Mais um portal verdinho

O www.ecycle.com.br é um site que tem o objetivo de oferecer opções de descarte para pessoas que não sabem o que fazer com objetos do dia a dia, como computadores, celulares, televisores, caixas de leite, cadernos e mais um monte de coisas que você confere aqui. Além disso, é possível conhecer tudo sobre um determinado material, desde suas propriedades nocivas à Terra, até como e onde descartá-lo para evitar problemas ambientais.

Uma proposta interessante que vai colaborar com nossos esforços de descarte correto. Visite e teste.

Estamos de casa nova!

A Verbeat, condomínio de blogs onde o Faça estava hospedado, fechou as portas. Mas o Faça continuará por aqui, na nova casa. Com algumas mudanças internas (pessoas que deixarão de escrever por aqui), vamos reconstruindo, aos poucos, o blog. Ainda há coisas por fazer, mas não podemos esperar que tudo esteja pronto para depois continuar a luta em prol do meio ambiente .

Muitos foram os posts, campanhas, eventos e ações por aqui divulgadas. O mundo muda, o Faça também. Todos continuaremos a fazer a nossa parte. Faça também a sua. Venha com a gente!

Web verde 7

Tempo de mudança – Neste documentário, que será lançado no Brasil no segundo semestre, João Amorim apresenta um resgate de culturas ancestrais junto com propostas de como podemos mudar nosso estilo de vida misturando o antigo e o moderno. Há um trailer de 4 minutos que me deixou curiosa para ver o resto.
Em São José dos Campos, o velho pode ser transformado para ajudar famílias carentes – A companhia de lixo urbano e uma entidade beneficente aceitam doações de sofás, geladeiras, fogões, TVs e outros objetos usados em programa profissionalizante e social.
Adendos à reportagem apresentada no Fantástico sobre Belo Monte – Há muito a ser discutido no que diz respeito a essa controverso projeto. Não pode ser feito a toque de caixa, e há de se ter mais transparência. É preciso dedicar tempo de qualidade a uma discussão que afeta vidas humanas e a biodiversidade.
Multa moral – Já que a fiscalização formal não funciona a contento, a ONG Árvore da Vila convida os cidadãos a tomarem as rédeas e “multarem” aqueles que insistirem em desrespeitar as leis e o meio ambiente. Via Blog da Redação do Planeta Sustentável.
De quem é a rua? – Denis Russo Burgierman fala sobre as estatísticas de mortes no trânsito na cidade de São Paulo e apresenta soluções criativas. É muito triste que as autoridades ainda não tenham se dado conta de que o investimento não pode ser em melhorar o fluxo dos carros (aumentando, assim, a quantidade de carros nas ruas). Tem que ser em abrir caminhos alternativos de transporte público, cicloviário e pedestre.
E aí, quando a gente vê a Holanda, se rói de inveja – O sonho do Vitor é o meu também… Reparem numas bicicletas que parecem até “de bolso”. Deve dar pra guardar em qualquer lugar. E aí a gente vê de quem deveria ser a rua aqui no Brasil. E aqui ainda somos privilegiados pelo nosso clima tropical, que mesmo no frio ainda permite que a gente se agasalhe e fique confortável. Ah, se a gente aproveitasse todo o nosso potencial!

Web verde 6

Faz tempo que não posto, e hoje resolvi tirar a poeira e começar a catar posts “interminados”. 🙂 Vou começar pelo mais fácil, indicando umas boas leituras para vocês.
Sobre a exaustão de recursos hídricos por fabricantes de bebidas – É sempre bom ficarmos ligados. Devemos nos perguntar: de onde vem a água usada pelos fabricantes das bebidas que consumimos? O que é feito para preservar essas fontes?
Agrotóxicos e o sistema nervoso central – A matéria traz a transcrição de uma entrevista com a médica Neice Muller Xavier Faria, que estuda os efeitos dos agrotóxicos sobre o sistema nervoso central.
Inseticidas e a saúde feminina – Em mais um artigo da série, Carol Daemon fala sobre o impacto dos inseticidas sobre a saúde da mulher.
Bairro verde – Eu bem que gostaria de morar num bairro assim. Alô, alô, administradores públicos, que tal pensar mais em sustentabilidade? Povo, consulte o programa de governo dos seus candidatos para saber o que propõem em relação ao assunto nestas eleições. Não é impossível de fazer, afinal tá logo ali, no sul do Brasil. Basta vontade e um pouco de organização.
Residência ecoeficiente – Projeto interessante, mas ainda muito caro para os padrões brasileiros. Poderiam buscar subsídios para aprofundar as pesquisas e reduzir os custos.
Ecobiblioteca ambulante – Uma ideia pra lá de sustentável.
Ciclovia é para quem? – Tá logo ali embaixo também, mas eu gostei tanto que quero comentar. Denise faz uma reflexão sobre o uso correto das vias públicas, com respeito pelas ciclovias. Espero ver, em breve, uma época de respeito pelos ciclistas, e de priorização do transporte cicloviário no Brasil. Ainda estamos longe disso, embora seja possível ver, mundo afora, ótimos exemplos de como priorizar bicicletas, transporte público e pedestres em vez dos carros melhora a mobilidade e a qualidade de vida.

Web verde especial: sacolas plásticas

Eis que a indústria do plástico parece ter começado a sentir o impacto das campanhas contra as controversas sacolinhas plásticas. Também não é pra menos. Aí investiram pesado no contra-ataque: campanha na TV, site especial, campanha em jornais e revistas de grande circulação: tudo para convencer o público de que as sacolinhas plásticas não são o problema, mas a solução. Podem até dizer que basta o uso responsável, mas quantas pessoas de fato pegam só a quantidade necessária? Eu já fiz uma pesquisa informal, perguntando a vizinhas e amigas: mas você usa mesmo todas as sacolas que pega? A resposta é sempre não. E, na melhor das hipóteses, as sacolinhas não utilizadas para embalar o lixo vão para a coleta seletiva, que todos nós sabemos que está longe de ser eficiente. Agora parece que deram carta branca para o povo pegar quantas quiser, afinal elas são tão úteis! Sim, o plástico tem muitas utilidades, mas sacolinhas plásticas talvez sejam a menos nobre delas.
Você engoliu esse circo todo? Nem eu.
Alô, alô, W/, Brasil, Plastivida! Reciclem suas idéias. Está na hora de ações de verdade, de campanhas que tragam mudanças reais, as mudanças necessárias para um futuro decente. Dizer que sacolinhas são muito úteis é uma pouca vergonha. Vamos apresentar soluções, vamos investir em algo que traga benefícios de verdade. Está na hora da indústria acordar e repensar seus processos.
E tem mais gente que não engoliu. Para saber mais, siga os links abaixo:
Em prol das sacolas plásticas? Nem pensar!
Vamos acabar com as sacolinhas plásticas
Dicas práticas para se livrar das sacolinhas plásticas
Sacolinhas plásticas na publicidade
Sobre sacolinhas plásticas e cyberativismo
Sacola, não obrigada!
Só carrega sacola plástica quem quer

Web verde 4

Desconexão – Hugo Penteado critica a ciência econômica tradicional porque ela pode acabar com a vida humana se não forem tomadas medidas urgentes. Ele cita Nicholas Georgescu-Roegen, que afirmou que “a humanidade vai entregar o planeta ainda banhado em sol apenas para a vida bacteriana”. Aterrorizante. Mas, se as coisas continuarem como estão, verdade. Mudança de paradigma. É disso que precisamos. Urgente.
Menos carros, menos problemas – Especialista em cidades sustentáveis fala sobre as incríveis melhorias em qualidade de vida pelas quais passam as cidades que optam por valorizar menos os carros e mais os pedestres e ciclistas. Espero que essa realidade esteja num futuro próximo para nós. Sonhar não custa nada, não é mesmo?
BNDES tem financiamento récorde em energias renováveis – Investimentos em energia eólica são os mais altos, totalizando US$ 51,8 bilhões.
Mas nem tudo são flores… – Primeiro é preciso aproveitar corretamente o potencial já instalado, para evitar investimentos desnecessários não só do ponto de vista financeiro, mas de utilização e destruição dos recursos naturais.
10 mitos sobre sustentabilidade – Sem comentários. Texto simples e direto ao ponto, excelente.
Bicicleta é o meio de transporte mais rápido em SP – No mesmo trajeto, bicicleta chegou mais rápido que carro, moto, ônibus, trem, pedestres e até helicóptero. Só os administradores públicos brasileiros ainda parecem ter dificuldade de ver que bicicleta é um excelente meio de transporte.
Etanol, uma ameaça ao cerrado – Governo faz zoneamento de áreas de plantio de cana de açúcar para produção de biocombustível “pra inglês ver”. Fala sério, onde vamos parar? O cerrado não é menos importante do que a Amazônia ou a Mata Atlântica. Onde está o desenvolvimento sustentável?
Uma cidade sem carros – Dica da Dona Joaninha, esta reportagem mostra que, com boa vontade política e um pouco de visão, é possível transformar as cidades em lugares mais agradáveis e livrar os cidadãos da dependência dos carros.
MetaReciclagem – Outra indicação de Lucia Freitas; na verdade, ela indicou um post sobre a blogagem coletiva da In(ter)dependência, mas como a data passou, achei legal indicar o movimento, cujo objetivo está descrito aqui.

Blogagem coletiva: Consumo Consciente


A Cybele Meyer chamou e cá estamos nós para convocar os leitores. Entre 24 e 30 de agosto teremos uma blogagem coletiva sobre Consumo Consciente em que o objetivo é compartilhar experiências, sonhos e pensamentos para um mundo mais sustentável.
Basta ir ao blog, copiar o selo e publicar o seu post daqui a duas semanas.

Web verde 2

País importa R$ 1 bilhão ao ano de sucata de PET – Um sistema de coleta seletiva deficiente resulta em oferta de embalagens PET menor do que a demanda.
A ilusão da reciclagem – Vejam a situação do sistema de coleta seletiva. Quando as autoridades vão se mexer e fazer uma coleta seletiva de verdade? Ajudaria a resolver a questão de importação de sucata de PET.
A sobrevivência humana ameaçada – No subtítulo “Ecossistemas em colapso”, Washington Luiz Rodrigues Novaes diz que “já estamos consumindo mais de 25% além da capacidade de reposição da biosfera planetária”, e compara: “Na verdade estamos nos comportando como uma família que consome mais do que seu orçamento permite – ela não tem essa disponibilidade e caminha para situações muito graves.” E eu me pergunto: precisamos crescer sempre, sem parar? Ou precisamos criar uma cultura em que seja aceitável e desejável lutar para chegar num determinado patamar que ofereça conforto, para depois nos mantermos estáveis nessa posição? Tudo o que fazemos consome recursos naturais, e explorá-los à exaustão é cavar a cova da humanidade. Há muito mais no artigo, explorem e descubram dados interessantes – e alarmantes.
Reflexões sobre a experiência de quase-morte – Vitor Leal foi, no dia 7 de maio, atropelado por um ônibus enquanto pedalava a caminho do trabalho. E ele desabafa: “Para resumir, o sistema, como é, não funciona. As pessoas não cobram a mudança e, muitas vezes, nem mesmo percebem que ele precisa mudar. Nessas horas eu me sinto sobrecarregado, assim como deve se sentir você, leitor que faz o possível por uma realidade melhor. Cada pessoa que deixa de fazer sua parte, obriga quem faz a trabalhar dobrado.” A Thais Saito também falou isso em um post sobre sacos plásticos: quem faz, tem que fazer por si e por quem não faz.
Calcule as emissões do carro novo – Dica da D. Joaninha, com direito a crítica a esse sistema de transporte focado em carros.

Um mar de histórias

Dia 08 de junho, próxima segunda-feira, é o dia mundial dos oceanos. A proximidade da data com o dia do meio ambiente não deve ser coincidência, mas fato é que, cansados de tanta discussão sobre ambiente, a gente termina deixando de lado o dia 08 – e com isso, perde-se uma chance de ter mais pessoas conversando sobre o mar.
Sabemos que os oceanos são o suporte da vida no planeta – “sem o azul, não há verde”, lembram? E sabemos que os mares vêm sofrendo um “desgaste” incomparável nas últimas décadas, com poluição, sobrepesca, aquecimento global… e mais uma lista enorme de outros problemas. Quase todo dia eu leio/comento/ouço um novo problema envolvendo os oceanos. A ladainha é sempre a mesma. É triste, confesso.
Para mudar um pouco o ritmo desse maremoto de más notícias – e mostrar o quão precioso para as nossas próprias experiências de vida o mar é – convido a todos para celebrarem o dia 08/junho de uma forma bem diferente. Podem chamar de blogagem coletiva; prefiro chamar de “um mar de histórias”.
A “viagem” é: cada um conta em seu blog uma história/caso/causo/momento/evento/reflexão que teve em sua vida em que o mar esteve como cenário ou personagem, de uma forma positiva/bem-humorada/animadora. Uma história pessoal; o oceano “incorporado” ao indivíduo. Vale tudo: desde um passeio de barco que você curtiu até a primeira vez que viu o mar. De uma ação para proteger uma espécie em que você tomou parte a um domingo na praia que foi inesquecível para você. Porque acho que tão importante quanto denunciar/reclamar/choramingar pelos problemas que vemos hoje nos oceanos (algo que eu já faço quase todo dia aqui no blog e na vida real), é mostrar o quanto ele está perto das nossas experiências pessoais, lembrarmos do quanto ele também faz parte da nossa história de vida. Afinal, a gente cuida melhor daquilo com o qual nos “conectamos” de alguma forma, não é mesmo? É um exercício quase terapêutico.
Vamos agregar as histórias que os amigos e participantes enviarem entre dia 05 e 08 de junho e listar num post na segunda-feira. Convidamos então quem quiser participar a entrar nessa onda, compartilhar a sua história, compartilhar a sua história. (E se quiserem repercutir, fiquem à vontade, agradecemos antecipadamente de coração.)
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– Recentemente, o NYTimes fez uma reportagem enorme sobre os erros das campanhas ambientais, sobre essa falta de conexão com a realidade das experiências de cada um. O texto, enviado pelo Guto, é extremamente interessante e foi o que inspirou a lembrar da data desta forma. Recomendo a leitura.