema está na administração do órgão ou nas usinas?

Tragédias – Chega a época de chuvas, e a história se repete: alagamentos, desabamentos e mortes. Entra ano, sai ano, pode mudar a região do país, mas é sempre a mesma história. E começa o jogo de empurra. O governo diz que é culpa dos moradores, que constroem irregularmente e se recusam a sair das áreas de risco. A população diz que o governo não dá nenhum apoio. A questão é complexa, e exige empenho e seriedade de todos. Passadas as chuvas, todo mundo esquece o assunto e ninguém faz nada de concreto. Até quando? Não podemos esperar o próximo período de chuvas para remediar, quando o que é preciso é prevenir.

A fome no mundo é um bom negócio

As multinacionais começam a travar uma guerra surda, quase sem barulho e que poucos têm notícias: a guerra do potássio. Trata-se de um metal muito leve, segundo em ordem de leveza depois do lítio. É menos denso que a água e tão macio que se pode cortar facilmente com uma faca e cujos principais produtores são o Canadá, a Bielo-Rússia e a Rússia, com 95% da produção utilizada em fertilizantes.
Como a população mundial não pára de crescer, cresce também a necessidade de produzir alimentos e a demanda por fertilizantes só aumenta. Na Rússia, Anatoly Skurov, Suleiman Kerimov e Zelymkhan Mutsoyev conseguiram o controle de 69% da Silvinit, o maior produtor russo deste que está virando um metal tão preciosos quanto o ouro. A representação da Silvinit na produção de potássio na Rússia é tão grande que a situação se caracteriza como monopólio. Para não ficar atrás, a anglo-australiana Bhp Billiton fez uma oferta irrecusável pelo controle da canadense Potash Corp, a maior produtora mundial de potássio. A proposta não deve ter sido tão irrecusável assim, pois foi rejeitada. Mas a guerra continua, incluindo o fósforo, outro componente dos fertilizantes.
Permitir a concentração da produção mundial de potássio e fósforo nas mãos de uns poucos é um risco que não podemos permitir, pois isso levaria à formação de cartel que determinaria preços e controlaria fornecimentos. O simples boato de um possível exaurimento das reservas naturais elevaria os preços dessas matérias-primas às estrelas, colocando toda a cadeia agrícola sob controle dos fornecedores de potássio e fósforo. Mas somos impotentes diante dessa guerra.
A saída é investir na produção de fertilizantes alternativos, como vem fazendo a Embrapa há anos, com diversos programas desenvolvidos, em desenvolvimento e divulgando, para que essa tecnologia seja disponível e acessível ao agricultor brasileiro. Celeiros do mundo?
Via La Stampa.

Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais

Recebemos, com frequência, releases para publicação aqui no Faça. Alguns sucitam debate interno. Publicamos? Não publicamos? Esse, que publicamos, merece uma pequena reflexão:
é possível conciliar a fabricação de produtos nocivos ao meio ambiente com um programa ambiental para jovens? Pesquise, informe-se, debata!
Estudantes engajados em projetos socioambientais podem se inscrever até 27 de agosto e concorrer a um intercâmbio na Alemanha
As inscrições para a 7ª edição do Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais terminam na sexta-feira, dia 27. Em uma parceria mundial entre a empresa alemã e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os vencedores dos quatro melhores projetos socioambientais irão representar o Brasil no Encontro Internacional de Jovens Embaixadores Ambientais na Alemanha, em novembro deste ano. O programa possibilitará o intercâmbio com os vencedores de outros 17 países da América Latina, Ásia e África, além de palestras e visitas a instituições com as melhores práticas ambientais germânicas. Todas as despesas da viagem serão pagas pela Bayer.
Para se inscrever, o jovem deve acessar o site bayer.com.br/bayerjovens e descrever o projeto ambiental ou de responsabilidade social do qual participa, incluindo quais atividades realiza, os benefícios da iniciativa e quais resultados já alcançados. O projeto pode ser uma iniciativa própria ou conduzida por intermédio da iniciativa privada, de associações, entidades e/ou Organizações Não Governamentais (ONGs). Também é necessário que o jovem esteja regularmente matriculado no ensino médio, cursos universitários ou de pós-graduação reconhecidos pelo MEC, além de ter entre 18 e 24 anos de idade e falar inglês.
Acesse nossas Redes Sociais e conheça mais sobre o Bayer Jovens:
Site: www.bayer.com.br/bayerjovens
Blog: http://portaldovoluntario.org.br/blogs/83968
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=104503165
Twitter: http://twitter.com/bayerjovens
Facebook: http://www.facebook.com/bayerjovens

“Vac from the sea” – O aspirador que vem do mar

Cecilia Nord, vice-presidente da Electrolux: “Existem ilhas de plásticos […] que flutuam nos nossos oceanos. No entanto, em terra, se luta para apoderar-se de suficiente matéria plástica para satisfazer a demanda de aspiradores de pó sustentáveis.”
Teria sido a necessidade de suprir a demanda aliada a constatação das ilhas de plástico nos oceanos a dar vida a um novo projeto de sensibilização, com o objetivo de transformar essas imensas ilhas de lixo flutuante em matéria-prima para a produção de eletrodomésticos. “Vac from the sea” – o aspirador que vem do mar – é o projeto “ético” da Electrolux que prevê a coleta de detritos plásticos das águas do mundo inteiro para produzir 5 modelos de aspiradores de pó.

Ramsvik, uma reserva natural da Suécia, é um dos primeiros lugares onde a Electrolux iniciou a coleta de plástico. Há alguns dias a comunidade local aderiu à iniciativa recolhendo o lixo no mar. O problema é grande, na região, pois uma enorme quantidade de detritos atinge as costas da Suécia através das marés e dos ventos. Quando o lixo atinge a praia é recolhido e queimado, apesar de 80% desse material ser plástico. Parte do lixo acaba contaminando a flora marinha, entre algas e fendas de rochas. Quando inicia o processo de deterioração, o plástico se divide em partes menores, que podem ser ingeridos pelos peixes.
Outro problema a ser enfrentado e que a Electrolux se propõe a fazer, é a separação dos diversos tipos de material, o que dificulta muito o processo de reciclagem. Além dos aditivos químicos, corantes, etc. Ou seja: cada plástico deve ser reciclado separadamente. Mas a reciclagem do plástico tornou-se crucial para a produção de aparelhos sustentáveis, cada vez mais exigidos pelos consumidores europeus. A versatilidade do material, o custo relativamente baixo e a possibilidade de reutilizá-lo diversas vezes, faz com que a Electrolux busque novas fontes de matéria-prima ao mesmo tempo em que promove um projeto “ético” de porte mundial. No final das contas, o impacto será positivo, mas se todo o material plástico dos principais vórtices de lixo dos oceanos for recolhido, é prudente que a Electrolux produza os aspiradores com baterias recarregáveis com energia solar, ou vai faltar eletricidade para tanto aspirador.
A empresa tem uma conta no Twitter sobre o projeto, um blog no site, uma página no Facebook e dá dicas de como participar.
As imagens são do site da própria empresa.