Campanha japonesa para economia de energia

Em 2005 o Ministério do Meio Ambiente do Japão incentivou trabalhadores a guardar ternos e gravatas e ir para o escritório com roupas mais leves, como camisetas e bermudas, durante o verão. A campanha Cool Biz fazia com que os aparelhos de ar condicionado da cidade configurassem seus termostatos a uma temperatura de 28ºC.

O resultado da campanha mostra que o país reduziu a emissão de gás carbônico em 460 toneladas, o equivalente ao volume do gás emitido por 1 milhão de residências em um mês.

Fontes:
Wikipedia
MSN-NBC

Adote O Seu Planeta

Se você anda preocupado com as mudanças climáticas dos últimos anos, se sesente impotente diante das perspectivas ambientais e também tem a impressão de que a cavalaria não virá para nos ajudar; se gostaria de poder fazer algo mas não sabe por onde começar, não tem a certeza de que as suas ações causariam efeito mas está disposto a fazer algo realmente importante, adote o seu planeta. É simples assim:

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Salve a sua vida.

Esta é uma campanha voluntária, popular e internacional. Não tem patrocinador nem proprietário; ela é tão sua quanto minha e começa agora. Não espere convite ou intimação. É você quem decide.

Descubra o que você pode fazer para ajudar a salvar o planeta. Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba; deixe o carro na garagem e use mais o transporte coletivo; desligue o ar-condicionado uma hora antes; não compre produtos da empresa que polui; troque o atum em lata por peixe fresco; exija que a prefeitura da sua cidade adote um programa eficaz de reciclagem de lixo e controle se ele realmente funciona; desenvolva atividades ao ar livre com seus alunos; descubra como substituir as embalagens da sua empresa por material reciclado e biodegradável; divulgue a campanha no jornal, rádio ou tv onde você trabalha e informe os resultados periodicamente; use somente metade das lâmpadas do escritório e da sua casa; desenvolva um equipamento anti-poluente. Enfim, tem sempre alguma coisa que pode ser feita.

Convide a sua associação, a sua comunidade ou seus amigos a descobrirem como podemos salvar a Terra com pequenas ou grandes ações, cada um fazendo o que for possível. Participe, divulgue e incentive, mas não espere por ninguém.

Faça a sua parte.

Allan Robert P. J.

PS – Este texto pode ser copiado, traduzido, impresso e divulgado em qualquer meio sem prévia autorização, exceto para fins comerciais.

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Como surgiu este blog

Este blog nasceu de um texto da Lucia Malla no seu blog pessoal. Eu já sou leitora da Lucia há algum tempo, e também sou preocupada com as graves questões ambientais que o planeta está enfrentando hoje em dia.

Ela diz:

Para muitos, há uma visão catastrofista na abordagem feita pela mídia e afins sobre aquecimento global – virou “palavra da moda”. Eu até concordo que muitas vezes misturam-se causalidades e efeitos numa só salada indigesta, mas o acúmulo de dados que provam que a Terra está se aquecendo anomalamente nos últimos tempos é tão mais robusto que os argumentos contrários, que só me resta acreditar que as pessoas preferem culpar a visão catastrofista por desprezo total pelo futuro (atitude tipicamente suicida) ou por medo (consciente ou não) do que vem pela frente. O pior cego é aquele que não quer ver, já dizia o ditado. Mas, ao invés de nutrir medo e negar os dados que mostram que o aquecimento é uma realidade (não leva a muita coisa saber quem veio primeiro, o ovo ou a galinha), muito melhor seria se discutíssemos o futuro incluindo o aquecimento na equação do mundo e fizéssemos a nossa parte, um pouquinho cada um. Eu acredito no efeito formiguinha, e é com esse otimismo de que em 2007 poderemos dar início a um processo de conscientização ecológica global que eu saúdo a todos que passam por aqui.

Nos comentários deste texto, o Allan sugeriu usarmos o poder da blogosfera pra começar esse trabalho de formiguinha. Eu adorei a idéia e me empolguei também pra gente fazer uma campanha na blogosfera de conscientização das ameaças que o aquecimento global trazem à humanidade e como podemos mudar atitudes individualmente para que os estragos sejam menores, ou pelo menos, sejam retardados.

Nós três trocamos alguns emails e eis aqui o blog.

Ainda estou trabalhando no logo da campanha, mas em breve vamos disponibilizar um selinho pra todos que quiserem contribuir divulgando a nossa campanha. Quem quiser colaborar escrevendo no blog também, é só nos mandar um e-mail.

Acompanhe este espaço para saber mais sobre o assunto e junte-se a nós para fazermos a nossa parte para cuidar do nosso planeta!

A importância do modelo

Estava lendo o último post do Real Climate, onde os climatologistas discutem o último inverno americano, extremamente atípico, e com pouca neve em regiões onde sempre neva muito, como a costa leste.

Um pedaço me chamou a atenção:

“(…) one cannot attribute a specific meteorological event, an anomalous season, or even (as seems may be the case here, depending on the next 2 months) two anomalous seasons in a row, to climate change. Moreover, not even the most extreme scenario for the next century predicts temperature changes over North America as large as the anomalies witnessed this past month. But one can argue that the pattern of anomalous winter warmth seen last year, and so far this year, is in the direction of what the models predict.” (grifo meu)

Temos que tomar cuidado na atribuição de todos os problemas ecológicos do mundo ao aquecimento global. O modelo científico aceito pelos mais renomados especialistas realmente diz que o mundo tende a um aquecimento – e que outros cientistas de áreas diversas afirmam poder trazer consequências catastróficas para os humanos.

Mas ponderação é sempre algo importante em qualquer caso. Se por um lado, a existência dessa estação anômala trouxe com toda a força para a mídia o problema do aquecimento global – principalmente aquele antropogênico, ou seja, causado pelo ser humano -, pode trazer também a oportunidade de entendermos melhor os modelos que estão por trás de tais afirmações da mídia.

Os modelos são calculados baseados em temperaturas medidas por muitos anos, décadas, séculos, e até milênios. Há como identificarmos a temperatura de alguns milhares de anos analisando-se a composição da atmosfera que ficou aprisionada em blocos de gelo em locais remotos, como na Antárctica, por exemplo. Quando olhamos para esses números, vemos que houve momentos de aquecimento e resfriamento, como se fosse um ciclo que acontece de vez em quando com o planeta. Sobe e desce. Entretanto, alguns estudos usando diferentes tecnologias apontaram há algum tempo que o século 20 foi anomalamente quente, e que a tendência de variação climática está só subindo – o que plotado num gráfico gera a forma de um bastão de hóckey voltado para cima, a que os climatologistas chamam de curva de “hockey stick”, como vemos abaixo nesse gráfico com a temperatura média do último milênio:

Temperatura dos ultimos 1000 anos

(Repare que o ano de 2006, o sexto mais quente da história, ainda não havia sido registrado nesse gráfico na época de sua feitura… e que se prevê que 2007 será o mais quente da história, o que significa que pode passar dessa linha preta de 2004. Gráfico tirado daqui.)

O modelo de clima global caminha para esse ápice à direita, ou seja, terá variação de temperaturas médias maiores. O que os dados coletados pelos cientistas hoje em dia fazem é apenas confirmar esse modelo por diferentes caminhos científicos – e pasmem, na maioria quase absoluta, os dados confirmam a existência dessa curva crescente teorizada anos atrás. Então, quando alguém refuta o aquecimento global dizendo que “a Terra sempre teve um ciclo de quente-frio”, vale ressaltar a essa pessoa que nunca os dados (que são estatisticamente significativos e controlados, publicados em jornais científicos, revisados, repetidos, etc.) mostraram variações de temperaturas tão altas – e subindo mais a cada ano. O conceito de “quente” do passado não é o mesmo que estamos presenciando hoje. Ok, há o efeito do El Niño (que esse ano inclusive prevê-se que será “moderado”, não tão forte quanto no passado), há o problema das erupções vulcânicas, mas nesse último século há principalmente a ação humana gerando CO2 em quantidades gigantescas. Portanto, podemos até (fugir e) culpar o El Niño, podemos (fugir e) culpar os vulcões em erupção e o que mais de irracional aparecer pela frente, mas o grande diferencial dessa equação – o homem – precisa também ser incluído no cálculo e repensar suas atitudes geradoras de CO2. Repensar o que vem fazendo pelo planeta.

Mesmo que isso não afete a sua existência direta agora – afinal, os modelos climáticos são, como tudo na ciência e na vida, baseados em estatísticas -, é um problema cuja probabilidade de afetar as gerações futuras é muito elevada. E que planeta você quer deixar para seus filhos?

Olhe pro modelo do gráfico, pondere e responda.

(Postado também no Uma Malla pelo mundo.)

A Teoria de Gaia

Fonte: Jornal de Debates

Autor: João Augusto Fortes – Participa desde: 04/01/2007

Trecho da palestra de João Augusto Fortes no debate Mudanças Climáticas e o Aquecimento Global, promovido pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e realizado no Espaço Cultural da empresa, em dezembro de 2006.

Existe uma teoria – e ainda não sei qual é o fundamento científico dela – que aborda a Terra como uma entidade viva: a teoria de Gaia. Ela diz que um organismo vivo,quando sente algo que está fazendo mal a ele, tende a expelir a causa desse mal. Então, se a Terra é uma entidade viva, e se é o ser humano que está fazendo mal a ela, o planeta tende a reagir, a expulsar, e no caso, eliminar os seres humanos. Então isso, mais ou menos, tem sentido. Como vai acontecer? Não sabemos. Mas é uma tendência.

No relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sobre questões climáticas, os especialistas acentuam que existe grande probabilidade de chover menos nas áreas tropicais e mais nas áreas temperadas. Abordam, inclusive, a questão da energia, enfatizando que a matriz no Brasil é, praticamente, a hidrelétrica, pelo menos a maior parte dela. Então, se chover menos no Brasil, vamos ter menos energia. Já ocorreu o “apagão” e pode acontecer de novo. E o que irá acontecer se chover menos na amazônia?

No ano passado, rios enormes na amazônia secaram ao ponto de apresentarem enormes quantidades de peixes mortos. Sem falar nas conseqüências para toda a população que vive da pesca. E Isso ocorreu por um simples atraso das chuvas. Se o atraso se acumular e permanecer por dois anos, a conseqüência será desastrosa.

Quando esse problema ocorrer no ponto local, nas nossas vidas, por exemplo – no que consumimos, a questão toda de energia, de calor, de carro, do que comemos e como – chegaremos a uma posição em que teremos de mudar hábitos culturais. A nossa tendência é de não achar que vai acontecer conosco.

Todo mundo sabe como é difícil romper certos padrões familiares que a gente recebe e repete dos nossos pais. E esse padrão levamos adiante nos nossos hábitos de consumo e é difícil mudar. A não ser quando é de maneira catastrófica. Logo,se pudermos pensar como poderíamos contribuir para fazer mudanças sem precisar chegar na questão catastrófica, seria muito útil.

A minha contribuição é para que nos indaguemos: o que podemos fazer, individualmente, para atenuar esse efeito global?