Como fazer o sabão caseiro corretamente

Tentou fazer sabão em casa e não deu certo? Quer saber o que saiu errado? Nest post, trazemos algumas dicas a fim de auxiliar os leitores que nos escrevem com dúvidas sobre como fazer o sabão caseiro corretamente.

Se você também deseja dar um destino mais ecológico ao óleo de cozinha usado nas frituras em sua casa, acompanhe-nos.

A melhor receita

Recomendo sempre a receita de sabão caseiro testada mais recentemente. Entretanto, há outras opções, listadas na página central de meu Projeto Sabão Ecológico Caseiro, onde você pode escolher a receita mais adequada a sua necessidade.

receita sabão

O importante, seja qual for a receita escolhida, éseguir as medidas dos ingredientes à risca. Uma receita básica, para quem, como eu, não junta grandes quantidades de óleo (fazer pouca fritura, certo?) é esta ao lado.

Se você utiliza uma proporção de  175 ml de água e  175  g  de soda cáustica para uma medida de 1 litro de óleo, não tem erro. De acordo com a quantidade de óleo, dobra-se a receita. Use um copo-medida que dá certo.

Água ou óleo em excesso comprometem o resultado. Filtrar o óleo previamente é importante para evitar pedacinhos de frituras no sabão. A soda cáustica bem dissolvida evita os cristaizinhos na mistura e, definitivamente, isto também não é legal.

Então, atenção nas medidas de água, óleo e soda cáustica, para evitar uma mistura que não se solidifica ou que  endurece demais. Seguir a receita é essencial para um sabão macio, porém firme, e homogêneo.

Ingredientes quentes ou frios

Há duas maneiras de se fazer o sabão. Com os ingredientes em temperatura ambiente ou aquecidos levemente. Caso vá aquecê-los, mantenha a água e o óleo, na mesma temperatura, preferencialmente morna, em torno de 60ºC.

Separadamente, deve-se dissolver a soda cáustica na água morna (ou fria) até que não haja mais nenhum cristalzinho. Use outro recipiente, caso vá aquecer o óleo. Depois, junta-se a solução de soda e óleo (fora do fogo, por favor!)  e mexe-se a mistura por aproximadamente 40 minutos, até ficar cremoso.

O ponto ideal da mistura

Para saber se o sabão já está pronto, basta observar sua consistência. Misturar bem, com uma colher de pau ou cabo de vassoura, por cerca de quarenta minutos é importante para se chegar ao ponto desejado.

sabão fase finalO segredo é misturar bem os ingredientes. Não adianta ficar com preguiça. Após os 40 minutos mexendo,  a mistura fica parecendo um mingau caramelado. Este é o ponto certo.

Está na hora de despejá-la nas formas de silicone ou caixa tetra pak. Se preferir, utilize uma forma grande para cortar, depois que a mistura endurecer, os pedaços de sabão do tamanho que preferir.

Despeje o sabão, ainda cremoso, nas formas. Espere esfriar e endurecer (cerca de um dia), antes de cortá-lo. Lembre-se de que o sabão só estará pronto para uso após uma semana. Depois de cortá-lo, deixe-o descansar em um lugar arejado e aguarde.

Com aroma ou neutro

Prefiro usar o sabão caseiro sem nenhum perfume, pois se destina à limpeza de louças, panelas, azulejos e superfícies da casa. Gosto de acrescentar 10 ml de detergente líquido ou sabão em pó, apenas para amenizar o cheiro do óleo. Também pode-se utilizar a mesma medida de amaciante de roupas. Se desejar acrescentar algum aroma a seu sabão, coloqueervas ou flores na receita básica original.

Para isto, basta fazer um chá com 250 g de ervas ou flores, na água em que irá dissolver a soda. Vale tudo: rosas, hortelã, maracujá, erva-doce, ou a que você preferir. Lembre-se de que o sabão feito com óleo usado não deve ser usado para banho de pessoas ou animais. Seu uso é restrito à limpeza caseira e a de objetos.

Mais alguma dúvida ou sugestão? Compartilhe-a conosco!

Sabor e beleza nos resíduos da cozinha

 Você costuma jogar fora os restos de alimentos ao prepará-los? As cascas de frutas e vegetais e outros resíduos alimentares estão repletos de vitaminas, e muitas deles têm material suficiente para o reaproveitamento.

Até mesmo o que não ingerimos, como cascas de ovos, cascas de limão e de laranja, pode se transformar em importantes e interessantes auxiliares dentro de casa. Confiram:

Para a casa

§ Superfícies gordurosas – Polvilhe a área afetada com sal ou bicarbonato de sódio e, em seguida, esfregue com a metade da casca de um limão. Veja o resultado!

§ Jarros de vidro embaçados – Adicione cascas de limão, sal e gelo a um pote de vidro, cafeteira ou jarra de suco de vidro; em seguida, faça movimentos de redemoinho por um minuto ou dois. Despeje a mistura e enxágue bem. O brilho está de volta!

§ Bules e chaleiras sem brilho – Para retirar o depósito mineral no fundo destes recipientes, encha-os com água e um punhado de cascas de limão e deixe ferver. Retire do fogo e deixe descansar por uma hora. Enxágue bem e veja o resultado!

§ Armários sem formigas – Coloque algumas cascas de laranja dentro dos armários da cozinha (veja a foto) e acabe com as formiguinhas que adoram passear no seu açucareiro.Funciona!

Para os alimentos

§ Raspas versáteis – As cascas de limões, limas e laranjas podem ser armazenadas para uso futuro. Basta deixá-las secar bem ou congelá-las para ter à mão, um ingrediente versátil para um grande número de pratos. Se preferir, você também pode raspar apenas a camada exterior e congelá-la em um recipiente hermético. Para secar, espalhe as raspas em uma toalha e guarde-as em um frasco limpo.

§ Batatas fritas – Misture as cascas de batata com suco de limão e azeite suficiente para envolvê-las. Espalhe as cascas de batata em uma assadeira e leve ao forno alto, mexendo de vez em quando, até dourar (cerca de 10 minutos). Tempere a gosto.

§ Caldo de legumes – Ferva cascas de batata, com as peles de cebola, algumas cascas de cenoura, os talos de alho-porró, etc, para preparar um delicioso de caldo de legumes. Após cozinhar bem, coe o caldo, tempere com ervas frescas e delicie-se! (ou congele-o para uso futuro)

§ Sabor incrementado – Coloque cascas de queijo no cozimento da sopa e descubra um incrível sabor e textura. Casca de queijos também pode ser adicionada em verduras estufadas para adicionar um sabor a mais.

Para a beleza

§ Esfoliação doce – Polvilhe açúcar no lado carnudo de uma casca de banana e use-a para fazer uma suave esfoliação em todo o corpo. Depois, basta enxaguar no chuveiro.

§ Tônico para o rosto – Esfregue cascas de laranja em seu rosto (evitando os olhos) e, em seguida, lave-o com água morna.

§ Hidratante natural – Esfregue a parte carnuda de uma casca de abacate em seu rosto para obter uma rica e nutritiva hidratação[bb]. Enxágue e pronto.

§ Alívio para olheiras – Para reduzir o inchaço ao redor dos olhos, pressione o lado úmido das cascas de batatas frescas na pele por 15 minutos.

Nutrição nos resíduos

Há pessoas que gostam de consumir vegetais sem descascá-los para aproveitar os nutrientes e fibras encontrados nas cascas e pele. Outras, preferem remover a camada externa de frutas e legumes, para reduzir a carga de pesticidas.

O ideal é que se consuma produtos orgânicos, cultivados sem o uso de pesticidas convencionais, fertilizantes artificiais e processados sem aditivos alimentares e conservantes químicos.

Porém, seja qual for a sua preferência, saiba que as cascas de frutas cítricas, batatas e outros vegetais, cascas de ovos, borra de café e até mesmo cascas de queijo têm muito nutrientes na superfície. Pense em reaproveitá-los, antes de jogá-los fora.

Conhece outros usos bacanas de resíduos de cozinha? Conte para nós!

Feche o ciclo da reciclagem


Este 22 de abril, Dia da Terra, especialmente, é o momento ideal para repensarmos sobre como podemos fazer a diferença para diminuir os efeitos danosos que há tempos o ser humano vem provocando sobre nosso planeta.

Promover a reciclagem de garrafas, embalagens, sacos plásticos e outros materiais, é algo que todos podemos fazer, não apenas porque os mantém fora dos aterros, mas também porque, com a reciclagem, eles podem voltar à “vida”, transformados em outros produtos.

Muita gente, como eu sempre faço,  já comprou ou compraria, já usou ou usaria, roupas e outros objetos confeccionados de materiais reciclados, certo? Então, pense: por que não manter este ciclo sempre fechado, trazendo os materiais de volta ao uso, em vez de encaminhados ao lixão?

Para onde vai seu lixo?

Reflitamos: quando alguém joga fora um objeto de plástico, por exemplo, ele pode ser recolhido por um catador e ser encaminhado a algum depósito de reciclagem, que o venderá para uma indústria para que se transforme em outro produto.

Ou, por outro lado, poderá parar num aterro sanitário, ou no estômago de um animal, como uma tartaruga, que ao ver o plástico transparente flutuando no mar, come-o por engano e acaba morrendo ‘entalada’; ou ainda, em um bueiro, que, entupido, provocaria as terríveis enchentes.

Vemos então, que a reciclagem é um ciclo, quase interminável, que prolonga a vida dos materiais, poupa os recursos naturais e ajuda nosso planeta. Reintegrar o lixo ao processo produtivo, é, de certa maneira, uma das formas de reduzir o esgotamento dos já escassos recursos naturais.

Como você fecha o ciclo da reciclagem?

Para que o ciclo da reciclagem possa funcionar, a separação dos resíduos é determinante para sua transformação e reutilização. De minha parte, penso que reciclar é importante, porém, reaproveitar materiais é muito mais eficiente no combate à poluição ambiental e à escassez dos recursos.

Repensando o descarte de um material, creio que é bem melhor reutilizá-lo para outros fins que não o lixo. Por isto, hoje, no dia Dia da Terra, reflita sobre esta questão: como você colabora para ajudar a “fechar o ciclo de reciclagem” de modo que os materiais voltem à “vida” e não sejam encaminhado aos lixões ou à natureza?

Deixe um comentário abaixo, se desejar, contando-nos sobre os produtos reciclados que você utiliza diariamente ou partilhando as suas dicas para facilitar a reciclagem dos plásticos, metais, vidros e demais resíduos.

Photo Credit: Mary Anne Enriquez via Compfight

Saci ou Halloween: que seja ecológico

Neste 31 de outubro, é comemorado o Dia do Saci, para homenagear o tradicional folclore brasileiro. E também é o famoso dia das Bruxas, ou Halloween. Há quem diga que o Halloween ganha na disputa por ser mais popular e pela tradição das festas à fantasia e dos doces. Muita gente nem se lembra do ilustre personagem de uma perna só.

A Irlanda é considerada como o país de origem do Halloween. Nas áreas rurais, as pessoas acendem fogueiras, como os celtas faziam nas origens da festa, e as crianças passeiam pelas ruas dizendo o famoso “tricks or treats” (doces ou travessuras). [fonte]

O Dia do Saci consta do projeto de lei federal nº 2.762, de 2003 (apensado ao projeto de lei federal nº 2.479, de 2003), com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao “Dia das Bruxas“, ou “Halloween”, da tradição cultural originária dos países anglo-saxônicos.

Porém, e se a gente fizer uma campanha de valorização da cultura nacional, quem sabe? Precisamos mesmo valorizar mais a cultura local. Na escola, as crianças comemoram a semana do folclore, estudam sobre lendas, pesquisam sobre comidas, danças, vestimentas e costumes regionais do nosso povo. Quando chega o Halloween, porém, o máximo que se comenta nos colégios, é alguma coisa na aula de inglês.

No entanto, nos condomínios e algumas comunidades, as pessoas comemoram o Halloween com direito a “gostosuras ou travessuras”, fantasias e tal. As crianças adoram a farra de se fantasiar e sair batendo nas portas. Muita gente nem sabe que é o dia do Saci também, e, talvez não seja divulgado porque o evento estrangeiro gere mais lucro, quem sabe…

Para quem gosta de comemorar a data, seja de que maneira preferir, vai aqui uma sugestão de caixinhas com motivos fantasmagóricos, para colocar os docinhos, hehe. A @cfsardinha confeccionou várias delas com personagens deste mundo mágico: frankenstein, caveirinhas, abóbora, bruxinha e drácula (faltou o Saci, né?). Veja o passo a passo, neste vídeo, que a Cláudia disponibilizou para nós.

As caixinhas são confeccionadas sem cola, apenas dobraduras. O mais importante na comemoração do dia do Saci ou do Halloween, é o reaproveitamento de materiais, como no caso das caixinhas, em que se usou cartões postais ou encartes de revistas. Não é ecologicamente belo e perfeito?

Relógios a 300 km por hora!

Motorcycle Clock, por Michole Madden

Michole Madden é uma artista amante de coisas feitas a partir de metal frio. Ela tem a casa decorada com chaves enferrujadas e calotas vintage. Quando seu parceiro lhe trouxe um rotor de moto velha da loja de seu amigo, pensou logo que ele daria um relógio diferente. Foi assim que a Relógios reciclar surgiu.

Ela passou, a partir de então, a coletar peças de motocicletas antigas, bicicletas e outros objetos, e criar novas e belíssimas peças de cores e formas diferentes. Michole as transforma em relógios de reciclagem  originais , espetaculares, maravilhosos!

Michole diz que cada um desses relógios é uma obra de amor. Ela costuma passar dias procurando, em lojas de motos, oficinas mecânicas e locais onde há sucata, para encontrar peças interessantes.

Desta maneira, já percorreu um circuito enorme de brechós à procura de material para suas  criações. Depois de coletar uma caixa de coisas,coloca-as por dois dias em imersão,  faz a limpeza e o polimento de todas as peças antes de irem à bancada de trabalho de transformação.

Bicycle Clocks, por Michole Madden

Os relógios criados por ela são tão lindos e ficam muito bem em qualquer ambiente de casa ou de trabalho. Ela adora fazer encomendas personalizadas! Cada relógio é 100% original: Michole executa cada projeto exatamente como o comprador deseja para sua peça.

“Você pode deixar-me surpreendê-lo ou, se você  já tiver  um projeto,  eu posso criar algo singular.  Contacte-me hoje para  fazer o seu próprio relógio.”

Tentador, não? Nossa, eu gostaria demais de ter um destes! E você?

Faça sabão caseiro colorido

Estou desenvolvendo o projeto Sabão Ecológico, com meus alunos, para a Feira de Ciências da escola. Como o tema deste ano é Sustentabilidade, sugeri que fizéssemos uma oficina de reciclagem de óleo usado, em colaboração com a professora de Biologia.

Por enquanto estamos na fase de pesquisa, estudo e análise de textos e vídeos, para conhecimento e conscientização da importância da reciclagem do óleo e dos malefícios de seu descarte inadequado no ambiente.

Experimentei uma nova receita de sabão caseiro, a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha usado, a mesma que utilizaremos na oficina de sabão caseiro, quando os alunos, sob a orientação das professoras, farão o sabão, no laboratório da escola.

Desta vez, fiz um sabão colorido, para ter uma aparência mais bacana. Também usei água fria na receita, para facilitar o trabalho com os alunos. Bem, vocês querem saber como fazer este sabão em sua casa? Aí vai a receita que testei hoje:

Você vai precisar de:

  • 4 litros de óleo de cozinha usado, coado para retirar os resíduos de fritura;
  • 3 litros de água fria;
  • 1 quilo de soda cáustica em escamas;
  • 200 ml de detergente de lavar louças neutro (ou amaciante);
  • 20 ml de essência culinária ou corante, para colorir (usei amarela);
  • embalagens de leite longa vida ou potes de sorvete para servir de forma;
  • 1 colher de pau ou cabo de vassoura para mexer;
  • Luvas e óculos para se proteger da soda cáustica;
  • Balde plástico.

Como fazer:

  1. Coloque a água no balde e acrescente a soda cuidadosamente;
  2. Mexa bem até diluir toda a soda. ( A água em contato com a soda vai ficar bem quente devido à reação química.);
  3. Adicione o óleo aos poucos, sem parar de mexer;
  4. Acrescente o detergente e continue mexendo por 35 minutos;
  5. Coloque a essência ou corante e mexa mais 5 minutos para colorir a mistura.
  6. Despeje o sabão nas embalagens longa vida ou em potes de sorvete.
  7. Deixe descansar por 12 horas, em lugar ventilado e seco.
  8. Tire o sabão dos moldes, sempre usando luvas, e corte o sabão das embalagens longa vida, em barras. (o do pote de sorvete, deixarei como está, para usar na limpeza geral).
  9. Mantenha o sabão à sombra, em um local ventilado, por uns 10 dias – tempo de cura do sabão, para usá-lo na limpeza geral. Não utilize o sabão para o banho de pessoas ou animais.

Coloquei um pouco da mistura do sabão em uma forma de fazer bombons, e vou levar umas amostrinhas para os alunos, na próxima semana. A ideia é fazer pequenos sabõezinhos embalados para eles levarem para casa.

Após a oficina de sabão caseiro dos alunos, contarei para vocês como fizemos todo o projeto. Eles parecem animados, pela quantidade de óleo que já trouxeram para a escola. Na verdade, eu me assustei com tanto óleo usado. Não imaginava que fizessem tanta fritura em casa.Precisamos conversar sobre isto também.

Estou curiosa para ver o resultado da oficina de sabão caseiro de meus alunos. E vocês?

Você odeia a reciclagem?

Você é daquelas pessoas que odeiam reciclar? Ou que consideram ineficiente a tarefa de reciclar? Você não é o único. Muitas pessoas questionam o porquê de se fazer a sua parte, se as empresas não estão realmente se preocupando com a situação do planeta antes de seus lucros.

Você já presenciou uma fábrica de automóveis incitando as pessoas a comprar carros menores e mais econômicos? Ou uma indústria preocupada com a construção de cidades mais compactas e melhor transporte público para que as pessoas não dependam tanto do carro?

Ou companhias de petróleo dispostas a renunciar a combustíveis fósseis e apoiar iniciativas para uma economia baseada em energia solar e outras fontes limpas e renováveis de energia? Ou ainda os governos promovendo ações para corrigir o desequilíbrio de riqueza entre as nações ricas e pobres, e trabalhando sério para conter o crescimento populacional?

É, temos de concordar com tais questionamentos. Apenas a reciclagem de nossos produtos de consumo e as compras responsáveis como indivíduos não são suficientes para reduzir os danos ambientais. São necessários novos arranjos econômicos e políticos sustentáveis a fim de que a sociedade satisfaça suas necessidades em harmonia com os limites ecológicos.

Sabemos que, em geral, as questões ambientais, tais como a preocupação com os efeitos do aquecimento global, ficam em segundo plano, diante das necessidades humanas de alimento, vestimentas e bens de consumo.

No entanto, mesmo com tais disparidades entre produção e consumo, consideramos importante a preocupação com a preservação de nossos recursos naturais. Não deixar de fazer nossa parte e separar os materiais que podem ser reciclados ou reaproveitados – por nós ou por outras pessoas – é uma atitude consciente e responsável, mesmo que os grandes poluidores não cumpram seu papel eficientemente .

Continuamos acreditando que o simples ato de ter o próprio depósito para separar os materiais e encaminhá-los a quem possa reciclá-los é importante para tornar a reciclagem viável e contribuir para preservar nossos recursos. Assim, em vez de jogar fora nossos resíduos, por que não permitir que sejam reaproveitados? Ações como estas, relacionadas abaixo, são realmente desnecessárias?

  • Manter uma cesta ou caixa acessível para colocar vidros e plásticos. Leva apenas alguns segundos para jogar uma garrafa vazia, um pote de plástico ou de vidro. Basta deixar a cesta ou caixa em um armário, num canto da área de serviço, ou na garagem.
  • Utilizar sacos de papel ou caixas de supermercado para colocar papel usado. Após reutilizar os dois lados do papel para anotações e listas de compras, basta jogá-los nestes locais. Isto inclui os envelopes de lixo eletrônico, os boletos e extratos bancários e a correspondência comercial.
  • Reutilizar sacos de plástico. Os sacos limpos de embalagens de suas compras servem para guardar objetos, congelar alimentos, por exemplo. Muitos supermercados oferecer um incentivo para os clientes que trazem suas próprias sacolas. Manter alguns sacos plásticos, dentro de sua sacola retornável, no carro, para fácil acesso, é necessário e importante.
  • Separar uma gaveta ou prateleira para doações de roupas e objetos. Não jogar fora roupas ou utensílios domésticos que estão em boas condições, mas manter um local destinado para juntar ali, as peças que não aproveitamos mais. Doá-las a instituições de caridade é uma opção sustentável e solidária. Muitas instituições vão até a residência retirar estes artigos.
  • Reutilizar os recipientes de plástico para as sobras. Potes plásticos ou de vidro, de margarina, maionese e afins servem para acondicionar sobras de alimentos na geladeira ou no freezer. Os que não forem reutilizados podem ir para a caixa dos plásticos e vidros.
  • Reutilizar roupas velhas que não servem para doação. As roupas de malha e de algodão, como toalhas e camisetas são perfeitas para substituir toalhas de papel ou panos de limpeza para casa ou polimento do carro. Basta cortá-los em retângulos no tamanho desejado e guardá-los no armário ou na mala do carro.

Estes são pequenos exemplos de como eu faço para diminuir a quantidade de resíduos em meu dia a dia, que, de outra forma, iriam para um aterro ou lixão. Não é compreensível gerar tanto lixo, quando se é possível reduzi-lo, com o argumento de que os principais responsáveis pela destruição ambiental não fazem a parte deles. Concordam? Não?

Então, diga-nos por que você odeia a reciclagem. Assim, talvez, ao refletir sobre isso, todos possamos nos beneficiar com a experiência de cada um.

Imagem: depósito para reciclagem

Gerenciamento de resíduos: queimar é a solução?

Preocupados com a questão da vida útil dos aterros sanitários e a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, muitos municípios estão estudando alternativas para gerenciar seus resíduos. Entretanto, há um movimento que considero preocupante e precipitado no meio disso tudo. Muitos municípios estão pensando seriamente em instalar usinas termelétricas.

É um assunto delicado. Pressionadas pelo prazo para implantar as providências exigidas pela PNRS, muitas cidades estão abrindo consultas públicas e concorrências para a instalação de termelétricas. Especialistas, no entanto, afirmam que há alternativas viáveis e não poluentes que permitem uma redução do uso de recursos naturais e da quantidade de lixo gerado. Mas são medidas que exigem vontade política, além de uma visão de mundo ainda pouco difundida.

Os defensores das termelétricas dizem que o processo é seguro e, de quebra, gera energia. Basta instalar os filtros adequados para que não haja impacto sobre a saúde da população. Na prática, no entanto, a história parece ser um pouco diferente. A queima de lixo resulta na emissão de metais pesados altamente tóxicos mesmo em baixas concentrações. No processo de queima, minúsculas partículas são geradas, e mesmo os filtros mais modernos não dão conta de filtrá-las, de modo que elas acabam sendo liberadas no ar que respiramos, causando sérios problemas de saúde. Preocupados com esses impactos, médicos europeus lutam para que sejam realizados estudos mais detalhados.

 E, enquanto não se tem uma medida dos impactos reais dessa forma de gestão dos resíduos sólidos, a solução mais inteligente seria adotar uma estratégia de prevenção, redução da geração de lixo, reutilização e reciclagem. Queimar o lixo, no momento, parece ser o caminho mais rápido e fácil para o velho dilema do que fazer com o lixo, agora que já sabemos que o conceito de “jogar fora” não existe, já que só temos este planeta, e é nele que jogamos o lixo, mesmo que, para muitos, ainda baste estar longe dos olhos para que pareça que o problema não existe. As termelétricas podem representar um avanço em sociedades onde a geração de energia é baseada, em grande parte, na queima de carvão, altamente poluente; felizmente, este não é o caso do Brasil.

 Eu acredito que, neste momento, o caminho mais seguro e sensato envolva o aperfeiçoamento da coleta seletiva, o estímulo à compostagem caseira, o desenvolvimento de produtos e embalagens mais eficientes, duradouros, retornáveis e menos impactantes, bem como a redução do uso de materiais descartáveis.

Recomendo uma olhada nos sites http://www.incineradornao.net e http://en.wikipedia.org/wiki/Incineration para mais informações sobre a queima de lixo para a geração de energia. E, se você concorda que precisamos saber mais e que há muito a ser feito antes que se opte por essa alternativa, assine o manifesto contra a incineração.

Faça uma lixeirinha tetrapak

Amei esta lixeira feita em material totalmente reciclado, moldada em caixas de leite (tetra pack) da Higiene e Cia. Tenho o hábito de não jogar fora as caixas tetrapak dos produtos que consumo, para reaproveitá-las de várias maneiras, como forma para o sabão caseiro que faço, por exemplo.

Tenho aproveitado os sacos de arroz, de pão de forma, das verduras e frutas, do papel higiênico, e de outros produtos com embalagens plásticas para forrar a lixeirinha do banheiro ou da pia da cozinha. Esta reutilização das embalagens para pôr os resíduos que seriam acondicionados em uma sacolinha de mercado, é uma alternativa a elas. Assim, as sacolinhas do supermercado podem ser reutilizadas na próxima compra.

Confesso que fiquei tentada a comprar uma dessas lixeiras prontas, mas, pensando melhor, com um pouco de boa vontade, é possível fazer em casa, uma lixeirinha com caixas tetrapak. Bastam cinco caixas, quatro para as laterais e uma para o piso, unidas com cola de contato e está feita a sua lixeirinha. Eu adorei esta ideia de reciclagem!

O que fazer com as embalagens que compramos?

Luminária em pet by @anaclaudiabessa

Esta linda e original luminária, confeccionada com garrafas plásticas pós-consumo, é obra da amiga @anaclaudiabessa, criadora do Projeto O futuro do presente. Ana Claudia tem uma impressionante capacidade de transformar em matéria prima para seus produtos ecológicos, objetos que antes iriam para o lixo.

Quando estive em seu atelier, fiquei entusiasmada ao ver que suas criações eram “lixo” reaproveitado. Sua atitude mostra que podemos reutilizar materiais de forma criativa e bonita.

Garrafas pet descartadas indevidamente é uma questão que precisa ser analisada cuidadosamente. Sim, porque embalagem é algo que você paga, leva para casa e depois, simplesmente, joga fora. É preciso avaliar o impacto delas na natureza, desde a sua fabricação até o seu descarte.

A correta separação desses materiais em nossas casas e o encaminhamento para catadores ou empresas recicladoras permitem que retornem para o processo produtivo. É uma questão de modificar nossa atitude sobre o que consideramos “lixo”.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, “cerca de 30% de todo nosso ‘lixo’ é composto de materiais recicláveis como papel, vidro, plástico e latas, e todos esses materiais têm valor de mercado, pois são reaproveitados como matéria-prima no processo de fabricação de novos produtos.”

Observe o que você vem comprando e avalie se a embalagem dos produtos é a melhor alternativa para o meio ambiente. E, se não for reaproveitá-la, doe-a para que seja transformada em algo útil, que gere renda para alguém, além de diminuir a quantidade de resíduos nos lixões e aterros. Pense nisto!